junho 02, 2009

Zumbido


Certo dia você começa a perceber um pequeno chiado ou assobio insistente. Pergunta aos colegas se também se deram conta do barulhinho e acha estranho porque é a única pessoa que está ouvindo o som estranho.

Da primeira vez, o incômodo não chega a permanecer muito tempo, mas dias depois, ele insiste a ponto de você ficar irritado e procurar um especialista.
Ao contrário do que se imagina, o ruído insistente que muitas vezes atrapalha tarefas simples do cotidiano e chega até causar estresse por conta disso não representa uma doença, mas sim um distúrbio, e tem como principal causa problemas auditivos.

Sua origem também está relacionada a outros fatores, como o abuso do consumo de cafeína e chocolate, problemas odontológicos, na coluna cervical e musculares na cabeça e pescoço.

O problema não só está nos barulhos cotidianos, mas também em ouvir o mp3 como alternativa para se livrar da poluição sonora, pois muita gente coloca a música em um volume mais alto do que já está nas ruas.

"O som do motor de um carro ligado é de aproximadamente 85 decibéis, ou seja, para encobrir esse barulho a pessoa iria ouvir a música no mp3, no mínimo, com um som de 90 decibéis, o que já poderia causar danos auditivos, dependendo do tempo de exposição", exemplifica Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.

Os fones de ouvido estão entre os mais prejudiciais porque carregam sons de até 120 decibéis diretamente para o tímpano, isso contribui para que o zumbido ocorra antes de provocar alguma perda da audição mais perceptível.

De acordo com a fonoaudióloga Isabela Gomes, exames e testes de audição (audiometria) conduzido por fonoaudiólogos são usados para confirmar o mal. O zumbido é amenizado com a adoção de algumas ações terapêuticas, como a Terapia de Habituação do Zumbido, em que o paciente aprende a não perceber os sons de forma intensa.

A terapia é uma forma de os pacientes não focarem sua atenção ao zumbido. Lembrando que apenas fonoaudiólogos e médicos com formação em TRT estão habilitados para aplicar este tratamento. Conforme o caso também são usado medicamentos e a acupuntura. Alguns pacientes do Ambulatório de Zumbido do Hospital das Clínicas de São Paulo já utilizaram a fisioterapia no tratamento.


Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.
SAÚDE DO OUVIDOSAÚDE DO OUVIDO

Zumbido


Certo dia você começa a perceber um pequeno chiado ou assobio insistente. Pergunta aos colegas se também se deram conta do barulhinho e acha estranho porque é a única pessoa que está ouvindo o som estranho.

Da primeira vez, o incômodo não chega a permanecer muito tempo, mas dias depois, ele insiste a ponto de você ficar irritado e procurar um especialista.
Ao contrário do que se imagina, o ruído insistente que muitas vezes atrapalha tarefas simples do cotidiano e chega até causar estresse por conta disso não representa uma doença, mas sim um distúrbio, e tem como principal causa problemas auditivos.

Sua origem também está relacionada a outros fatores, como o abuso do consumo de cafeína e chocolate, problemas odontológicos, na coluna cervical e musculares na cabeça e pescoço.

O problema não só está nos barulhos cotidianos, mas também em ouvir o mp3 como alternativa para se livrar da poluição sonora, pois muita gente coloca a música em um volume mais alto do que já está nas ruas.

"O som do motor de um carro ligado é de aproximadamente 85 decibéis, ou seja, para encobrir esse barulho a pessoa iria ouvir a música no mp3, no mínimo, com um som de 90 decibéis, o que já poderia causar danos auditivos, dependendo do tempo de exposição", exemplifica Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.

Os fones de ouvido estão entre os mais prejudiciais porque carregam sons de até 120 decibéis diretamente para o tímpano, isso contribui para que o zumbido ocorra antes de provocar alguma perda da audição mais perceptível.

De acordo com a fonoaudióloga Isabela Gomes, exames e testes de audição (audiometria) conduzido por fonoaudiólogos são usados para confirmar o mal. O zumbido é amenizado com a adoção de algumas ações terapêuticas, como a Terapia de Habituação do Zumbido, em que o paciente aprende a não perceber os sons de forma intensa.

A terapia é uma forma de os pacientes não focarem sua atenção ao zumbido. Lembrando que apenas fonoaudiólogos e médicos com formação em TRT estão habilitados para aplicar este tratamento. Conforme o caso também são usado medicamentos e a acupuntura. Alguns pacientes do Ambulatório de Zumbido do Hospital das Clínicas de São Paulo já utilizaram a fisioterapia no tratamento.


Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.
SAÚDE DO OUVIDOSAÚDE DO OUVIDO

junho 01, 2009

Cinquentona - ® Manoel Carlos




Minha amiga Sylvia fez 50 anos e deu uma linda festa para os amigos.
Brigadeiros, casadinhos, olhos-de-sogra, além de salgados e bebidas à vontade. E no centro da mesa, iluminado por cinqüenta velinhas, um colossal e saboroso bolo de aniversário. Ah, e também, claro, com direito a um coro de muitas vozes cantando "Parabéns pra Você".
- Que coragem - brincou o Zé Mário, nosso velho companheiro das noitadas de pôquer.
Sylvia rebateu em cima:

- Por quê? Acha que ainda escondo a minha idade? Já superei isso, meu caro.

- No seu caso não é esconder - continuou Zé Mário.

- Pra que declarar, se você aparenta menos?

- Mas é justamente por isso que sinto tanto prazer em revelar minha verdadeira idade. É para ver as pessoas admiradas. Meus 50 anos não são um peso, mas um prêmio, um troféu, uma tocha olímpica que carrego com orgulho pela vida afora. Que é que você pensa? Sou uma cinqüentona e ainda bato um bolão!

E, nesse clima de feliz comemoração, varamos a noite, o champanhe gelado, o vinho rubro. E não é preciso dizer que a aniversariante reinou o tempo todo, dançando sem parar, nocauteando homens até dez anos mais novos do que ela. Como o seu próprio marido, o terceiro, que no sábado próximo estará completando 41 anos.

Sei que nem todas as mulheres são Sylvia. E que, para ser como ela, é preciso muita vontade, algum sacrifício e uma boa dose de herança genética. Mas o mais necessário mesmo é a disposição para a felicidade e a certeza de que sempre, sempre estará em tempo de viver uma vida produtiva. De qualquer maneira, mesmo as que não são Sylvia se sentem hoje mais livres do que nunca desse estigma que por décadas marcou todas elas e produziu um repertório imenso de piadas infames e cruéis: diminuir a idade. Concluí que hoje em dia as mulheres de 50 não têm mais do que 30! Verdade. Muitas das minhas amigas já passaram dessa marca e nunca se sentiram tão bem.

Em 1980 escrevi alguns programas da série Malu Mulher para Regina Duarte. Num deles, Malu comemorava 33 anos. Dei a esse episódio o título Antes dos 40, depois dos 30, colocando esse período de dez anos como o mais positivo na vida de uma mulher. Seu tempo de felicidade. Bem, isso foi em 1980. Vinte e cinco anos atrás. Hoje eu não escreveria essa história. Hoje sei que uma mulher pode ser feliz para sempre, levantando-se a cada tombo. Em sua maioria, elas já não entram em crise por causa da idade. Claro que não querem envelhecer.

Ninguém quer. Mas esse não querer não está ligado apenas à aparência, mas à saúde, à boa disposição para enfrentar o dia e... - sem nenhuma dúvida - à certeza de que não existe idade que as impeçam de amar, ser amadas. E de ainda fazer bonito entre os lençóis de uma cama. Sylvia, por exemplo, tem tudo para botar um garotão com a língua de fora, sôfrego, cansado, pedindo um tempo.

Eu me lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que, quando foi subitamente abandonada pelo marido, provocou em minha mãe esta frase: "Pobre Dolores! Sozinha aos 50 anos! O que vai ser dela agora?". A consternação da minha mãe traduzia o que se pensava de uma mulher que tivesse ultrapassado a marca dos 25, 30 anos no máximo. Uma velha. Não sei o que aconteceu com a pobre Dolores, mas acredito que tenha arrastado por toda a vida a amargura e a desesperança. Atualmente, uma separação aos 50 anos pode ser o começo de um novo tempo, muitas vezes melhor, mais feliz do que o anterior. Sem contar que, nos dias de hoje, um casamento que vai mal das pernas não dura até a mulher chegar aos 50. Acaba antes, já que elas não carregam uma vida infeliz por muito tempo.

Nas minhas novelas procuro retratar as mulheres maduras, essas que já passaram dos 40. São elas que têm as melhores histórias para contar, as confissões mais tocantes, as lembranças mais ternas, os episódios mais picantes. Que ainda sofrem e choram, sim, mas que não sofrem nem choram para sempre. E que, quando fazem 50 anos, dão festa, convidam os amigos, apagam as velinhas e fazem coro em causa própria, cantando o Parabéns pra Você!

Por isso digo e repito: bem-aventuradas as cinqüentonas! As que se renovam a cada dia, a cada instante, e que podem renascer incessante e indefinidamente, repetindo os versos de Cecília Meireles:

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira".

Imagem: Google

LONGEVIDADE

Cinquentona - ® Manoel Carlos




Minha amiga Sylvia fez 50 anos e deu uma linda festa para os amigos.
Brigadeiros, casadinhos, olhos-de-sogra, além de salgados e bebidas à vontade. E no centro da mesa, iluminado por cinqüenta velinhas, um colossal e saboroso bolo de aniversário. Ah, e também, claro, com direito a um coro de muitas vozes cantando "Parabéns pra Você".
- Que coragem - brincou o Zé Mário, nosso velho companheiro das noitadas de pôquer.
Sylvia rebateu em cima:

- Por quê? Acha que ainda escondo a minha idade? Já superei isso, meu caro.

- No seu caso não é esconder - continuou Zé Mário.

- Pra que declarar, se você aparenta menos?

- Mas é justamente por isso que sinto tanto prazer em revelar minha verdadeira idade. É para ver as pessoas admiradas. Meus 50 anos não são um peso, mas um prêmio, um troféu, uma tocha olímpica que carrego com orgulho pela vida afora. Que é que você pensa? Sou uma cinqüentona e ainda bato um bolão!

E, nesse clima de feliz comemoração, varamos a noite, o champanhe gelado, o vinho rubro. E não é preciso dizer que a aniversariante reinou o tempo todo, dançando sem parar, nocauteando homens até dez anos mais novos do que ela. Como o seu próprio marido, o terceiro, que no sábado próximo estará completando 41 anos.

Sei que nem todas as mulheres são Sylvia. E que, para ser como ela, é preciso muita vontade, algum sacrifício e uma boa dose de herança genética. Mas o mais necessário mesmo é a disposição para a felicidade e a certeza de que sempre, sempre estará em tempo de viver uma vida produtiva. De qualquer maneira, mesmo as que não são Sylvia se sentem hoje mais livres do que nunca desse estigma que por décadas marcou todas elas e produziu um repertório imenso de piadas infames e cruéis: diminuir a idade. Concluí que hoje em dia as mulheres de 50 não têm mais do que 30! Verdade. Muitas das minhas amigas já passaram dessa marca e nunca se sentiram tão bem.

Em 1980 escrevi alguns programas da série Malu Mulher para Regina Duarte. Num deles, Malu comemorava 33 anos. Dei a esse episódio o título Antes dos 40, depois dos 30, colocando esse período de dez anos como o mais positivo na vida de uma mulher. Seu tempo de felicidade. Bem, isso foi em 1980. Vinte e cinco anos atrás. Hoje eu não escreveria essa história. Hoje sei que uma mulher pode ser feliz para sempre, levantando-se a cada tombo. Em sua maioria, elas já não entram em crise por causa da idade. Claro que não querem envelhecer.

Ninguém quer. Mas esse não querer não está ligado apenas à aparência, mas à saúde, à boa disposição para enfrentar o dia e... - sem nenhuma dúvida - à certeza de que não existe idade que as impeçam de amar, ser amadas. E de ainda fazer bonito entre os lençóis de uma cama. Sylvia, por exemplo, tem tudo para botar um garotão com a língua de fora, sôfrego, cansado, pedindo um tempo.

Eu me lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que, quando foi subitamente abandonada pelo marido, provocou em minha mãe esta frase: "Pobre Dolores! Sozinha aos 50 anos! O que vai ser dela agora?". A consternação da minha mãe traduzia o que se pensava de uma mulher que tivesse ultrapassado a marca dos 25, 30 anos no máximo. Uma velha. Não sei o que aconteceu com a pobre Dolores, mas acredito que tenha arrastado por toda a vida a amargura e a desesperança. Atualmente, uma separação aos 50 anos pode ser o começo de um novo tempo, muitas vezes melhor, mais feliz do que o anterior. Sem contar que, nos dias de hoje, um casamento que vai mal das pernas não dura até a mulher chegar aos 50. Acaba antes, já que elas não carregam uma vida infeliz por muito tempo.

Nas minhas novelas procuro retratar as mulheres maduras, essas que já passaram dos 40. São elas que têm as melhores histórias para contar, as confissões mais tocantes, as lembranças mais ternas, os episódios mais picantes. Que ainda sofrem e choram, sim, mas que não sofrem nem choram para sempre. E que, quando fazem 50 anos, dão festa, convidam os amigos, apagam as velinhas e fazem coro em causa própria, cantando o Parabéns pra Você!

Por isso digo e repito: bem-aventuradas as cinqüentonas! As que se renovam a cada dia, a cada instante, e que podem renascer incessante e indefinidamente, repetindo os versos de Cecília Meireles:

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira".

Imagem: Google

LONGEVIDADE

Acredita que sua memória irá piorar com a idade? Ela irá lhe obedecer

longevidade

Profecia auto-realizável

Acreditar que sua memória piora à medida que você se torna mais velho pode de fato ser uma profecia auto-realizável, concluíram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Eles descobriram que idosos que acreditam que as pessoas mais velhas devem se sair pior nos testes de memória de fato têm notas nestes testes muito abaixo daquelas de idosos que não aderem a esses estereótipos negativos sobre o envelhecimento e a perda de memória.

Estereótipos negativos ativados

Em um estudo publicado no exemplar de Abril do jornal médico Experimental Aging Research, a equipe do Dr. Tom Hess demonstrou que a capacidade dos idosos em se lembrar das coisas piora quando os estereótipos negativos são "ativados" em determinadas situações.

"Por exemplo, os idosos se sairão pior em um teste de memória se for dito a eles que pessoas idosas saem-se mal naquele tipo de teste," explica o Dr. Hess.

A memória também apresenta declínio nos idosos que acreditam estarem sendo estigmatizados, ou seja, que acham que outras pessoas estão lhes depreciando por causa de sua idade. Os pesquisadores descobriram que os efeitos negativos sobre a memória foram maiores nas pessoas com maiores níveis de educação.

"Essas situações podem ser parte da experiência diária dos idosos. Estar preocupado com o que as outras pessoas pensam delas no trabalho acaba tendo um impacto negativo no seu desempenho, desta força reforçando os estereótipos negativos," diz o médico.

Lembre-se da solução

O lado positivo das conclusões é que os idosos que têm uma visão mais positiva do envelhecimento, ou que não se sentem estigmatizados, apresentam um desempenho de memória muito superior.

Em outras palavras, se você está confiante que o envelhecimento não irá atrapalhar a sua memória, você terá uma probabilidade muito maior de se sair bem nos testes de memória.

LONGEVIDADE

Acredita que sua memória irá piorar com a idade? Ela irá lhe obedecer

longevidade

Profecia auto-realizável

Acreditar que sua memória piora à medida que você se torna mais velho pode de fato ser uma profecia auto-realizável, concluíram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Eles descobriram que idosos que acreditam que as pessoas mais velhas devem se sair pior nos testes de memória de fato têm notas nestes testes muito abaixo daquelas de idosos que não aderem a esses estereótipos negativos sobre o envelhecimento e a perda de memória.

Estereótipos negativos ativados

Em um estudo publicado no exemplar de Abril do jornal médico Experimental Aging Research, a equipe do Dr. Tom Hess demonstrou que a capacidade dos idosos em se lembrar das coisas piora quando os estereótipos negativos são "ativados" em determinadas situações.

"Por exemplo, os idosos se sairão pior em um teste de memória se for dito a eles que pessoas idosas saem-se mal naquele tipo de teste," explica o Dr. Hess.

A memória também apresenta declínio nos idosos que acreditam estarem sendo estigmatizados, ou seja, que acham que outras pessoas estão lhes depreciando por causa de sua idade. Os pesquisadores descobriram que os efeitos negativos sobre a memória foram maiores nas pessoas com maiores níveis de educação.

"Essas situações podem ser parte da experiência diária dos idosos. Estar preocupado com o que as outras pessoas pensam delas no trabalho acaba tendo um impacto negativo no seu desempenho, desta força reforçando os estereótipos negativos," diz o médico.

Lembre-se da solução

O lado positivo das conclusões é que os idosos que têm uma visão mais positiva do envelhecimento, ou que não se sentem estigmatizados, apresentam um desempenho de memória muito superior.

Em outras palavras, se você está confiante que o envelhecimento não irá atrapalhar a sua memória, você terá uma probabilidade muito maior de se sair bem nos testes de memória.

LONGEVIDADE

maio 31, 2009

Por que o cigarro vicia? 31 de Maio, dia Mundial Antitabagismo



O tabagismo é uma das grandes preocupações na saúde pública brasileira, pois está entre as principais causas de doenças crônicas não transmissíveis, que atingem 16% da população adulta. Cerca de duzentas mil pessoas morrem por ano no Brasil, pelos efeitos tardios do consumo do tabaco. O risco de adoecer depende da precocidade do início do uso, da quantidade de cigarros fumados ao dia e da profundidade da inspiração ao fumar.


O cigarro “vicia”?

Sim, a nicotina é a responsável pela dependência do cigarro, com a inalação do fumo absorve-se praticamente toda nicotina ali presente. Sua absorção se dá no pulmão, ao tragar a fumaça do cigarro os fumantes absorvem mais de 95% de toda a nicotina que passa pela boca até os alvéolos.

Como a meia-vida biológica da nicotina no corpo humano é de aproximadamente 20 a 30 minutos, em geral os fumantes sentem a necessidade de fumar um cigarro em torno de cada meia hora. A nicotina causa tolerância e dependência. Uma redução de 50% no consumo da nicotina em indivíduos dependentes pode gerar uma crise de abstinência como ansiedade, irritabilidade, distúrbios do sono, aumento do apetite e fissura pelo cigarro.
Além da dependência química, o cigarro leva também a uma dependência psicológica. Habitua-se a ter um cigarro como um mecanismo de adaptação a sentimentos ou frustrações e muitas vezes o consumo do cigarro envolve um ritual como fumar e tomar café, fumar e dirigir.

Como tratar a dependência ao cigarro

O tratamento tem a finalidade de informar o fumante sobre os benefícios em parar de fumar, realizar orientações para que o fumante possa lidar com as crises de abstinência e os componentes que envolvem a dependência à nicotina. Dentre algumas formas de parar de fumar estão os medicamentos. Estes são divididos em duas categorias: nicotínicos e não-nicotínicos. Os primeiros são chamados de terapia de reposição de nicotina (TRA), que são os adesivos e a goma de mascar a base de nicotina que correspondem às formas lentas de liberação de nicotina. Os segundos são alguns antidepressivos ou medicamentos, que simulam a ação da nicotina e devem ser prescritos por médicos. O médico pneumologista pode avaliar o melhor tratamento medicamentoso para quem quer deixar de fumar.


Dicas para parar de fumar

Há duas formas de parar de fumar: a parada imediata e a gradual. Na imediata, pára-se de fumar totalmente de uma hora para outra. Escolha uma data para seu primeiro dia sem cigarro e tenha atividades prazerosas e relaxantes. Já a parada gradual consiste na diminuição do número de cigarros por dia, sempre adiando o primeiro cigarro do dia. Os benefícios para quem pára de fumar são gradativos e a recuperação da qualidade de vida também. No entanto, parar de fumar sempre vale a pena.


Autoras: Ana Cláudia Tomazotti é acadêmica do curso de Enfermagem e Débora Sant'Ana é pesquisadora da Unipar