abril 07, 2011

Vá devagar

Imagem Blog Protocolo
Quanto mais o relógio avança, mais os ponteiros indicam que as horas podem não ser suficientes para tantas tarefas programadas para o dia, a semana, o mês, o ano. Escravos do tempo, esquecemos, muitas vezes, do que é essencial. O criador do blog Zenhabits, Leo Babauta, percebeu, há tempos, que a vida tem variáveis que fogem ao nosso controle. Está tudo certo para um determinado evento e, eis que uma reviravolta acontece. Aceitar o imponderável, mais que sinal de acomodação, significa sabedoria.

Não planeje tanto Esteja aberto ao que a vida pode oferecer. Sim, é preciso pagar as contas, marcar encontros com os amigos, encontrar e dar apoio à família, fazer alguma reserva em dinheiro, cuidar da casa. Cultive o bem estar.

Não se preocupe tanto com o futuro. Será que algo ruim acontece? Existem coisas chegando que temos de prever e preparar-se para? Claro, se houver um furacão enorme vindo em sua direção, você provavelmente deve ficar pronto. Mas por outro lado, basta perceber que o futuro é imprevisível, e se preocupar com isso é um desperdício de tempo. Concentre-se no agora, e você sempre será capaz de lidar com o que vem. 

Não crie expectativas. Esperar que as pessoas reajam do modo como você considera correto, é quase certo que você terá problemas. Esqueça resultados imediatos. Sem muitas expectativas, você vive mais tranquilo. Entenda que as pessoas são diferentes, mesmo que pareçam egoístas, estranhas ou agressivas. Cabe a você se proteger. Não tente entender as formas de agir dos outros. Descubra a sua melhor atitude. 

Não faça escândalo. Se as coisas vão mal, não exagere nas reações. Explosões fora de proporção causam danos, inclusive, à saúde. Tente manter o autocontrole.

Não crie soluções para problemas que não existem. Espere os acontecimentos. Antecipar os problemas é perda de tempo e energia. 

Esteja sempre aberto. Que tal experimentar um dia sem fazer plano algum, apenas para ver o que acontece? Pode parecer assustador, pela sensação de insegurança e falta de controle. O controle, na verdade, é uma falsa sensação. Portanto, abra-se para o novo, para os movimentos que a vida oferece espontâneamente. Pense em criar algo novo, em debruçar-se sobre um projeto. Você pode descobrir-se apaixonado por algo antes impensável.

Entenda que a vida acontece e temos de reagir. Mas ao invés de exagerar, podemos reagir com calma, tomar medidas necessárias, corrigir problemas, e seguir em frente sem ele estragar o nosso dia. Aceite o que acontece. Pode não ser o que você considera ideal, mas é o que a vida lhe deu, o que resultou de suas ações em um mundo de imprevisibilidades. E seja feliz. 


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Vá devagar

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Quanto mais o relógio avança, mais os ponteiros indicam que as horas podem não ser suficientes para tantas tarefas programadas para o dia, a semana, o mês, o ano. Escravos do tempo, esquecemos, muitas vezes, do que é essencial. O criador do blog Zenhabits, Leo Babauta, percebeu, há tempos, que a vida tem variáveis que fogem ao nosso controle. Está tudo certo para um determinado evento e, eis que uma reviravolta acontece. Aceitar o imponderável, mais que sinal de acomodação, significa sabedoria.

Não planeje tanto Esteja aberto ao que a vida pode oferecer. Sim, é preciso pagar as contas, marcar encontros com os amigos, encontrar e dar apoio à família, fazer alguma reserva em dinheiro, cuidar da casa. Cultive o bem estar.

Não se preocupe tanto com o futuro. Será que algo ruim acontece? Existem coisas chegando que temos de prever e preparar-se para? Claro, se houver um furacão enorme vindo em sua direção, você provavelmente deve ficar pronto. Mas por outro lado, basta perceber que o futuro é imprevisível, e se preocupar com isso é um desperdício de tempo. Concentre-se no agora, e você sempre será capaz de lidar com o que vem. 

Não crie expectativas. Esperar que as pessoas reajam do modo como você considera correto, é quase certo que você terá problemas. Esqueça resultados imediatos. Sem muitas expectativas, você vive mais tranquilo. Entenda que as pessoas são diferentes, mesmo que pareçam egoístas, estranhas ou agressivas. Cabe a você se proteger. Não tente entender as formas de agir dos outros. Descubra a sua melhor atitude. 

Não faça escândalo. Se as coisas vão mal, não exagere nas reações. Explosões fora de proporção causam danos, inclusive, à saúde. Tente manter o autocontrole.

Não crie soluções para problemas que não existem. Espere os acontecimentos. Antecipar os problemas é perda de tempo e energia. 

Esteja sempre aberto. Que tal experimentar um dia sem fazer plano algum, apenas para ver o que acontece? Pode parecer assustador, pela sensação de insegurança e falta de controle. O controle, na verdade, é uma falsa sensação. Portanto, abra-se para o novo, para os movimentos que a vida oferece espontâneamente. Pense em criar algo novo, em debruçar-se sobre um projeto. Você pode descobrir-se apaixonado por algo antes impensável.

Entenda que a vida acontece e temos de reagir. Mas ao invés de exagerar, podemos reagir com calma, tomar medidas necessárias, corrigir problemas, e seguir em frente sem ele estragar o nosso dia. Aceite o que acontece. Pode não ser o que você considera ideal, mas é o que a vida lhe deu, o que resultou de suas ações em um mundo de imprevisibilidades. E seja feliz. 


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abril 04, 2011

Os benefícios da natação

O professor de geriatria da USP, Wilson Jacob Filho, fala sobre a prática da natação, os benefícios que traz para nossa saúde e a diferença em relação a outras atividades físicas.




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Os benefícios da natação

O professor de geriatria da USP, Wilson Jacob Filho, fala sobre a prática da natação, os benefícios que traz para nossa saúde e a diferença em relação a outras atividades físicas.




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abril 02, 2011

O vício na terceira idade por Dra. Claudia Finamore


O envelhecimento é o estado final do desenvolvimento humano que todo indivíduo sadio e que não sofreu acidentes irá vivenciar. É uma época de muitas perdas e limitações. Falecimento de amigos e familiares, limitações físicas e de saúde, aposentadoria, situação econômica diminuída. Esses são fatores que podem deixar os idosos mais vulneráveis à depressão e poderão, em alguns casos, conduzir a uma maior suscetibilidade em envolver-se com vícios como o tabaco, o álcool, jogos de azar, entre outros.
Muitos idosos começam a jogar em igrejas e centros comunitários para ocupar o tempo, porém os traços depressivos, a solidão, a falta de ocupação podem transformar algumas horas de lazer em jogo patológico. Esses jogadores perdem o controle sobre quando e quanto jogam. O jogo acaba tendo impacto econômico na vida desses idosos e piora a situação de interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento poderá aumentar.

Atualmente, surgiu a dependência tecnológica pela internet. Os idosos encontram na internet um espaço de lazer e interações relacionais que pode ser útil, porém, se ultrapassado um determinado limite, poderá tornar-se prejudicial. Devido à baixa autoestima, depressão, fobias sociais e solidão, o idoso poderá tornar-se dependente do uso dessa tecnologia e até mesmo envolver-se em situações de risco, vitimados por práticas ardilosas.

O uso de entorpecentes na terceira idade é maior do que se pensa. As drogas lícitas, como o álcool, o tabaco e os tranquilizantes, são as mais consumidas.
Fumar é inconveniente para qualquer pessoa, mas alguns grupos podem ser considerados de maior risco, como as pessoas que já têm doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.

Os idosos se encontram num grupo com grandes riscos para os efeitos danosos do hábito de fumar, pois o tabagismo relaciona-se ao agravamento de várias doenças que adquirem maior significado com o avançar da idade, quando se somam as perdas funcionais próprias do envelhecimento. A maioria dos fumantes inicia o hábito quando jovem e fica rapidamente viciada na nicotina presente no cigarro. Para os idosos, é importante interromper o uso do tabaco para não prejudicar ainda mais as perdas funcionais que ocorrem na terceira idade.

Os idosos podem apresentar níveis de dependência ao álcool tão altos quanto os jovens, e muitas vezes acreditam que, por terem bebido até esse momento, não precisam parar devido ao envelhecimento. Porém, pessoas idosas apresentam menor tolerância aos efeitos dos entorpecentes quando comparadas aos jovens. Isso pode significar maiores prejuízos psíquicos e físicos para o idoso que consome a mesma quantidade de drogas de um jovem.

Pessoas idosas também podem começar a beber ou aumentar o consumo de álcool e/ou medicamentos para induzir o sono, reduzir a sensação de dor física e aliviar a ansiedade, transformando esse uso em vício.
É importante notar que idosos costumam fazer uso de diferentes tipos de medicações prescritas. Efeitos colaterais de muitas dessas medicações podem ser intensificados devido ao consumo concomitante de álcool. Os transtornos depressivos, comuns entre os idosos, tendem a se intensificar com o uso indevido de álcool.

Como a nossa população vem envelhecendo, nós seguramente encararemos um crescente número de pessoas mais maduras procurando sensações físicas e psíquicas através do uso de drogas. Para algumas delas, essa busca é uma forma de lidar com uma série de perdas do passado; para outras, é uma maneira de lidar com dores e sofrimentos físicos e psíquicos relacionados com a idade. Além disso, para outras pessoas ainda, é uma continuação de um padrão de consumo inadequado de substâncias que se iniciou em tempos idos e que permanece na atualidade.

Para se fazer um tratamento visando o controle do tabagismo, do álcool e de demais vícios na terceira idade, é necessário conhecer os motivos pelos quais os idosos mantêm esses hábitos prejudiciais, a influência do ambiente familiar e socioeconômico-cultural sobre eles, os aspectos da dependência, e procurar de maneira criteriosa uma melhor maneira de tratar esse idoso, valorizando a psicoterapia como um eixo importante na condução do tratamento. 

Claudia Finamore é psicóloga e psicanalista, com especialização em psicogeriatria pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Participa dos atendimentos do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). Atendimento clínico com pessoas portadoras de deficiência mental e demência, cuidadores de pessoas que necessitam de cuidados especiais, crianças que apresentam dificuldades escolares e de relacionamento, orientação aos pais, adolescentes, adultos e idosos que tenham o desejo de cuidar do seu sofrimento emocional. Tel.: (11) 5052-0370 CRP 06/84751

O vício na terceira idade por Dra. Claudia Finamore


O envelhecimento é o estado final do desenvolvimento humano que todo indivíduo sadio e que não sofreu acidentes irá vivenciar. É uma época de muitas perdas e limitações. Falecimento de amigos e familiares, limitações físicas e de saúde, aposentadoria, situação econômica diminuída. Esses são fatores que podem deixar os idosos mais vulneráveis à depressão e poderão, em alguns casos, conduzir a uma maior suscetibilidade em envolver-se com vícios como o tabaco, o álcool, jogos de azar, entre outros.
Muitos idosos começam a jogar em igrejas e centros comunitários para ocupar o tempo, porém os traços depressivos, a solidão, a falta de ocupação podem transformar algumas horas de lazer em jogo patológico. Esses jogadores perdem o controle sobre quando e quanto jogam. O jogo acaba tendo impacto econômico na vida desses idosos e piora a situação de interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento poderá aumentar.

Atualmente, surgiu a dependência tecnológica pela internet. Os idosos encontram na internet um espaço de lazer e interações relacionais que pode ser útil, porém, se ultrapassado um determinado limite, poderá tornar-se prejudicial. Devido à baixa autoestima, depressão, fobias sociais e solidão, o idoso poderá tornar-se dependente do uso dessa tecnologia e até mesmo envolver-se em situações de risco, vitimados por práticas ardilosas.

O uso de entorpecentes na terceira idade é maior do que se pensa. As drogas lícitas, como o álcool, o tabaco e os tranquilizantes, são as mais consumidas.
Fumar é inconveniente para qualquer pessoa, mas alguns grupos podem ser considerados de maior risco, como as pessoas que já têm doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.

Os idosos se encontram num grupo com grandes riscos para os efeitos danosos do hábito de fumar, pois o tabagismo relaciona-se ao agravamento de várias doenças que adquirem maior significado com o avançar da idade, quando se somam as perdas funcionais próprias do envelhecimento. A maioria dos fumantes inicia o hábito quando jovem e fica rapidamente viciada na nicotina presente no cigarro. Para os idosos, é importante interromper o uso do tabaco para não prejudicar ainda mais as perdas funcionais que ocorrem na terceira idade.

Os idosos podem apresentar níveis de dependência ao álcool tão altos quanto os jovens, e muitas vezes acreditam que, por terem bebido até esse momento, não precisam parar devido ao envelhecimento. Porém, pessoas idosas apresentam menor tolerância aos efeitos dos entorpecentes quando comparadas aos jovens. Isso pode significar maiores prejuízos psíquicos e físicos para o idoso que consome a mesma quantidade de drogas de um jovem.

Pessoas idosas também podem começar a beber ou aumentar o consumo de álcool e/ou medicamentos para induzir o sono, reduzir a sensação de dor física e aliviar a ansiedade, transformando esse uso em vício.
É importante notar que idosos costumam fazer uso de diferentes tipos de medicações prescritas. Efeitos colaterais de muitas dessas medicações podem ser intensificados devido ao consumo concomitante de álcool. Os transtornos depressivos, comuns entre os idosos, tendem a se intensificar com o uso indevido de álcool.

Como a nossa população vem envelhecendo, nós seguramente encararemos um crescente número de pessoas mais maduras procurando sensações físicas e psíquicas através do uso de drogas. Para algumas delas, essa busca é uma forma de lidar com uma série de perdas do passado; para outras, é uma maneira de lidar com dores e sofrimentos físicos e psíquicos relacionados com a idade. Além disso, para outras pessoas ainda, é uma continuação de um padrão de consumo inadequado de substâncias que se iniciou em tempos idos e que permanece na atualidade.

Para se fazer um tratamento visando o controle do tabagismo, do álcool e de demais vícios na terceira idade, é necessário conhecer os motivos pelos quais os idosos mantêm esses hábitos prejudiciais, a influência do ambiente familiar e socioeconômico-cultural sobre eles, os aspectos da dependência, e procurar de maneira criteriosa uma melhor maneira de tratar esse idoso, valorizando a psicoterapia como um eixo importante na condução do tratamento. 

Claudia Finamore é psicóloga e psicanalista, com especialização em psicogeriatria pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Participa dos atendimentos do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). Atendimento clínico com pessoas portadoras de deficiência mental e demência, cuidadores de pessoas que necessitam de cuidados especiais, crianças que apresentam dificuldades escolares e de relacionamento, orientação aos pais, adolescentes, adultos e idosos que tenham o desejo de cuidar do seu sofrimento emocional. Tel.: (11) 5052-0370 CRP 06/84751

março 31, 2011

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