dezembro 06, 2010

HC seleciona também idosos para estudo e tratamento de depressão

Normalmente, eu publicaria essa notícia,
no Longevidade/Agenda, porém pelo ineditismo, importância da pesquisa e por tanto que pode vir a beneficiar
tantas pessoas que sofrem com depressão.
  decidi publicar aqui.

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, iniciou tratamento inédito no país para idosos com depressão. A técnica, chamada de estimulação magnética transcraniana (EMT), será realizada no Brasil com a ajuda de equipamento de neuronavegação possibilitando ao médico visualizar em 3D a região exata do cérebro a ser estimulada, resultando na maior eficácia do procedimento.

A estimulação magnética transcraniana é uma técnica moderna, indicada especialmente no tratamento das depressões e consiste na aplicação de campos magnéticos em determinadas regiões do cérebro. Indolor e sem efeitos colaterais, promove alterações nos circuitos neuronais responsáveis por alguns transtornos psiquiátricos, como a depressão, além de outras patologias.

A eficácia da EMT foi comprovada no Brasil por meio das pesquisas realizadas e publicadas pela equipe do psiquiatra Marco Antonio Marcolin, do Instituto de Psiquiatria. A ANVISA concedeu registro à técnica e o Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas aprovou o seu uso fora de ambiente de pesquisa.

Para que possa ser disponibilizado à população, o procedimento aguarda aprovação junto ao SUS. O Grupo de Estimulação Cerebral do Instituto de Psiquiatria está triando homens e mulheres, de 60 a 75 anos, que apresentem depressão nas formas leve e moderada, para estudo e tratamento.

Não serão aceitos pacientes portadores de outros transtornos psiquiátricos ou doença orgânica grave não controlada (neoplasias, cardiopatias, patologias digestivas, diabetes mellitus tipos I e II); indivíduos com história de epilepsia, neurocirurgia com implante de clipes metálicos, trauma craniano e implante de marcapasso cardíaco.

Tão logo o número de pacientes triados e aprovados atinjam o número necessário à pesquisa, as inscrições serão encerradas.

Informações e agendamento de triagens pelo telefone
3069-8159.



Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

HC seleciona também idosos para estudo e tratamento de depressão

Normalmente, eu publicaria essa notícia,
no Longevidade/Agenda, porém pelo ineditismo, importância da pesquisa e por tanto que pode vir a beneficiar
tantas pessoas que sofrem com depressão.
  decidi publicar aqui.

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, iniciou tratamento inédito no país para idosos com depressão. A técnica, chamada de estimulação magnética transcraniana (EMT), será realizada no Brasil com a ajuda de equipamento de neuronavegação possibilitando ao médico visualizar em 3D a região exata do cérebro a ser estimulada, resultando na maior eficácia do procedimento.

A estimulação magnética transcraniana é uma técnica moderna, indicada especialmente no tratamento das depressões e consiste na aplicação de campos magnéticos em determinadas regiões do cérebro. Indolor e sem efeitos colaterais, promove alterações nos circuitos neuronais responsáveis por alguns transtornos psiquiátricos, como a depressão, além de outras patologias.

A eficácia da EMT foi comprovada no Brasil por meio das pesquisas realizadas e publicadas pela equipe do psiquiatra Marco Antonio Marcolin, do Instituto de Psiquiatria. A ANVISA concedeu registro à técnica e o Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas aprovou o seu uso fora de ambiente de pesquisa.

Para que possa ser disponibilizado à população, o procedimento aguarda aprovação junto ao SUS. O Grupo de Estimulação Cerebral do Instituto de Psiquiatria está triando homens e mulheres, de 60 a 75 anos, que apresentem depressão nas formas leve e moderada, para estudo e tratamento.

Não serão aceitos pacientes portadores de outros transtornos psiquiátricos ou doença orgânica grave não controlada (neoplasias, cardiopatias, patologias digestivas, diabetes mellitus tipos I e II); indivíduos com história de epilepsia, neurocirurgia com implante de clipes metálicos, trauma craniano e implante de marcapasso cardíaco.

Tão logo o número de pacientes triados e aprovados atinjam o número necessário à pesquisa, as inscrições serão encerradas.

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dezembro 04, 2010

Estratégias para levar uma vida mais tranqüila e remediar os danos causados pela doença de Alzheimer




Uma vez diagnosticada a doença, há outras
estratégias que podem, por sua vez,
 remediar os danos.




Cuidados Possíveis:
Parar de fumar também pode ajudar na luta contra a doença. Uma pesquisa feita por especialistas finlandeses mostrou que fumar entre os 50 e 60 anos pode aumentar os riscos de se ter a doença. Dentre as 21.123 pessoas que participaram do estudo, 1.136 foram diagnosticadas com DA. O quanto antes o cigarro for deixado de lado, melhor.


Mais comum em mulheres (12 a 19%) que em homens (6 a 10%), o risco de desenvolver DA surge a partir da idade de 65 e dobra a cada meia década. A demência atinge de 30 a 40% de quem já passou dos 85 anos. Além da preocupação com os próprios doentes, especialistas ressaltam a necessidade de atenção aos cuidadores.


Um dia de cada vez. Não achar o caminho de volta para casa, perder a habilidade de ter uma conversa inteligente ou até mesmo esquecer o rosto dos filhos. Ao receber o diagnóstico, é comum pensar no futuro e imaginar um cenário devastador. Mas não se deve entrar em pânico. Cada caso é um caso e leva tempo para a doença se desenvolver.

Rotina faz bem. Ir à missa todo domingo, fazer compras sempre no mesmo mercado, almoçar no horário habitual. Manter a pessoa diagnosticada com a doença freqüentando lugares conhecidos, vendo rostos familiares e realizando tarefas às quais está acostumada é bom para ela e ajuda a manter um cenário claro e organizado em sua mente. Mudanças e novidades demais podem confundir a mente de quem sofre de Alzheimer e dificultar o dia a dia. "Quanto mais funcional o paciente for mantido, melhor, mais retarda a evolução da doença", diz Borges.

Corrigir sem insistir. "Não, não foi assim que aconteceu, foi de outro jeito." Muitos familiares corrigem o paciente quando ele se confunde com datas, nomes, lugares ou até mesmo tem alguns delírios. Borges explica que a correção deve ser feita com sutileza. "É bom manter a pessoa orientada, ter calendários grandes em casa, visualização bem clara de que dia, mês e ano é hoje, associar com datas comemorativas", recomenda. Se o paciente persistir no erro, não se deve insistir. Entrar no jogo dele é a melhor saída. "Brigar deixa-o mais desorientado e agressivo." Além do mais, quem o corrige se coloca em uma posição de adversário, reduzindo drasticamente as chances de aproveitar o tempo na companhia um do outro.

Música ajuda. Descobrir as músicas preferidas, uma canção marcante ou os grandes sucessos da época em que o portador da doença era adolescente ou estava em seus 20 anos pode ser muito útil. "Tem que tocar músicas que retratem a história dele. Elas ajudam a acalmar, ajudam na absorção do conteúdo do vocabulário, ajudam a trazer lembranças e a fazer com que ele converse sobre esses assuntos", assegura Borges.

Fazer coisas simples. Dobrar toalhas ou pôr a mesa. Tarefas simples como estas podem significar a diferença entre uma conversa frustrada e um bom tempo passado juntos, pois a capacidade de bater um bom papo vai se perdendo com o avanço da doença, por causa dos lapsos de memória, da confusão e da instabilidade do humor. Isso pode fazer parentes e amigos sentirem dificuldade para se relacionar com a vítima de Alzheimer. Em vez disso, é recomendado realizar??pequenos trabalhos cotidianos conversando com alguém querido. "Não e só conversa, não é só atividade, é um pouco de tudo", diz Borges.

Nada de intolerância. "Vai logo", "que lerdeza" e "haja paciência" são frases que quem sofre de Alzheimer costuma ouvir de estranhos, pois costumam levar mais??tempo para se decidirem e para fazer as coisas. Desconhecidos podem se sentir incomodados com isso, reclamar e até perder a educação. Felizmente, esse quadro vem se revertendo. "Nós estamos melhorando muito esse tipo de coisa, até porque a doença está sendo mais falada e estudada, nós temos muitos filmes falando sobre a doença, novelas, etc.", diz Borges. Ter ou cuidar de alguém com DA não é nenhum pecado. "As pessoas não têm mais vergonha de dizer que têm pai ou mãe com Alzheimer." É preciso explicar sobre a doença e as limitações que vêm com ela. Combater a intolerância é fundamental. A memória e a mente podem falhar, mas isso não tira o direito de viver em sociedade.

A doença não é a pessoa. Se comportar grosseiramente, cuspir e até morder. Estes comportamentos que a doença traz podem ser bastante perturbadores de se ver em alguém que antes era educado e compreensivo. É comum pensar que a vítima da doença sempre teve essas características e que o Alzheimer apenas as liberou, mas este não é o caso. A doença é que danifica o cérebro e causa esses transtornos, que podem ser confundidos com a personalidade da pessoa – mas não são. "O que não pode é acontecer e achar que isso é comum, é preciso procurar ajuda", defende Borges.

Trabalho em grupo. Estar em contato freqüente com parentes e amigos ajuda muito o paciente, mas os lapsos de memória e as alterações de humor podem ser cansativos para quem o cerca. A solução é se revezar em turnos para fazer companhia e conversar com quem tem a doença. Esse método faz com que todos interajam com o portador da doença sem que ninguém se canse. Borges explica que existem dois tipos de cuidador: o formal, que é um profissional pago para isso; e o informal, que geralmente é algum parente. Independentemente do tipo, deve haver revezamento. "Nunca é bom ter uma pessoa só, porque é muito cansativo do ponto de vista emocional, físico e estrutural. 80% das que cuidam sozinhas entram em depressão", diz.

Paixão de quem cuida. Jogar boliche, ir ao cinema, pegar uma onda. Todos que cercam o paciente precisam de um tempo para si mesmos. Conforme a pessoa que tem a doença sofre um afastamento da realidade, um vazio vai se formando na vida de quem cuida dela. É preciso preenchê-lo alimentando práticas que dêem prazer ao cuidador, servindo como um escape. É bom cuidar de quem se ama, mas não faz bem viver em função da doença alheia. "Por isso que tem que haver esse revezamento," completa a médica.

Bons momentos. Uma festa surpresa de aniversário (mesmo que o aniversariante não lembre que está ficando mais velho), uma cerimônia para renovar os votos de casamento, ou simplesmente ganhar um sorriso de alguém querido. "Isso sempre está ajudando a memória, mexendo com o cérebro na linha das emoções", diz Borges. Vítimas de Alzheimer apreciam muito ver a família unida, os amigos ajudando um ao outro, as pessoas com quem se importam se dando bem. Como portadores da doença tendem a ficar deprimidos por causa de seu quadro de saúde, laços interpessoais ganham muito mais importância e momentos emocionantes fazem um grande bem, deixando-os imensamente satisfeitos.
Fonte: (ABRAz) (http://www.abraz.com.br/).
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Estratégias para levar uma vida mais tranqüila e remediar os danos causados pela doença de Alzheimer




Uma vez diagnosticada a doença, há outras
estratégias que podem, por sua vez,
 remediar os danos.




Cuidados Possíveis:
Parar de fumar também pode ajudar na luta contra a doença. Uma pesquisa feita por especialistas finlandeses mostrou que fumar entre os 50 e 60 anos pode aumentar os riscos de se ter a doença. Dentre as 21.123 pessoas que participaram do estudo, 1.136 foram diagnosticadas com DA. O quanto antes o cigarro for deixado de lado, melhor.


Mais comum em mulheres (12 a 19%) que em homens (6 a 10%), o risco de desenvolver DA surge a partir da idade de 65 e dobra a cada meia década. A demência atinge de 30 a 40% de quem já passou dos 85 anos. Além da preocupação com os próprios doentes, especialistas ressaltam a necessidade de atenção aos cuidadores.


Um dia de cada vez. Não achar o caminho de volta para casa, perder a habilidade de ter uma conversa inteligente ou até mesmo esquecer o rosto dos filhos. Ao receber o diagnóstico, é comum pensar no futuro e imaginar um cenário devastador. Mas não se deve entrar em pânico. Cada caso é um caso e leva tempo para a doença se desenvolver.

Rotina faz bem. Ir à missa todo domingo, fazer compras sempre no mesmo mercado, almoçar no horário habitual. Manter a pessoa diagnosticada com a doença freqüentando lugares conhecidos, vendo rostos familiares e realizando tarefas às quais está acostumada é bom para ela e ajuda a manter um cenário claro e organizado em sua mente. Mudanças e novidades demais podem confundir a mente de quem sofre de Alzheimer e dificultar o dia a dia. "Quanto mais funcional o paciente for mantido, melhor, mais retarda a evolução da doença", diz Borges.

Corrigir sem insistir. "Não, não foi assim que aconteceu, foi de outro jeito." Muitos familiares corrigem o paciente quando ele se confunde com datas, nomes, lugares ou até mesmo tem alguns delírios. Borges explica que a correção deve ser feita com sutileza. "É bom manter a pessoa orientada, ter calendários grandes em casa, visualização bem clara de que dia, mês e ano é hoje, associar com datas comemorativas", recomenda. Se o paciente persistir no erro, não se deve insistir. Entrar no jogo dele é a melhor saída. "Brigar deixa-o mais desorientado e agressivo." Além do mais, quem o corrige se coloca em uma posição de adversário, reduzindo drasticamente as chances de aproveitar o tempo na companhia um do outro.

Música ajuda. Descobrir as músicas preferidas, uma canção marcante ou os grandes sucessos da época em que o portador da doença era adolescente ou estava em seus 20 anos pode ser muito útil. "Tem que tocar músicas que retratem a história dele. Elas ajudam a acalmar, ajudam na absorção do conteúdo do vocabulário, ajudam a trazer lembranças e a fazer com que ele converse sobre esses assuntos", assegura Borges.

Fazer coisas simples. Dobrar toalhas ou pôr a mesa. Tarefas simples como estas podem significar a diferença entre uma conversa frustrada e um bom tempo passado juntos, pois a capacidade de bater um bom papo vai se perdendo com o avanço da doença, por causa dos lapsos de memória, da confusão e da instabilidade do humor. Isso pode fazer parentes e amigos sentirem dificuldade para se relacionar com a vítima de Alzheimer. Em vez disso, é recomendado realizar??pequenos trabalhos cotidianos conversando com alguém querido. "Não e só conversa, não é só atividade, é um pouco de tudo", diz Borges.

Nada de intolerância. "Vai logo", "que lerdeza" e "haja paciência" são frases que quem sofre de Alzheimer costuma ouvir de estranhos, pois costumam levar mais??tempo para se decidirem e para fazer as coisas. Desconhecidos podem se sentir incomodados com isso, reclamar e até perder a educação. Felizmente, esse quadro vem se revertendo. "Nós estamos melhorando muito esse tipo de coisa, até porque a doença está sendo mais falada e estudada, nós temos muitos filmes falando sobre a doença, novelas, etc.", diz Borges. Ter ou cuidar de alguém com DA não é nenhum pecado. "As pessoas não têm mais vergonha de dizer que têm pai ou mãe com Alzheimer." É preciso explicar sobre a doença e as limitações que vêm com ela. Combater a intolerância é fundamental. A memória e a mente podem falhar, mas isso não tira o direito de viver em sociedade.

A doença não é a pessoa. Se comportar grosseiramente, cuspir e até morder. Estes comportamentos que a doença traz podem ser bastante perturbadores de se ver em alguém que antes era educado e compreensivo. É comum pensar que a vítima da doença sempre teve essas características e que o Alzheimer apenas as liberou, mas este não é o caso. A doença é que danifica o cérebro e causa esses transtornos, que podem ser confundidos com a personalidade da pessoa – mas não são. "O que não pode é acontecer e achar que isso é comum, é preciso procurar ajuda", defende Borges.

Trabalho em grupo. Estar em contato freqüente com parentes e amigos ajuda muito o paciente, mas os lapsos de memória e as alterações de humor podem ser cansativos para quem o cerca. A solução é se revezar em turnos para fazer companhia e conversar com quem tem a doença. Esse método faz com que todos interajam com o portador da doença sem que ninguém se canse. Borges explica que existem dois tipos de cuidador: o formal, que é um profissional pago para isso; e o informal, que geralmente é algum parente. Independentemente do tipo, deve haver revezamento. "Nunca é bom ter uma pessoa só, porque é muito cansativo do ponto de vista emocional, físico e estrutural. 80% das que cuidam sozinhas entram em depressão", diz.

Paixão de quem cuida. Jogar boliche, ir ao cinema, pegar uma onda. Todos que cercam o paciente precisam de um tempo para si mesmos. Conforme a pessoa que tem a doença sofre um afastamento da realidade, um vazio vai se formando na vida de quem cuida dela. É preciso preenchê-lo alimentando práticas que dêem prazer ao cuidador, servindo como um escape. É bom cuidar de quem se ama, mas não faz bem viver em função da doença alheia. "Por isso que tem que haver esse revezamento," completa a médica.

Bons momentos. Uma festa surpresa de aniversário (mesmo que o aniversariante não lembre que está ficando mais velho), uma cerimônia para renovar os votos de casamento, ou simplesmente ganhar um sorriso de alguém querido. "Isso sempre está ajudando a memória, mexendo com o cérebro na linha das emoções", diz Borges. Vítimas de Alzheimer apreciam muito ver a família unida, os amigos ajudando um ao outro, as pessoas com quem se importam se dando bem. Como portadores da doença tendem a ficar deprimidos por causa de seu quadro de saúde, laços interpessoais ganham muito mais importância e momentos emocionantes fazem um grande bem, deixando-os imensamente satisfeitos.
Fonte: (ABRAz) (http://www.abraz.com.br/).
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dezembro 03, 2010

Como embrulhar um gato para presente

 Bom final de semana!




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Como embrulhar um gato para presente

 Bom final de semana!




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dezembro 02, 2010

Sexualidade após 60 anos

Muitos acham que fazer sexo é característica da juventude, quando muito da maturidade, e que a atividade sexual inexiste a partir de determinada faixa etária. Em geral, admite-se que nos homens, lá pelos 60 ou 70 anos, ela declina e, depois, desaparece de vez. Em relação às mulheres, a crença é que o fenômeno seja ainda mais precoce. A moral vigente durante séculos reforçou o mito de que o momento da menopausa e a conseqüente perda da capacidade de gerar filhos marcavam o fim do interesse sexual feminino.


Hoje, já existe a comprovação de que esses conceitos estão completamente equivocados. Do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 60 anos é de fundamental importância para a saúde física e psíquica de homens e mulheres mais velhos. Qualquer disfunção nessa fase da existência merece ser avaliada com cuidado porque pode ser sinal indicativo de outros problemas de saúde, como diabetes e hipertensão.

Muito informativa a entrevista feita pelo Dr. Drauzio Varella com a Dra. Carmita Abdo  médica, professora de psiquiatria e coordenadora geral do ProSex, Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
 Vale Conferir na íntegra.
Sexo e afeto depois dos 60 anos
Drauzio – Com o passar dos anos, o sexo adquire outras características. O que caracteriza fundamentalmente o comportamento sexual a partir dos 60 anos de idade?
Carmita Abdo – É um sexo mais tranqüilo, próprio de quem já conviveu vários anos, tem muita intimidade e carinho pelo outro além de um conhecimento mútuo grande. É um sexo menos arrojado, porém extremamente válido e importante para a manutenção da saúde. E vice-versa: fazer sexo nessa fase da vida significa ter saúde, pois, quando a sexualidade passa a ser um assunto problemático, é sinal de alerta para que outros aspectos da saúde sejam investigados cuidadosamente.
Drauzio – Você mencionou esse sexo maduro e amoroso de pessoas que têm o privilégio de compartilhar a vida sexual durante muitos anos, mas isso é privilégio de poucos. O mais comum é existir rancor entre as pessoas que viveram juntas muito tempo. Nesses casos, o sexo quase sempre desaparece do relacionamento. Como você vê esse tipo de situação?
Carmita Abdo – Difícil falar de sexo de quem conviveu muito tempo sem falar de afeto. Esses dois elementos acabam se misturando e isso provoca uma complexidade maior no relacionamento. Se o casal levou uma vida cheia de rancores, mal-entendidos e conflitos, é lógico que, depois de 30, 40 ou 50 anos juntos, os dois terão pouca disposição para um contato tão íntimo quanto o sexual, porque mal toleram conviver lado a lado.
Em compensação, se o casal teve uma vida de aproximação, cumplicidade e companheirismo, nessa etapa o sexo permanece como que coroando o relacionamento. Como já disse, é um sexo suave, bem menos freqüente porque a necessidade é menor do que na juventude. Um garoto de 18 anos, por exemplo, consegue manter várias relações no mesmo dia. Já um senhor de 60, 65 anos tem necessidade de um relacionamento a cada semana, ou a cada dez ou quinze dias, freqüência essa determinada também pelo interesse da esposa que costuma ser abrandado com o decorrer do tempo.
Proteção para o organismo
Drauzio – Hoje não se discute mais que a entrada de sangue no pênis e a ereção dela resultante fazem parte de um mecanismo que ajuda a preservar todo o sistema. É possível que haja mecanismos semelhantes em relação aos genitais femininos. Será que a redução na freqüência da atividade sexual não vira uma bola de neve que faz reduzir ainda mais essa freqüência?
Carmita Abdo – Observa-se que quanto maior a freqüência das relações, mais aptos os genitais se apresentam para o ato sexual, inclusive nas mulheres. A atrofia e a secura vaginal são mais pronunciadas naquelas que evitam o sexo ou têm poucas relações sexuais. Já as que se mantêm ativas têm melhor lubrificação e mucosa da vagina mais espessa. Dessa forma, não é exagero dizer que o ato sexual é uma proteção para os órgãos genitais e para o organismo como um todo.
No entanto, é preciso ressaltar que muitas vezes não existe um problema genital nem com a sexualidade. É muito comum, por exemplo, a depressão abater as pessoas nessa fase da vida. A mulher, que está aposentada ou nunca trabalhou fora, de repente se sente sem nenhuma função porque os filhos casaram ou foram morar sozinhos. O marido continua ativo ou não demonstra interesse por ela. Tudo isso somado faz com que perca o entusiasmo pelo sexo e melhorar seu estado de humor é fundamental para reverter esse processo.
Drauzio – Você aconselha as mulheres que vivem tais desencontros ou não têm parceiros sexuais a se masturbarem?
Carmita Abdo – A masturbação é importante para manter a atividade das glândulas e a lubrificação e para evitar uma atrofia cada vez mais pronunciada pelo desuso. Muitas se constrangem diante da sugestão e reagem - “Eu, na minha idade, tendo de passar por esse vexame?” Não é um vexame. É uma prática saudável que vai torná-la mais disposta e dar-lhe maior entusiasmo para perceber que essa carência está repercutindo em outras áreas de sua vida e podem ser razão do atual desânimo e desinteresse pelo cotidiano. Eu diria, então, que a depressão pode levar ao desinteresse sexual e vice-versa, o desinteresse sexual pode levar à depressão. Por isso, é importante que a pessoa se cuide e procure saber o que está realmente acontecendo com ela a fim de que possa tomar as medidas que se fazem necessárias para a solução do problema.
Orientação às mulheres depois da menopausa
Drauzio – No caso das mulheres, essa fase da vida corresponde ao período da menopausa que vem acompanhada de outros eventos orgânicos que interferem na sensualidade. A flacidez da pele, a deposição de gordura em certas partes do corpo, a secura vaginal fazem com que se sintam mais envelhecidas e menos atraentes. Como você orienta as mulheres com esse tipo de problema?
Carmita Abdo - Atualmente, existem vários recursos para a mulher ter uma menopausa mais tranqüila. Por isso, todas devem procurar um ginecologista a fim de evitar que esses sintomas sejam acentuados e desconfortáveis.
Por outro lado, é importante destacar que essa expectativa de beleza e juventude eterna é própria da cultura ocidental. Sabemos que, em alguns países, a mulher mais velha é respeitada por sua experiência e não se torna um ser desprezível porque não está malhada nem tem aparência jovem. Nós, ao contrário, tentamos de todas as formas aparentar menos idade e, assim, colaboramos para solidificar o preconceito de que só o que jovem e belo vale a pena. É importante cuidar da saúde. Condeno, porém, do uso de artifícios cada vez mais sofisticados para parecer mais moço. A experiência adquirida ao longo dos anos precisa ser valorizada e essa é a maior beleza que a mulher pode ter nessa fase da vida.
Drauzio – Existem recursos para evitar que a secura vaginal interfira na vida sexual das mulheres?
Carmita Abdo – Toda mulher pode melhorar esse sintoma com o uso de determinados medicamentos. Aquelas, para as quais a prescrição de hormônios por via oral é desaconselhada, precisam valer-se de outros tipos que podem ser colocados diretamente na vagina. Às vezes, o ato sexual fica dificultado por falta de lubrificação, já que o atrito provoca dor. Nesse caso, o ginecologista irá recomendar a reposição hormonal ou o uso de cremes vaginais que atuarão sobre esse evento desagradável.
Desempenho sexual é marcador de saúde
Drauzio – Existe uma idade limite para terminar a vida sexual feminina?
Carmita Abdo – A vida sexual não deveria terminar nunca. Ela deveria continuar existindo enquanto houvesse vida com as características próprias de cada fase, como acontece com as outras funções vitais.
Quando ficamos mais velhos, não conseguimos comer o que o jovem come, nem fazer sexo da mesma forma, mas é fundamental que a sexualidade não desapareça. Por que digo que é fundamental? Porque sexo é sinal de vida, de interesse e de saúde. Por que não procurar o ginecologista ou o urologista para saber o que está acontecendo se o interesse sexual está declinando? Uma das causas pode ser a depressão, mas existem outras. Dificuldade de ereção nos homens pode ser provocada por diabetes, hipertensão ou uso de medicamentos como antidepressivos e anti-hipertensivos. Atrás de um problema sexual pode estar camuflado outro problema de saúde que merece tratamento. Costumo dizer que o desempenho sexual é um marcador de saúde. Se o desempenho está bom, a saúde está boa. Se ele deixa a desejar, é importante consultar um médico para uma avaliação do estado físico e psíquico da pessoa.
Dificuldades sexuais masculinas
Drauzio – Os homens começam a se queixar de mais dificuldades sexuais a partir de que idade?
Carmita Abdo - A partir dos 50 anos, a queixa é a perda gradativa da capacidade de ereção. O homem começa a perceber que não tem mais a potência que tinha quando jovem. Essa tendência se acentua com sedentarismo, obesidade, abuso de bebidas alcoólicas e hábito de fumar. Logicamente, esses elementos somados fazem com que o organismo se ressinta e levam a maior dificuldade de ereção.
Drauzio – O sildenafil, primeira droga de uso recreacional que provoca ereção muito eficaz e foi aprovada pelos institutos que regulam o uso de medicamentos, representou uma revolução no campo da sexualidade masculina. Qual foi o impacto do sildenafil na sexualidade dos homens mais velhos?
Carmita Abdo – Foi realmente um impacto grande que levou muitos homens a procurar o médico para saber se podiam ou não valer-se desse medicamento. Recuperar a ereção foi uma vantagem do sildenafil para o desempenho sexual masculino, mas verificar como estava a saúde naquele momento foi vantagem ainda maior. Muitos casos de diabetes, hipertensão, obesidade, colesterol alto puderam ser detectados a partir dessa visita ao médico.
É sempre importante repetir que a dificuldade de ereção está ligada aos mesmos fatores de risco que levam às doenças do coração. Falhar na cama não significa apenas um distúrbio sexual, significa estar precisando cuidar da saúde.
Interesse dos homens mais velhos por mulheres mais jovens
Drauzio – É freqüente encontrar homens mais velhos acompanhados de meninas com idade para serem suas filhas ou netas até. A que se atribui esse interesse dos homens mais velhos por moças tão mais jovens?
Carmita Abdo – Muito se simplifica esse assunto. A explicação para “trocou uma de 60 por duas de 30” parece óbvia: as de 30 anos são mais viçosas e interessantes. No entanto, existem outras questões envolvidas nesse comportamento. Rancores e mágoas acumuladas ao longo da vida do casal levam o homem a procurar um relacionamento fora de casa. Além disso, a mulher mais jovem é mais disponível sexualmente e mais interessante por sua beleza e disponibilidade.
Mas existe outro fator. A companheira de muitos anos sabe o quanto aquele homem perdeu sua capacidade de ereção. Ela é testemunha viva desse processo e isso é constrangedor para ele. A mulher mais jovem não acompanhou esse declínio. Por outro lado, é difícil o homem se conformar com a sexualidade mais tranqüila e esporádica que muitas mulheres lhe impõem com o passar da idade.
Drauzio – Esses homens que se relacionam com mulheres mais jovens têm mesmo uma melhora no desempenho sexual? Pelo menos, eles se referem a essa melhora nos consultórios médicos.
Carmita Abdo – É nos consultórios médicos que eles vão buscar a melhora no desempenho sexual o que realmente ocorre porque eles começam a se cuidar como deviam. Fazem dieta, adotam hábitos mais saudáveis, param de fumar e de beber exageradamente e passam a praticar esportes. Querem ficar mais bonitos para fazer jus a essa companheira tão vistosa. Essa mudança de hábitos traz benefícios importantes para a sexualidade.
Drauzio – No caso das mulheres que se interessam por rapazes bem mais jovens, comportamento que está se tornando mais freqüente, o desempenho sexual também melhora?
Carmita Abdo – Nesses casos, embora muitas vezes seja um fato inédito na vida dessas mulheres, são elas que conduzem o relacionamento, porque têm geralmente mais experiência do que os rapazes. Esse papel diferente dá um novo élan à vida sexual. Além disso, eles costumam ser bem mais carinhosos e interessados do que os parceiros mais velhos.
Diria também que os jovens têm buscado para a iniciação sexual mulheres mais velhas, esperando delas compreensão para sua inexperiência e possíveis falhas. Sexualmente menos agressivas, elas tomam o lugar das moças que se têm tornado cada vez mais liberadas e exigentes.
Descompasso sexual entre os parceiros
Drauzio – Há casais que convivem harmoniosamente, têm filhos e netos, mas o sexo foi diminuindo e desapareceu da relação. Como você orienta esses casais?
Carmita Abdo – Alguns desses casais vivem bem, apesar de a atividade sexual estar se esvaindo. O sexo para eles foi realizado na medida das necessidades, talvez porque tenham priorizado a reprodução ao erotismo, ou porque já se tenham realizado na maternidade e na paternidade e vejam o sexo como meio para a procriação. Pouco a pouco a prática sexual foi sendo abandonada e eles não se abalam com isso. Ele não procura ninguém de fora e ela também não. O difícil é quando não existe essa compatibilidade. Às vezes, esse descompasso gera acordos implícitos para que o parceiro ainda interessado em sexo possa procurá-lo fora do casamento. E aí começam os problemas. Se a princípio o outro cônjuge aceitou a situação, deixa de fazê-lo quando percebe que o relacionamento externo tornou-se mais envolvente e pode provocar uma separação que trará dramas familiares muito sérios nessa altura da vida.
Sexo após os 60 anos e vontade de viver
Drauzio – Esses casais que deixam o sexo morrer com a passagem dos anos conseguem levar uma vida plena ou se acomodam achando que isso faz parte da vida e que a velhice é mesmo assim?
Carmita Abdo – O problema é que homens e mulheres que interrompem a atividade sexual acabam abandonando outras formas de prazer na vida. Geralmente se desinteressam do contato social, desistem de saber a quantas os filhos andam e não aproveitam a oportunidade para desenvolver uma relação próxima e prazerosa com os netos. São pessoas que perdem o estímulo na vida que vai se tornando um fardo difícil de carregar. Estão deprimidas e não sabem. Pouco a pouco vão morrendo, ou levando uma vida vegetativa, que se torna um fardo difícil de carregar sem os prazeres de cada dia.
A velhice não deveria ser assim. Por isso, aos primeiros sinais de desânimo e desinteresse, é preciso buscar dentro de si as razões para esse estado de espírito. Não conseguindo encontrar as respostas sozinho, a ajuda de um profissional, de um médico, é indispensável. Não é natural nem humano desistir de uma série de atividades que são biológicas, estão ligadas ao emocional e nos asseguram a vontade de viver.
Drauzio – Você aconselha que os casais lutem para preservar sua vida sexual através dos anos?
Carmita Abdo – Aconselho. E digo mais. Vida sexual que se interrompe brusca ou gradativamente precisa ser pesquisada. Pode ser que um problema físico ou emocional esteja se instalando. Algumas pessoas podem perder o interesse sexual com o passar do tempo e isso faz parte intrínseca da natureza delas, não há nada de errado. No entanto, a maioria que se desinteressa por sexo, está vivendo um problema emocional ou físico que precisa ser cuidado.
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