setembro 21, 2009

Cafeína X dor de cabeça

LONGEVIDADE

Não é à toa que a cafeína é o estimulante cerebral mais frequentemente consumido no mundo, pois ela é capaz de provocar bem estar, aumentar o nível de alerta, energia e sociabilidade. A relação entre a cafeína e a dor de cabeça pode ser vista como uma faca com muito mais de dois gumes. De um lado estão as pessoas que têm dores de cabeça precipitadas pela cafeína. A substância também é capaz de aliviar uma crise de enxaqueca, tanto é que muitas das medicações para essa doença têm cafeína em sua composição. Além disso, para quem usa cafeína diariamente, sua abstinência súbita pode causar crises de dor de cabeça.

Um estudo publicado recentemente pelo periódico Journal of Headache and Pain confirma que o excesso de cafeína pode tanto melhorar como piorar as crises de dor de cabeça. O estudo foi conduzido na Noruega e envolveu mais de 50 mil pessoas que tinham o consumo médio de cafeína de 420mg/dia, o que significa umas quatro xícaras de café expresso. Cerca de 40% das pessoas estudadas relatou ter apresentado dor de cabeça no último ano e aquelas que consumiam mais cafeína tiveram maior chance de apresentar crises de dor. Por outro lado, cerca de 1% das pessoas apresentou crises por mais de 14 dias durante o mês, e esse risco de alta freqüência de dor de cabeça foi menor entre aqueles que consumiam mais cafeína.

Os resultados sugerem que, para as pessoas que têm crises pouco freqüentes, o excesso de cafeína pode atrapalhar, e já para quem tem alta freqüência de crises, a cafeína pode até ajudar. Esses resultados não são definitivos e o que se pode recomendar por enquanto para quem sofre de dor de cabeça é que não se deve abusar da cafeína, especialmente nos casos de enxaqueca. Outra recomendação é que não se deve proibir seu uso de forma indiscriminada, exceto nos casos em que a pessoa percebe que basta tomar uma dose que a dor de cabeça aparece. No caso das pessoas que usam muita cafeína, essas não devem parar seu uso subitamente, pois isso pode causar dor de cabeça.
LONGEVIDADE

Cafeína X dor de cabeça

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Não é à toa que a cafeína é o estimulante cerebral mais frequentemente consumido no mundo, pois ela é capaz de provocar bem estar, aumentar o nível de alerta, energia e sociabilidade. A relação entre a cafeína e a dor de cabeça pode ser vista como uma faca com muito mais de dois gumes. De um lado estão as pessoas que têm dores de cabeça precipitadas pela cafeína. A substância também é capaz de aliviar uma crise de enxaqueca, tanto é que muitas das medicações para essa doença têm cafeína em sua composição. Além disso, para quem usa cafeína diariamente, sua abstinência súbita pode causar crises de dor de cabeça.

Um estudo publicado recentemente pelo periódico Journal of Headache and Pain confirma que o excesso de cafeína pode tanto melhorar como piorar as crises de dor de cabeça. O estudo foi conduzido na Noruega e envolveu mais de 50 mil pessoas que tinham o consumo médio de cafeína de 420mg/dia, o que significa umas quatro xícaras de café expresso. Cerca de 40% das pessoas estudadas relatou ter apresentado dor de cabeça no último ano e aquelas que consumiam mais cafeína tiveram maior chance de apresentar crises de dor. Por outro lado, cerca de 1% das pessoas apresentou crises por mais de 14 dias durante o mês, e esse risco de alta freqüência de dor de cabeça foi menor entre aqueles que consumiam mais cafeína.

Os resultados sugerem que, para as pessoas que têm crises pouco freqüentes, o excesso de cafeína pode atrapalhar, e já para quem tem alta freqüência de crises, a cafeína pode até ajudar. Esses resultados não são definitivos e o que se pode recomendar por enquanto para quem sofre de dor de cabeça é que não se deve abusar da cafeína, especialmente nos casos de enxaqueca. Outra recomendação é que não se deve proibir seu uso de forma indiscriminada, exceto nos casos em que a pessoa percebe que basta tomar uma dose que a dor de cabeça aparece. No caso das pessoas que usam muita cafeína, essas não devem parar seu uso subitamente, pois isso pode causar dor de cabeça.
LONGEVIDADE

setembro 20, 2009

Quem disse que todos nós precisamos de 8 horas de sono?

LONGEVIDADE
Nem todos precisam de 8 horas de sono para se sentir revigorado. Os pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, carecem apenas de 5 a 6 horas. E os grandes dormidores, outros 2%, de 10 a 11 horas. "O importante é que, ao acordar, você cante com os passarinhos, de tão bem disposto", brinca Monica Andersen, professora de Medicina e Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Se a quantidade de sono pode variar, a qualidade tem de ser garantida, porque uma série de processos neurológicos e hormonais acontece quando adormecemos. No primeiro estágio do sono, entre 22 horas e 2 horas, o hormônio do crescimento é liberado. "Por isso, mesmo com toda a resistência, os adolescentes deveriam dormir mais cedo", diz Monica.

É durante o sono também que o corpo regula o cortisol, hormônio do estresse. Perto da hora de dormir, ele deve estar o mais baixo possível, porque, naturalmente, seu nível vai se elevar conforme a manhã se aproxima. "Não à toa, quando temos um compromisso importante no dia seguinte ficamos com o sono fragmentado. É o cortisol agindo."

A pesquisadora explica que a ciência ainda não detectou o "botão liga-e-desliga" do corpo humano, "senão curaríamos a insônia". Mas afirma que, quando vai chegando a hora de deitar, a temperatura do nosso corpo cai e, reagindo à escuridão, a melatonina, hormônio indutor do sono, é produzida.

longevidade

Quem disse que todos nós precisamos de 8 horas de sono?

LONGEVIDADE
Nem todos precisam de 8 horas de sono para se sentir revigorado. Os pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, carecem apenas de 5 a 6 horas. E os grandes dormidores, outros 2%, de 10 a 11 horas. "O importante é que, ao acordar, você cante com os passarinhos, de tão bem disposto", brinca Monica Andersen, professora de Medicina e Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Se a quantidade de sono pode variar, a qualidade tem de ser garantida, porque uma série de processos neurológicos e hormonais acontece quando adormecemos. No primeiro estágio do sono, entre 22 horas e 2 horas, o hormônio do crescimento é liberado. "Por isso, mesmo com toda a resistência, os adolescentes deveriam dormir mais cedo", diz Monica.

É durante o sono também que o corpo regula o cortisol, hormônio do estresse. Perto da hora de dormir, ele deve estar o mais baixo possível, porque, naturalmente, seu nível vai se elevar conforme a manhã se aproxima. "Não à toa, quando temos um compromisso importante no dia seguinte ficamos com o sono fragmentado. É o cortisol agindo."

A pesquisadora explica que a ciência ainda não detectou o "botão liga-e-desliga" do corpo humano, "senão curaríamos a insônia". Mas afirma que, quando vai chegando a hora de deitar, a temperatura do nosso corpo cai e, reagindo à escuridão, a melatonina, hormônio indutor do sono, é produzida.

longevidade

setembro 19, 2009

Evitando problemas com medicamentos

LONGEVIDADE
Em casa

•Faça uma lista de todos os remédios que toma, mesmo daqueles que não têm prescrição. Anote o nome, quem receitou, as quantidades e o horário. Mantenha uma cópia em casa e outra no bolso ou na carteira
•Leia e guarde as bulas
•Siga horários e quantidades de acordo com o indicado pelo médico
•Verifique as datas de vencimento das drogas e elimine os remédios velhos
•Não utilize remédios prescritos para outras pessoas
• Não interrompa o tratamento sem aval do médico. Nem tome doses menores ou maiores do que as prescritas
•Evite misturar remédios e álcool

No consultório
• Pergunte se há alternativas terapêuticas ao remédio
• Informe-se sobre a ação da droga, o período de administração, como saber se está funcionando, o que poderá sentir enquanto toma a medicação
•Informe ao médico também sobre o uso de vitaminas, fitoterápicos, laxantes e os remédios vendidos sem prescrição. Eles podem interferir na ação das drogas
•Pergunte sobre a administração do remédio com comida. Alguns podem ter eficácia menor se tomados na s refeições
•A cada nova consulta, revise com o médico os medicamentos que toma
•Comunique o profissional imediatamente se tiver problemas após tomar o remédio
Remédios que devem ser usados com cuidados redobrados, e apenas com prescrição médica.
Antidepressivos
Trazem efeitos colaterais como constipação intestinal, boca seca, retenção urinária, problemas que muitas vezes já estão presentes nos idosos.
Benzodiazepmicos
Tranquilizantes, remédios para dormir. Podem causar dependência.
Analgésicos opióides
Podem levar à dependência.
Antiinflamatórios
Pode trazer problemas estomacais e diminuir o efeito de drogas para baixar a pressão, muito utilizadas por idosos.
Hipoglicemiantes de longa ação
Reduzem os teores de açúcar no sangue por muito tempo e podem levar a demaios ou quedas.
Relaxantes musculares
Em teoria, só deveriam ser utilizados como coadjuvantes de anestesias. Podem intensificar o quadro de fragilidade muscular

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Evitando problemas com medicamentos

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Em casa

•Faça uma lista de todos os remédios que toma, mesmo daqueles que não têm prescrição. Anote o nome, quem receitou, as quantidades e o horário. Mantenha uma cópia em casa e outra no bolso ou na carteira
•Leia e guarde as bulas
•Siga horários e quantidades de acordo com o indicado pelo médico
•Verifique as datas de vencimento das drogas e elimine os remédios velhos
•Não utilize remédios prescritos para outras pessoas
• Não interrompa o tratamento sem aval do médico. Nem tome doses menores ou maiores do que as prescritas
•Evite misturar remédios e álcool

No consultório
• Pergunte se há alternativas terapêuticas ao remédio
• Informe-se sobre a ação da droga, o período de administração, como saber se está funcionando, o que poderá sentir enquanto toma a medicação
•Informe ao médico também sobre o uso de vitaminas, fitoterápicos, laxantes e os remédios vendidos sem prescrição. Eles podem interferir na ação das drogas
•Pergunte sobre a administração do remédio com comida. Alguns podem ter eficácia menor se tomados na s refeições
•A cada nova consulta, revise com o médico os medicamentos que toma
•Comunique o profissional imediatamente se tiver problemas após tomar o remédio
Remédios que devem ser usados com cuidados redobrados, e apenas com prescrição médica.
Antidepressivos
Trazem efeitos colaterais como constipação intestinal, boca seca, retenção urinária, problemas que muitas vezes já estão presentes nos idosos.
Benzodiazepmicos
Tranquilizantes, remédios para dormir. Podem causar dependência.
Analgésicos opióides
Podem levar à dependência.
Antiinflamatórios
Pode trazer problemas estomacais e diminuir o efeito de drogas para baixar a pressão, muito utilizadas por idosos.
Hipoglicemiantes de longa ação
Reduzem os teores de açúcar no sangue por muito tempo e podem levar a demaios ou quedas.
Relaxantes musculares
Em teoria, só deveriam ser utilizados como coadjuvantes de anestesias. Podem intensificar o quadro de fragilidade muscular

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setembro 18, 2009

Conheça a capital da longevidade em São Paulo

LONGEVIDADE

Em Oscar Bressane, atividades e atendimentos de saúde são acessíveis aos idosos. Parque da capital paulista oferece aparelhos especiais para quem precisar recuperar os movimentos.

O tempo passa para todo mundo. Uma viagem que ninguém sabe onde vai dar. Sérgio Barghetti, de 69 anos, e a Áurea Rosset Barghetti, de 63, embarcaram há muito tempo. Já viveram bem mais do que a maioria neste vagão. Uma vida exposta a tudo aquilo que, dizem, "faz mal": poluição, estresse, excesso de trabalho. E chegaram aos dias de hoje ainda cheios de energia. Eles têm agilidade, indispensável em uma cidade como São Paulo. "Você não deve dizer que não pode. Vai fazendo", diz ele.

Quem vê seu Sérgio nem imagina que ele teve três isquemias e um derrame que afetou os movimentos do lado esquerdo do corpo há dez anos. Depois, vieram os sintomas da Doença de Parkinson. Mas ele não se entrega.

Ele se cuida e melhorou bastante por causa disso. É bom para ele e para mim também. Antes, ele era mais dependente. Hoje, se vira: dirige, sai, faz tudo", conta dona Áurea.

"Acho que deveríamos aprender a administrar o tempo", aconselha seu Sérgio.

Tempo para cuidar da saúde, fazer exercício físico.

Eu percebi que quando levanto e ando fico o dia inteiro excelente. Se eu não ando, a dor começa", conta seu Sérgio.

Continua aqui

Fonte: Globo Reporter


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