

"Ternura, é quando alguém nos olha e os seus olhos brilham como duas estrelas "(Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)
Quando meu avô faleceu, a minha tia Vera, assumiu os cuidados da minha avó, e já cuidava também da sogra , ambas idosas.
Em uma viagem de férias, me hospedei na casa da tia e após o almoço, me ofereci para lavar a louça, e fui informada que essa tarefa diariamente cabia a vovó e a Dna. Aparecida, (sogra). Na minha ignorância sobre a compreensão dos idosos, achei que elas deveriam ser poupadas, mas como visita, não me manifestei.
Observei também, que enquanto uma lavava a outra enxugava e guardava toda a louça em um único compartimento de um enorme armário de uma cozinha bem planejada, aquilo também me intrigou, pondo em dúvida a organização da casa da minha tia.
Observei também, que enquanto uma lavava a outra enxugava e guardava toda a louça em um único compartimento de um enorme armário de uma cozinha bem planejada, aquilo também me intrigou, pondo em dúvida a organização da casa da minha tia.
Após a lavagem da louça, as duas senhorinhas tomaram banho e foram tirar um cochilinho.
Minha tia então me deu uma grande lição de respeito aos mais velhos, quando começou a tirar do armário, toda a louça que as senhoras tinham lavado, aí me explicou.
Minha tia então me deu uma grande lição de respeito aos mais velhos, quando começou a tirar do armário, toda a louça que as senhoras tinham lavado, aí me explicou.
- Eu não quero privá-las de sentir-se úteis, por outro lado, elas não enxergam mais tão bem, portanto não lavam a louça direito, quando elas dormem, eu faço o processo novamente, sem que elas saibam. Daí a idéia de colocar em um único lugar, para não sujar a louça limpa dos armários.
Uma atitude tão simples, mas de um valor imenso, a minha avó e Dna. Aparecida, foram muito felizes na casa da minha tia, sentiam-se úteis, à elas, eram atribuídas tarefas leves, para não dar-lhes a sensação que é comum aos idosos, quando moram com os filhos, de estarem sendo um "peso", pregavam botões, molhavam as plantas e toda manhã, iam até a padaria, o que era motivo de riso, porque uma comprava o pão e a outra saía em seguida para comprar o leite, aos nossos olhos nada prático, mas aos olhos de amor e sabedoria dos meus tios, era a forma correta.
E era tão bonito ouvi-las contarem orgulhosas da colaboração que prestavam.
E era tão bonito ouvi-las contarem orgulhosas da colaboração que prestavam.
Uma lição que jamais vou me esquecer.
obrigada tia, obrigada tio
Silvia
ResponderExcluirGostei de ler o texto, encerra a lição de que os mais velhos têm prazer em ser úteis, sendo a eles próprios. Também tenho prazer em aprender, assim coo terás tido.
Daniel
Com os pais que tem e uma tia dessas, só podia dar nisso né??? Uma fofa essa tia hein?
ResponderExcluirBom dia e beijo
Oi, Sílvia,
ResponderExcluirVamos ver se consigo encaminhar meu comentário desta vez. Meu problema está na hora de escolher um perfil.
Em primeiro lugar, teu blog parece vinho -- e dos bons. A cada "período de vida" ele melhora. Parabéns e continue com esse empenho, que serve como lição de vida para todos nós.
Sobre teu texto-tia, uma maravilha. O que acontece, aliás, com todo texto escrito com tinta do coração. Histórias desse tipo humanizam o blog e reforçam a intimidade que deve existir entre amigos. Beijo.
Luiz
SILVIA adorei essa sua História de Vida.
ResponderExcluirO respeito que nos devem merecer os mais velhos...
Exemplo maravilhoso.
Parabéns
Bjs
G.J.
Linda esta histórinha, me emocionei. Um grande beijo
ResponderExcluirEstivemos viajando e só agora vimos o novo Espaço, parabéns ficou lindo.