maio 20, 2009

Crises que chegam nos dias frios.




Nos dias frios é comum: espirros, nariz entupido, coriza, dor de cabeça, coceira no nariz e no céu da boca podem indicar crise respiratória. Mas, por ter sintomas parecidos a rinite alérgica, pode ser confundida com gripe e resfriado, causando prejuízos para quem sofre do problema.

“Resfriado e gripe são causados por vírus. O primeiro dura até uma semana, enquanto a gripe pode permanecer por 15 dias. Os sintomas são parecidos, mas a rinite é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de reação a alérgenos”

“Os alérgenos mais comuns são ácaros, pelos, urina e fezes de animais domésticos. Cheiro de perfumes, cigarro, produtos de limpeza, tintas e fumaça também irritam as vias aéreas e agravam a inflamação e os sintomas”.


CONTROLE O AMBIENTE

  • Não use tapetes, cortinas e carpetes. Acumulam poeira, que é onde estão os ácaros.
  • Faça a limpeza com panos úmidos, pois vassouras e espanadores só espalham a poeira.
  • Não use travesseiros de penas e cobertores de lã. Substitua por material sintético.
  • Travesseiros e colchões devem ser protegidos por capas impermeáveis.
  • Deixe o ambiente bem ventilado para evitar a proliferação de fungos (mofo ou bolor).
  • Evite odores fortes como perfumes, cigarros, produtos de limpeza, tintas e inseticidas.

Inês Camelo Nunes - Alergista

Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

Crises que chegam nos dias frios.




Nos dias frios é comum: espirros, nariz entupido, coriza, dor de cabeça, coceira no nariz e no céu da boca podem indicar crise respiratória. Mas, por ter sintomas parecidos a rinite alérgica, pode ser confundida com gripe e resfriado, causando prejuízos para quem sofre do problema.

“Resfriado e gripe são causados por vírus. O primeiro dura até uma semana, enquanto a gripe pode permanecer por 15 dias. Os sintomas são parecidos, mas a rinite é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de reação a alérgenos”

“Os alérgenos mais comuns são ácaros, pelos, urina e fezes de animais domésticos. Cheiro de perfumes, cigarro, produtos de limpeza, tintas e fumaça também irritam as vias aéreas e agravam a inflamação e os sintomas”.


CONTROLE O AMBIENTE

  • Não use tapetes, cortinas e carpetes. Acumulam poeira, que é onde estão os ácaros.
  • Faça a limpeza com panos úmidos, pois vassouras e espanadores só espalham a poeira.
  • Não use travesseiros de penas e cobertores de lã. Substitua por material sintético.
  • Travesseiros e colchões devem ser protegidos por capas impermeáveis.
  • Deixe o ambiente bem ventilado para evitar a proliferação de fungos (mofo ou bolor).
  • Evite odores fortes como perfumes, cigarros, produtos de limpeza, tintas e inseticidas.

Inês Camelo Nunes - Alergista

Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

maio 19, 2009

Vantagens de usar o tempo livre para estudar um idioma diferente


Aprender um novo idioma é coisa de adolescente? Puro preconceito. A turma que está chegando aos 50 começa a lotar as salas de aula dos cursos de idiomas. Vale tudo: inglês, francês, alemão, espanhol, japonês ou russo. Em turmas exclusivas, ou no meio da garotada, a ordem é estudar. Dar os primeiros passos, treinar a pronúncia ou relembrar a gramática. E, de quebra, conhecer gente nova de todas as idades.

Os médicos já comprovaram e quem leva a máxima ao pé-da-letra atesta: mente ativa retarda o envelhecimento.

Uma turma heterogênea não é problema para quem pretende aprender e tem medo de ficar para traz. "A dificuldade de aprendizado varia de pessoa para pessoa, não de idade", conta Piera Tiboni, 54 anos, ex-aluna e hoje professora do curso de italiano da Faculdade Aberta para Terceira Idade Costa Braga, em São Paulo.

Piera desenvolveu um método todo especial para seus alunos, que vão de 50 a 80 anos, no qual a memorização ocorre através de brincadeiras e aulas práticas. "Saímos da sala de aula para conhecer outros ambientes, fazemos compras, visitamos parques, tudo para enriquecer o vocabulário de forma criativa". Segundo ela, o idoso e o jovem têm as mesmas dificuldades, a diferença está na capacidade do jovem de reter mais informação.


Superada a fase da insegurança, é possível perceber os benefícios. Nos cursos de idiomas o mais exercitado é a memória, mantendo o cérebro em constante atividade. Ponto para um envelhecimento mais saudável. E para as mulheres, Daise dá a dica: "A cabeça da mulher, depois que entra na menopausa, fica muito ruim. Distrair a mente aprendendo coisas novas é o melhor remédio", sentencia Piera.

Outra vantagem está na criação de novos horizontes. "As pessoas descobrem que estão vivas, começam a trabalhar em benefício próprio".

Seja qual for o objetivo final, aprender uma segunda língua, em qualquer idade, abre os horizontes e cria novas expectativas.


Vantagens de usar o tempo livre para estudar um idioma diferente


Aprender um novo idioma é coisa de adolescente? Puro preconceito. A turma que está chegando aos 50 começa a lotar as salas de aula dos cursos de idiomas. Vale tudo: inglês, francês, alemão, espanhol, japonês ou russo. Em turmas exclusivas, ou no meio da garotada, a ordem é estudar. Dar os primeiros passos, treinar a pronúncia ou relembrar a gramática. E, de quebra, conhecer gente nova de todas as idades.

Os médicos já comprovaram e quem leva a máxima ao pé-da-letra atesta: mente ativa retarda o envelhecimento.

Uma turma heterogênea não é problema para quem pretende aprender e tem medo de ficar para traz. "A dificuldade de aprendizado varia de pessoa para pessoa, não de idade", conta Piera Tiboni, 54 anos, ex-aluna e hoje professora do curso de italiano da Faculdade Aberta para Terceira Idade Costa Braga, em São Paulo.

Piera desenvolveu um método todo especial para seus alunos, que vão de 50 a 80 anos, no qual a memorização ocorre através de brincadeiras e aulas práticas. "Saímos da sala de aula para conhecer outros ambientes, fazemos compras, visitamos parques, tudo para enriquecer o vocabulário de forma criativa". Segundo ela, o idoso e o jovem têm as mesmas dificuldades, a diferença está na capacidade do jovem de reter mais informação.


Superada a fase da insegurança, é possível perceber os benefícios. Nos cursos de idiomas o mais exercitado é a memória, mantendo o cérebro em constante atividade. Ponto para um envelhecimento mais saudável. E para as mulheres, Daise dá a dica: "A cabeça da mulher, depois que entra na menopausa, fica muito ruim. Distrair a mente aprendendo coisas novas é o melhor remédio", sentencia Piera.

Outra vantagem está na criação de novos horizontes. "As pessoas descobrem que estão vivas, começam a trabalhar em benefício próprio".

Seja qual for o objetivo final, aprender uma segunda língua, em qualquer idade, abre os horizontes e cria novas expectativas.


Os prós e contras das instituições de longa permanência para idosos


Um pai que não está tão bem da cabeça, uma mãe que já não se lembra de muita coisa e, até mesmo, uma avó que não sabe mais quem é você. Com o avanço da idade e o surgimento de algumas doenças, é a família que deve decidir como e onde cuidar do idoso. Recorrer as Instituições de Longa Permanência, os conhecidos asilos , ou manter em casa? A decisão nem sempre é fácil e requer ajuda profissional em muitos casos.

Está na lei. É dever da família, do Poder Público e da sociedade, o respeito, o amparo e a inclusão social do idoso na sociedade. Institucionalizar o idoso, ou seja, levá-lo para um asilo, só em último caso. De acordo com a Política Nacional do Idoso, todo o idoso deve participar de forma atuante na sociedade e em sua própria vida. O asilo aparece como alternativa, no momento em que não for mais possível manter sua independência ou se este vir a desenvolver alguma doença degenerativa. E ainda assim não tiver alguém que tenha algum vínculo afetivo para promover o cuidado.

Quando se trata de asilamento, o assunto é sério. Sandra Rabello é coordenadora do Projeto Atenção Asilar, da Unati/UERJ, e afirma que discutir as razões que levaram ao asilamento é o primeiro passo para elaborar propostas cada vez melhores para este casos. “Penso que as Instituições de Longa Permanência, caminham para uma interatividade com as mudanças que a sociedade vêem sofrendo frente as perspectivas de longevidade. Assim, as ILPI's, devem se constituir uma opção para aqueles idosos que procuram por uma instituição que cumpra com as finalidades de amparo,atenção à saúde e respeito ao idoso.

A família não pode fugir da responsabilidade. O elo entre a família e o idoso é o ponto crucial na questão da institucionalização. Edya Solange sabe bem disso, e para ela, asilo é carta fora do baralho. Aos 56, ela se divide em mil para conseguir tratar de seus assuntos pessoais e, ao mesmo tempo, cuidar de seus pais. “Meu pai está com 84 anos, e minha mãe com 80. Na nossa relação, os papéis interagem de forma muito interessante: ao mesmo tempo em que cuido deles, levo ao médico, às vezes, peço conselhos e orientações a eles. Eu não me perdoaria se algo acontecesse com eles, e eu não estivesse por perto”, afirma a filha dedicada.

Embora seja uma opção remota, para muitos, o asilo surge como a única opção viável. Decisão tomada, alguns cuidados devem ser tomados. “Toda instituição deve ter uma equipe multidisciplinar treinada na linha da Geriatria e Gerontologia. Deve possuir equipe médica e de enfermagem presentes, seguir os Princípios da Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso. Além de estimular o idoso à participação social, orientar familiares sobre os diversos aspectos do envelhecimento, e outros procedimentos inerentes ao bom funcionamento destas instituições”, alerta Sandra.


Mais de 50 / Maria Fernanda Schardong

Os prós e contras das instituições de longa permanência para idosos


Um pai que não está tão bem da cabeça, uma mãe que já não se lembra de muita coisa e, até mesmo, uma avó que não sabe mais quem é você. Com o avanço da idade e o surgimento de algumas doenças, é a família que deve decidir como e onde cuidar do idoso. Recorrer as Instituições de Longa Permanência, os conhecidos asilos , ou manter em casa? A decisão nem sempre é fácil e requer ajuda profissional em muitos casos.

Está na lei. É dever da família, do Poder Público e da sociedade, o respeito, o amparo e a inclusão social do idoso na sociedade. Institucionalizar o idoso, ou seja, levá-lo para um asilo, só em último caso. De acordo com a Política Nacional do Idoso, todo o idoso deve participar de forma atuante na sociedade e em sua própria vida. O asilo aparece como alternativa, no momento em que não for mais possível manter sua independência ou se este vir a desenvolver alguma doença degenerativa. E ainda assim não tiver alguém que tenha algum vínculo afetivo para promover o cuidado.

Quando se trata de asilamento, o assunto é sério. Sandra Rabello é coordenadora do Projeto Atenção Asilar, da Unati/UERJ, e afirma que discutir as razões que levaram ao asilamento é o primeiro passo para elaborar propostas cada vez melhores para este casos. “Penso que as Instituições de Longa Permanência, caminham para uma interatividade com as mudanças que a sociedade vêem sofrendo frente as perspectivas de longevidade. Assim, as ILPI's, devem se constituir uma opção para aqueles idosos que procuram por uma instituição que cumpra com as finalidades de amparo,atenção à saúde e respeito ao idoso.

A família não pode fugir da responsabilidade. O elo entre a família e o idoso é o ponto crucial na questão da institucionalização. Edya Solange sabe bem disso, e para ela, asilo é carta fora do baralho. Aos 56, ela se divide em mil para conseguir tratar de seus assuntos pessoais e, ao mesmo tempo, cuidar de seus pais. “Meu pai está com 84 anos, e minha mãe com 80. Na nossa relação, os papéis interagem de forma muito interessante: ao mesmo tempo em que cuido deles, levo ao médico, às vezes, peço conselhos e orientações a eles. Eu não me perdoaria se algo acontecesse com eles, e eu não estivesse por perto”, afirma a filha dedicada.

Embora seja uma opção remota, para muitos, o asilo surge como a única opção viável. Decisão tomada, alguns cuidados devem ser tomados. “Toda instituição deve ter uma equipe multidisciplinar treinada na linha da Geriatria e Gerontologia. Deve possuir equipe médica e de enfermagem presentes, seguir os Princípios da Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso. Além de estimular o idoso à participação social, orientar familiares sobre os diversos aspectos do envelhecimento, e outros procedimentos inerentes ao bom funcionamento destas instituições”, alerta Sandra.


Mais de 50 / Maria Fernanda Schardong