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fevereiro 24, 2011

Alimentação do idoso (parte 4 de 4) Por Silvia Masc

Orientação alimentar para aliviar sintomas de
Náuseas e vômitos

• Oferecer à pessoa com vômitos ou diarréia, 2 a 3 litros de líquidos por dia em pequenas quantidades, de preferência nos intervalos das refeições.

• Oferecer refeições menores 5 a 6 vezes ao dia.

• Os alimentos muito quentes podem liberar cheiros e isso pode agravar a náusea. Os alimentos secos e em temperaturas mais frias são mais bem aceitos.

• É importante que a pessoa mastigue muito bem e devagar os alimentos.

• Logo após as refeições, o cuidador deve manter a pessoa sentada para evitar as náuseas e vômitos.

• Enquanto durar as náuseas e vômitos, deve-se evitar os alimentos muito temperados, com cheiros fortes, salgados, picantes, ácidos, doces e gorduras.

Dificuldade para engolir (disfagia)

• Oferecer as refeições em quantidades menores de 5 a 6 vezes por dia.

• Oferecer líquidos nos intervalos das refeições, em pequenas quantidades e através de canudos.

• Manter a pessoa sentada ou em posição reclinada com ajuda de travesseiros nas costas, para evitar que a pessoa engasgue.

• A pessoa com dificuldade para engolir aceita melhor os alimentos mais leves e macios, os líquidos engrossados com leite em pó, cereais, amido de milho, os alimentos pastosos como as gelatinas, pudins, vitaminas de frutas espessas, sopas tipo creme batidas no liqüidificador, mingaus, purê de frutas, polenta mole com caldo de feijão.

• As sopas podem ser engrossadas com macarrão, mandioquinha, cará, inhame e aveia.

• Evitar alimentos de consistência dura, farinhentos e secos como a farofa e bolachas. O pão francês e as torradas devem ser oferecidos sem casca, molhados no leite.

Intestino preso (constipação intestinal)

• O intestino funciona melhor quando a pessoa mantém horários para se alimentar e evacuar.

• Os alimentos ricos em fibras como o arroz e pão integrais, aveia, verduras e legumes, frutas como mamão, laranja, abacaxi, mangaba, tamarindo, ameixa, grãos em geral, ajudam o intestino a funcionar.

• Quando a pessoa está com intestino “preso” evite oferecer banana prata, caju, goiaba, maçã, chá preto/mate, pois esses alimentos são ricos em tanino e prendem o intestino.

• Cuidador, ofereça à pessoa uma vitamina laxativa feita com 1 copo de suco de laranja, 1 ameixa seca, 1 pedaço de mamão, 1 colher de sopa de creme de leite,1 colher de sopa de farelo de aveia, milho, trigo, soja. O farelo de arroz deve ser evitado, pois resseca o intestino.

Gases (flatulência)

• A formação de gases causa muito desconforto às pessoas acamadas. Para evitar a formação de gases é importante oferecer à pessoa mais líquidos e uma alimentação saudável, evitando alguns alimentos, como: agrião, couve, repolho,brócolis, pepino, grãos de feijão, couve-flor, cebola e alho crus, pimentão, nabo,rabanete, bebidas gasosas, doces concentrados e queijos amarelos.

• Os exercícios auxiliam na eliminação dos gases.


Ministério da Saúde
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Alimentação do idoso (parte 4 de 4) Por Silvia Masc

Orientação alimentar para aliviar sintomas de
Náuseas e vômitos

• Oferecer à pessoa com vômitos ou diarréia, 2 a 3 litros de líquidos por dia em pequenas quantidades, de preferência nos intervalos das refeições.

• Oferecer refeições menores 5 a 6 vezes ao dia.

• Os alimentos muito quentes podem liberar cheiros e isso pode agravar a náusea. Os alimentos secos e em temperaturas mais frias são mais bem aceitos.

• É importante que a pessoa mastigue muito bem e devagar os alimentos.

• Logo após as refeições, o cuidador deve manter a pessoa sentada para evitar as náuseas e vômitos.

• Enquanto durar as náuseas e vômitos, deve-se evitar os alimentos muito temperados, com cheiros fortes, salgados, picantes, ácidos, doces e gorduras.

Dificuldade para engolir (disfagia)

• Oferecer as refeições em quantidades menores de 5 a 6 vezes por dia.

• Oferecer líquidos nos intervalos das refeições, em pequenas quantidades e através de canudos.

• Manter a pessoa sentada ou em posição reclinada com ajuda de travesseiros nas costas, para evitar que a pessoa engasgue.

• A pessoa com dificuldade para engolir aceita melhor os alimentos mais leves e macios, os líquidos engrossados com leite em pó, cereais, amido de milho, os alimentos pastosos como as gelatinas, pudins, vitaminas de frutas espessas, sopas tipo creme batidas no liqüidificador, mingaus, purê de frutas, polenta mole com caldo de feijão.

• As sopas podem ser engrossadas com macarrão, mandioquinha, cará, inhame e aveia.

• Evitar alimentos de consistência dura, farinhentos e secos como a farofa e bolachas. O pão francês e as torradas devem ser oferecidos sem casca, molhados no leite.

Intestino preso (constipação intestinal)

• O intestino funciona melhor quando a pessoa mantém horários para se alimentar e evacuar.

• Os alimentos ricos em fibras como o arroz e pão integrais, aveia, verduras e legumes, frutas como mamão, laranja, abacaxi, mangaba, tamarindo, ameixa, grãos em geral, ajudam o intestino a funcionar.

• Quando a pessoa está com intestino “preso” evite oferecer banana prata, caju, goiaba, maçã, chá preto/mate, pois esses alimentos são ricos em tanino e prendem o intestino.

• Cuidador, ofereça à pessoa uma vitamina laxativa feita com 1 copo de suco de laranja, 1 ameixa seca, 1 pedaço de mamão, 1 colher de sopa de creme de leite,1 colher de sopa de farelo de aveia, milho, trigo, soja. O farelo de arroz deve ser evitado, pois resseca o intestino.

Gases (flatulência)

• A formação de gases causa muito desconforto às pessoas acamadas. Para evitar a formação de gases é importante oferecer à pessoa mais líquidos e uma alimentação saudável, evitando alguns alimentos, como: agrião, couve, repolho,brócolis, pepino, grãos de feijão, couve-flor, cebola e alho crus, pimentão, nabo,rabanete, bebidas gasosas, doces concentrados e queijos amarelos.

• Os exercícios auxiliam na eliminação dos gases.


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fevereiro 22, 2011

Alimentação do idoso (parte 3 de 4)


Nem sempre é fácil alimentar outra pessoa, por isso o cuidador precisa ter muita calma e paciência, estabelecer horários regulares, criar um ambiente tranqüilo. São orientações importantes:

• Para receber a alimentação, a pessoa deve estar sentada confortavelmente.

Jamais ofereça água ou alimentos à pessoa na posição deitada, pois ela pode se engasgar.

• Se a pessoa cuidada consegue se alimentar sozinha, o cuidador deve estimular e ajudá-la no que for preciso: preparar o ambiente, cortar os alimentos, etc.

Lembrar que a pessoa precisa de um tempo maior para se alimentar, por isso não se deve apressá-la.

• É importante manter limpos os utensílios e os locais de preparo e consumo das refeições. A pessoa que prepara os alimentos deve cuidar de sua higiene pessoal, com a finalidade de evitar a contaminação dos alimentos.

• Quando a pessoa cuidada estiver sem apetite, o cuidador deve oferecer alimentos saudáveis e de sua preferência, incentivando-a a comer. A pessoa com dificuldades para se alimentar aceita melhor alimentos líquidos e pastosos, como: legumes amassados, purês, mingau de aveia ou amido de milho, vitamina de frutas com cereais integrais.

Para estimular as sensações de gosto e cheiro, que com o avançar da idade ou com a doença podem estar diminuídos, é importante que as refeições sejam saborosas, de fácil digestão, bonitas e cheirosas.

• Uma boa maneira de estimular o apetite é variar os temperos e o modo de preparo dos alimentos. Os temperos naturais como: alho, cebola, cheiro-verde, açafrão, cominho, manjericão, louro, alecrim, sálvia, orégano, gergelim, hortelã, noz-moscada, manjerona, erva-doce, coentro, alecrim, dão sabor e aroma aos alimentos e podem ser usados à vontade.

• Se a pessoa consegue mastigar e engolir alimentos em pedaços não há razão para modificar a consistência dos alimentos. No caso da ausência parcial ou total dos dentes, e uso de prótese, o cuidador deve oferecer carnes, legumes, verduras e frutas bem picadas, desfiadas, raladas, moídas ou batidas no liquidificador.

• Para manter o funcionamento do intestino é importante que o cuidador ofereça à pessoa alimentos ricos em fibras como as frutas e hortaliças cruas, leguminosas, cereais integrais como arroz integral, farelos, trigo para quibe, canjiquinha,aveia, gérmen de trigo, etc. Substituir o pão branco por pão integral e escolher massas com farinha integral. Substituir metade da farinha branca por integral em preparações assadas. Acrescentar legumes e verduras no recheio de sanduíches e tortas e nas sopas.

• Sempre que for possível, o cuidador deve estimular e auxiliar a pessoa cuidada a fazer caminhadas leves, alongamentos e passeios ao ar livre.

• Ofereça à pessoa cuidada, de preferência nos intervalos das refeições, 6 a 8 copos de líquidos por dia: água, chá, leite ou suco de frutas.

• É importante que a pessoa doente ou em recuperação coma diariamente carnes e leguminosas, pois esses alimentos são ricos em ferro. O ferro dos vegetais é mais bem absorvido quando se come junto alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, caju, goiaba, abacaxi e outros, em sua forma natural ou em sucos.

• O consumo moderado de açúcar, doces e gorduras ajudam a manter o peso adequado e a prevenir doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

• O cuidador e a família da pessoa cuidada deve observar a data de validade dos produtos, evitando comprar grandes quantidades de alimentos e aqueles com prazo de validade próximo do vencimento.

• Alimentos “diet” são aqueles que tiveram um ou mais ingredientes retirados de sua fórmula original, como por exemplo: açúcar, gordura, sódio ou proteínas.
• Produtos “light” são aqueles que sofreram redução de algum tipo de ingrediente na sua composição, por exemplo: o creme de leite light apresenta menor quantidade de gordura, o sal light tem menor quantidade de sódio, refrigerante light tem menor quantidade de calorias. Os alimentos light em que foram retirados o açúcar podem ser consumidos por diabéticos.

• Quando há necessidade de substituir o açúcar por adoçantes artificiais, recomenda-se

Variar os tipos. Os adoçantes à base de ciclamato de sódio e sacarina podem contribuir para o aumento da pressão arterial. Os adoçantes à base de sorbitol, manitol e xilitol podem causar desconforto no estômago e diarréia. É importante receber orientação da equipe de saúde, quando for necessário usar adoçantes artificiais


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Alimentação do idoso (parte 3 de 4)


Nem sempre é fácil alimentar outra pessoa, por isso o cuidador precisa ter muita calma e paciência, estabelecer horários regulares, criar um ambiente tranqüilo. São orientações importantes:

• Para receber a alimentação, a pessoa deve estar sentada confortavelmente.

Jamais ofereça água ou alimentos à pessoa na posição deitada, pois ela pode se engasgar.

• Se a pessoa cuidada consegue se alimentar sozinha, o cuidador deve estimular e ajudá-la no que for preciso: preparar o ambiente, cortar os alimentos, etc.

Lembrar que a pessoa precisa de um tempo maior para se alimentar, por isso não se deve apressá-la.

• É importante manter limpos os utensílios e os locais de preparo e consumo das refeições. A pessoa que prepara os alimentos deve cuidar de sua higiene pessoal, com a finalidade de evitar a contaminação dos alimentos.

• Quando a pessoa cuidada estiver sem apetite, o cuidador deve oferecer alimentos saudáveis e de sua preferência, incentivando-a a comer. A pessoa com dificuldades para se alimentar aceita melhor alimentos líquidos e pastosos, como: legumes amassados, purês, mingau de aveia ou amido de milho, vitamina de frutas com cereais integrais.

Para estimular as sensações de gosto e cheiro, que com o avançar da idade ou com a doença podem estar diminuídos, é importante que as refeições sejam saborosas, de fácil digestão, bonitas e cheirosas.

• Uma boa maneira de estimular o apetite é variar os temperos e o modo de preparo dos alimentos. Os temperos naturais como: alho, cebola, cheiro-verde, açafrão, cominho, manjericão, louro, alecrim, sálvia, orégano, gergelim, hortelã, noz-moscada, manjerona, erva-doce, coentro, alecrim, dão sabor e aroma aos alimentos e podem ser usados à vontade.

• Se a pessoa consegue mastigar e engolir alimentos em pedaços não há razão para modificar a consistência dos alimentos. No caso da ausência parcial ou total dos dentes, e uso de prótese, o cuidador deve oferecer carnes, legumes, verduras e frutas bem picadas, desfiadas, raladas, moídas ou batidas no liquidificador.

• Para manter o funcionamento do intestino é importante que o cuidador ofereça à pessoa alimentos ricos em fibras como as frutas e hortaliças cruas, leguminosas, cereais integrais como arroz integral, farelos, trigo para quibe, canjiquinha,aveia, gérmen de trigo, etc. Substituir o pão branco por pão integral e escolher massas com farinha integral. Substituir metade da farinha branca por integral em preparações assadas. Acrescentar legumes e verduras no recheio de sanduíches e tortas e nas sopas.

• Sempre que for possível, o cuidador deve estimular e auxiliar a pessoa cuidada a fazer caminhadas leves, alongamentos e passeios ao ar livre.

• Ofereça à pessoa cuidada, de preferência nos intervalos das refeições, 6 a 8 copos de líquidos por dia: água, chá, leite ou suco de frutas.

• É importante que a pessoa doente ou em recuperação coma diariamente carnes e leguminosas, pois esses alimentos são ricos em ferro. O ferro dos vegetais é mais bem absorvido quando se come junto alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, caju, goiaba, abacaxi e outros, em sua forma natural ou em sucos.

• O consumo moderado de açúcar, doces e gorduras ajudam a manter o peso adequado e a prevenir doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

• O cuidador e a família da pessoa cuidada deve observar a data de validade dos produtos, evitando comprar grandes quantidades de alimentos e aqueles com prazo de validade próximo do vencimento.

• Alimentos “diet” são aqueles que tiveram um ou mais ingredientes retirados de sua fórmula original, como por exemplo: açúcar, gordura, sódio ou proteínas.
• Produtos “light” são aqueles que sofreram redução de algum tipo de ingrediente na sua composição, por exemplo: o creme de leite light apresenta menor quantidade de gordura, o sal light tem menor quantidade de sódio, refrigerante light tem menor quantidade de calorias. Os alimentos light em que foram retirados o açúcar podem ser consumidos por diabéticos.

• Quando há necessidade de substituir o açúcar por adoçantes artificiais, recomenda-se

Variar os tipos. Os adoçantes à base de ciclamato de sódio e sacarina podem contribuir para o aumento da pressão arterial. Os adoçantes à base de sorbitol, manitol e xilitol podem causar desconforto no estômago e diarréia. É importante receber orientação da equipe de saúde, quando for necessário usar adoçantes artificiais


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fevereiro 16, 2011

Alimentação do Idoso - Por Silvia Masc (2 de 4)


Imagem:Food and Nutrition Information Center

 Na montagem da mesa da refeição deve-se evitar o excesso de estímulo visual para não desviar a orientação e a percepção visual da pessoa idosa de sua alimentação, facilitando a sua participação ativa no ato de alimentar-se. Essa montagem deve ser adaptada na medida em que forem detectadas limitações que dificultam a autonomia da pessoa idosa, de forma a incentivar o seu convívio à mesa.
Simplificar a colocação da mesa para as refeições

A composição da mesa de refeição deve ser simplificada em detrimento das regras de etiqueta.



Promover o contraste de cor entre a toalha de mesa e os utensílios


Quando há contraste de cor entre talheres, prato e toalha de mesa, a pessoa idosa terá mais facilidade para identificar esses utensílios, conferindo-lhe maior autonomia no ato de comer. É indicada, principalmente, para quem já apresenta declínio de visão ou da capacidade mental ou limitação na coordenação motora. As toalhas de mesa devem ser preferencialmente com uma única tonalidade de cor, sem estampas ou bordados.


Selecionar os utensílios mais adequados

Os utensílios que a pessoa idosa com limitações deve usar para comer ou beber apresentam características especiais para a sua segurança. A confecção dos utensílios deve ser com material inquebrável e de fácil higienização. É necessário ainda ter atenção com a questão da empunhadura, o que significa que é preciso verificar se a pessoa idosa tem facilidade para pegar o utensílio e levá-lo à boca.
Alguns utensílios disponíveis no mercado facilitam esse processo: canecas ou xícaras com uma alça maior em substituição ao copo; canecas ou xícaras com duas alças grandes o suficiente para permitir o encaixe de três ou quatro dedos.





Canecas com tampas e canudos são indicadas para prevenir o derramamento do conteúdo;




Prato fundo deve ser escolhido, preferencialmente, em relação ao prato raso; com ventosas de borracha que permitem a fixação desse utensílio à superfície é indicado em casos de maior limitação na coordenação motora.


Aparador para prato é um recurso usado para aumentar a independência de quem tem maior limitação na coordenação motora. O aparador para pratos é adaptado na borda externa desse utensílio para aumentar a sua altura. Com isso, evita o derramamento do alimento que está sendo colocado no talher durante a refeição.

Suporte antiderrapante é similar a um pequeno forro de bandeja, que pode serusado sobre mesas ou bandejas para ajudar a aumentar a fixação de canecas e pratos, evitando que esses deslizem na superfície onde forem colocados, proporcionando mais segurança à pessoa idosa.


Imagem: Lappers
Talheres com cabos mais grossos. A maior espessura do cabo dos talheres (faca, (garfo e colher) pode facilitar o manuseio desses utensílios durante a refeição, quando a limitação motora compromete esta atividade. Usar apenas uma colher com cabo mais grosso é uma das opções quando a atividade motora limita o uso dos outros talheres.




Resumindo, devem ser usados utensílios resistentes e que sejam fáceis de segurar.
Os utensílios utilizados freqüentemente pela pessoa idosa precisam estar dispostos em local de fácil acesso para garantir maior autonomia e participação dessas pessoas nas diversas refeições do dia.

 
Fontes Pesquisadas:
Ministério da Saúde
Aging & Senior Programs
Food and Nutrition Information Center
Ilustrações: Silvia Masc


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Alimentação do Idoso - Por Silvia Masc (2 de 4)


Imagem:Food and Nutrition Information Center

 Na montagem da mesa da refeição deve-se evitar o excesso de estímulo visual para não desviar a orientação e a percepção visual da pessoa idosa de sua alimentação, facilitando a sua participação ativa no ato de alimentar-se. Essa montagem deve ser adaptada na medida em que forem detectadas limitações que dificultam a autonomia da pessoa idosa, de forma a incentivar o seu convívio à mesa.
Simplificar a colocação da mesa para as refeições

A composição da mesa de refeição deve ser simplificada em detrimento das regras de etiqueta.



Promover o contraste de cor entre a toalha de mesa e os utensílios


Quando há contraste de cor entre talheres, prato e toalha de mesa, a pessoa idosa terá mais facilidade para identificar esses utensílios, conferindo-lhe maior autonomia no ato de comer. É indicada, principalmente, para quem já apresenta declínio de visão ou da capacidade mental ou limitação na coordenação motora. As toalhas de mesa devem ser preferencialmente com uma única tonalidade de cor, sem estampas ou bordados.


Selecionar os utensílios mais adequados

Os utensílios que a pessoa idosa com limitações deve usar para comer ou beber apresentam características especiais para a sua segurança. A confecção dos utensílios deve ser com material inquebrável e de fácil higienização. É necessário ainda ter atenção com a questão da empunhadura, o que significa que é preciso verificar se a pessoa idosa tem facilidade para pegar o utensílio e levá-lo à boca.
Alguns utensílios disponíveis no mercado facilitam esse processo: canecas ou xícaras com uma alça maior em substituição ao copo; canecas ou xícaras com duas alças grandes o suficiente para permitir o encaixe de três ou quatro dedos.





Canecas com tampas e canudos são indicadas para prevenir o derramamento do conteúdo;




Prato fundo deve ser escolhido, preferencialmente, em relação ao prato raso; com ventosas de borracha que permitem a fixação desse utensílio à superfície é indicado em casos de maior limitação na coordenação motora.


Aparador para prato é um recurso usado para aumentar a independência de quem tem maior limitação na coordenação motora. O aparador para pratos é adaptado na borda externa desse utensílio para aumentar a sua altura. Com isso, evita o derramamento do alimento que está sendo colocado no talher durante a refeição.

Suporte antiderrapante é similar a um pequeno forro de bandeja, que pode serusado sobre mesas ou bandejas para ajudar a aumentar a fixação de canecas e pratos, evitando que esses deslizem na superfície onde forem colocados, proporcionando mais segurança à pessoa idosa.


Imagem: Lappers
Talheres com cabos mais grossos. A maior espessura do cabo dos talheres (faca, (garfo e colher) pode facilitar o manuseio desses utensílios durante a refeição, quando a limitação motora compromete esta atividade. Usar apenas uma colher com cabo mais grosso é uma das opções quando a atividade motora limita o uso dos outros talheres.




Resumindo, devem ser usados utensílios resistentes e que sejam fáceis de segurar.
Os utensílios utilizados freqüentemente pela pessoa idosa precisam estar dispostos em local de fácil acesso para garantir maior autonomia e participação dessas pessoas nas diversas refeições do dia.

 
Fontes Pesquisadas:
Ministério da Saúde
Aging & Senior Programs
Food and Nutrition Information Center
Ilustrações: Silvia Masc


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fevereiro 15, 2011

Alimentação do Idoso - Por Silvia Masc (1 de 4)

Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar naturalmente algumas mudanças, que muitas vezes as pessoas demoram a perceber, mas que podem interferir na sua alimentação.

Tornar o ambiente da cozinha e o local de refeições mais adequado e agradável para conferir maior conforto, segurança e autonomia no dia-a-dia das pessoas idosas é uma medida que tem impacto positivo na auto-estima, no preparo das refeições e no estabelecimento do prazer à mesa.

Quando a pessoa idosa apresentar limitações para mastigar e engolir, a forma de preparo, a consistência, a textura, o tamanho dos alimentos e a quantidade que é levada à boca devem ser adaptados ao grau de limitação apresentado.

Nesses casos, moer, ralar, picar em pedaços menores pode ser alternativas viáveis para facilitar o planejamento das refeições e o consumo, evitando a recusa da refeição e complicações como engasgo aspiração ou asfixia durante a ingestão dos alimentos.

Fazer as refeições em local agradável

O ambiente onde a refeição é consumida deve:

• Estar limpo;

• Ser arejado;

• Apresentar boa luminosidade;

•Ter mobiliário resistente e adequado: mesa com cantos arredondados, de preferência, cadeira com dois braços, sendo a altura da mesa compatível com a altura das cadeiras e da pessoa idosa;

• Ter espaço livre para a circulação das pessoas.

Usar tonalidades de cores que favoreçam boa reflexão de luz para o local de refeições, visto que o declínio visual é comum nas pessoas idosas. Para tornar esse ambiente ainda mais atrativo, usar elementos de decoração é uma opção viável, mas deve haver moderação para não desviar a atenção da pessoa idosa da alimentação.

Distribuir a alimentação diária em cinco ou seis refeições

Durante o dia, três refeições básicas devem ser feitas: desjejum, almoço e jantar, intercaladas com dois ou três pequenos lanches: colação (lanche leve pela manhã), lanche da tarde e ceia (lanche noturno leve). Esta distribuição estimula o funcionamento do intestino e evita que se coma fora de hora.

É importante estabelecer horários regulares para as refeições, com intervalos para atender às peculiaridades da fisiologia digestiva da pessoa idosa, considerando que sua digestão é mais lenta. O ajuste dos horários de refeição contribui para garantir o fornecimento de nutrientes e energia, maior conforto e apetite para a pessoa idosa.

Estimular o entrosamento social nos horários das refeições

É importante que a pessoa idosa possa ter companhia nas refeições. Sentar confortavelmente à mesa em companhia de outras pessoas sejam elas da família, amigos ou o próprio cuidador, proporciona mais prazer com a alimentação e favorece o apetite.

A falta de companhia na alimentação acaba contribuindo para que a pessoa idosa tenha menos preocupação com o tipo de alimento consumido e a tendência, nessa situação, é alimentar-se de maneira inadequada tanto do ponto de vista da qualidade, como da quantidade.

Na prática, nem todas as famílias conseguem manter o vínculo em todas as refeições do dia, por causa das atribuições de trabalho ou de outras atividades executadas. O mais importante é a família eleger a refeição do dia em que todos ou quase todos estarão presentes e sentados à mesa e, nos finais de semana, o convívio social à mesa pode ser maior. Se o cuidador mora com a pessoa idosa, ele poderá fazer-lhe companhia em uma ou outra refeição do dia.

Desestimular o uso de sal e açúcar à mesa

Com o passar dos anos, ocorrem mudanças naturais na intensidade de percepção do sabor, portanto a tendência da pessoa idosa é adicionar mais açúcar, sal e outros condimentos para temperar os alimentos até alcançar um sabor que agrada ao paladar, o que pode acabar representando um abuso na quantidade.

A orientação para evitar o uso desses alimentos à mesa contribui para o controle do consumo de sal e de açúcar.

Uma mastigação adequada dos alimentos associada aos cuidados freqüentes com a higiene da boca, incluindo a escovação da língua, ajuda a perceber melhor o sabor dos alimentos, evitando o exagero no uso dos temperos.

A adição de outros temperos como cheiro verde, alho, cebola e ervas, pode ajudar a diminuir a utilização de sal no preparo dos alimentos, contribuindo para a redução do seu consumo. As pessoas acabam por se acostumar ao sabor dos alimentos preparados com pouco sal, mas isso leva algum tempo. Essa informação deve ser discutida com a pessoa idosa para ajudá-la na redução do consumo de sal.

Orientar a pessoa idosa a comer devagar, mastigando bem os alimentos

A digestão inicia na boca. Mastigar adequadamente os alimentos estimula a produção de saliva e mantém os alimentos em contato com a superfície da língua por mais tempo, favorecendo a percepção do sabor. Facilita tanto a digestão mecânica, feita pelos dentes ou pela prótese dentária, como a enzimática, pelo contato e atuação da saliva nos alimentos.
A mastigação adequada também contribui para diminuir a sensação de fome, no caso de pessoas idosas que precisam reduzir a quantidade de alimentos ingeridos.

Cuidar bem da saúde bucal, favorecendo o prazer à mesa

As condições de saúde bucal influenciam na auto-estima, na fala, na percepção do paladar, na digestão e na deglutição.
A higiene correta da boca, após as refeições, é uma conduta que precisa ser reforçada com a pessoa idosa para favorecer a saúde bucal.
O cuidado com a saúde bucal auxilia na preservação da capacidade mastigatória, evitando que as refeições sejam restritas a alimentos facilmente mastigáveis.
A capacidade mastigatória da pessoa idosa interfere na seleção dos alimentos e na maneira de prepará-los. Assim, a preservação da saúde bucal permite maior flexibilidade no planejamento das refeições e mais prazer com a alimentação.

Manter o hábito de visitar regularmente o dentista permite que sejam verificadas as condições da boca, bem como a funcionalidade das próteses dentárias (sua vida útil) e a conduta mais adequada, visando à preservação da capacidade mastigatória e da saúde bucal.

Estimular a busca e o consumo da água entre as refeições

A ingestão de líquidos pelas pessoas idosas precisa ser incentivada, pois são freqüentes os casos de desidratação.

O baixo consumo de água pelas pessoas idosas muitas vezes é justificado com base nas argumentações “não sinto sede”; “não gosto de água”; “água não tem gosto de nada”; “bebo chás e café no lugar da água”; “a posição do filtro me dificulta buscar a água, pois é muito alto para mim”.

A busca da água deve ser garantida, mesmo quando não houver manifestação de sede.

Portanto, a primeira estratégia é despertar a pessoa idosa para os benefícios que a água traz para a saúde (o intestino funciona melhor, mantém a boca mais úmida, mantém a hidratação do corpo, entre outras vantagens). Para incentivar a ingestão de água, é essencial que o ambiente facilite o acesso da pessoa idosa aos utensílios (caneca ou copo ou xícara) e ao filtro, estando tudo a uma altura adequada à desta pessoa.

É importante incentivar o consumo da água em pequenas quantidades, várias vezes ao dia, entre as refeições. Entretanto, em casos cuja recomendação médica restringe a ingestão de líquidos, a quantidade diária de água para a pessoa idosa deve ser calculada e sua ingestão monitorada.

Estar atento à temperatura de consumo dos alimentos

A temperatura em que os alimentos são consumidos é importante, especialmente na terceira idade.

Temperaturas muito quentes ou muito frias devem ser evitadas porque pode haver mais sensibilidade térmica, em função de mudanças que ocorrem nos tecidos da boca com o passar dos anos.

a. Alimentos consumidos quentes

Devem estar numa temperatura suportável para a pessoa idosa, não sendo excessivamente quentes, para evitar que queimem a boca.

b. Alimentos consumidos frios

Não se deve deixar o alimento resfriando por muito tempo antes de consumir para evitar que ocorram condições favoráveis para o crescimento de bactérias ou produção de toxinas que provocam doenças.
Para a pessoa idosa, alimentos como sorvetes ou tortas geladas devem ser retirados da geladeira um pouco antes do momento do consumo.Para uma conservação adequada dos alimentos mantidos na geladeira ou no freezer, é importante saber utilizar esses equipamentos, de forma a garantir o bom funcionamento para que a temperatura dos alimentos seja preservada.
Embora a temperatura fria ajude a conservar os alimentos por mais tempo, durante o armazenamento prolongado nessas condições, os produtos estão sujeitos a sofrer alterações que os tornam impróprios para consumo. Por isso, deve-se estar atento também à data de validade dos produtos mantidos sob refrigeração ou congelamento.

Saborear refeições saudáveis

No momento do consumo, as preparações selecionadas para compor o cardápio da pessoa idosa, além de atender aos princípios da alimentação saudável, devem ser apresentadas de forma atrativa à mesa.
A proposta é despertar o desejo de saborear refeições saudáveis e que gerem satisfação ao serem consumidas, pois o ato de se alimentar deve conferir prazer.
Estimular a variação da disposição dos alimentos nas travessas que serão levadas à mesa, assegurando a combinação de diferentes cores, texturas, tipos de cortes e de sabor, é uma das formas de evitar a monotonia alimentar.
Alimentar-se com prazer está associado ao aproveitamento da diversidade de alimentos, respeitando a acessibilidade e a cultura regional, a busca de novas receitas ou adaptação das disponíveis para adequar-se às peculiaridades de cada pessoa idosa, preservando as características sensoriais que motivam o consumo de uma refeição.

No próximo post, falaremos sobre:
- Orientações especiais para auxiliar a autonomia na alimentação, da pessoa idosa
- Fontes de pesquisa.
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Alimentação do Idoso - Por Silvia Masc (1 de 4)

Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar naturalmente algumas mudanças, que muitas vezes as pessoas demoram a perceber, mas que podem interferir na sua alimentação.

Tornar o ambiente da cozinha e o local de refeições mais adequado e agradável para conferir maior conforto, segurança e autonomia no dia-a-dia das pessoas idosas é uma medida que tem impacto positivo na auto-estima, no preparo das refeições e no estabelecimento do prazer à mesa.

Quando a pessoa idosa apresentar limitações para mastigar e engolir, a forma de preparo, a consistência, a textura, o tamanho dos alimentos e a quantidade que é levada à boca devem ser adaptados ao grau de limitação apresentado.

Nesses casos, moer, ralar, picar em pedaços menores pode ser alternativas viáveis para facilitar o planejamento das refeições e o consumo, evitando a recusa da refeição e complicações como engasgo aspiração ou asfixia durante a ingestão dos alimentos.

Fazer as refeições em local agradável

O ambiente onde a refeição é consumida deve:

• Estar limpo;

• Ser arejado;

• Apresentar boa luminosidade;

•Ter mobiliário resistente e adequado: mesa com cantos arredondados, de preferência, cadeira com dois braços, sendo a altura da mesa compatível com a altura das cadeiras e da pessoa idosa;

• Ter espaço livre para a circulação das pessoas.

Usar tonalidades de cores que favoreçam boa reflexão de luz para o local de refeições, visto que o declínio visual é comum nas pessoas idosas. Para tornar esse ambiente ainda mais atrativo, usar elementos de decoração é uma opção viável, mas deve haver moderação para não desviar a atenção da pessoa idosa da alimentação.

Distribuir a alimentação diária em cinco ou seis refeições

Durante o dia, três refeições básicas devem ser feitas: desjejum, almoço e jantar, intercaladas com dois ou três pequenos lanches: colação (lanche leve pela manhã), lanche da tarde e ceia (lanche noturno leve). Esta distribuição estimula o funcionamento do intestino e evita que se coma fora de hora.

É importante estabelecer horários regulares para as refeições, com intervalos para atender às peculiaridades da fisiologia digestiva da pessoa idosa, considerando que sua digestão é mais lenta. O ajuste dos horários de refeição contribui para garantir o fornecimento de nutrientes e energia, maior conforto e apetite para a pessoa idosa.

Estimular o entrosamento social nos horários das refeições

É importante que a pessoa idosa possa ter companhia nas refeições. Sentar confortavelmente à mesa em companhia de outras pessoas sejam elas da família, amigos ou o próprio cuidador, proporciona mais prazer com a alimentação e favorece o apetite.

A falta de companhia na alimentação acaba contribuindo para que a pessoa idosa tenha menos preocupação com o tipo de alimento consumido e a tendência, nessa situação, é alimentar-se de maneira inadequada tanto do ponto de vista da qualidade, como da quantidade.

Na prática, nem todas as famílias conseguem manter o vínculo em todas as refeições do dia, por causa das atribuições de trabalho ou de outras atividades executadas. O mais importante é a família eleger a refeição do dia em que todos ou quase todos estarão presentes e sentados à mesa e, nos finais de semana, o convívio social à mesa pode ser maior. Se o cuidador mora com a pessoa idosa, ele poderá fazer-lhe companhia em uma ou outra refeição do dia.

Desestimular o uso de sal e açúcar à mesa

Com o passar dos anos, ocorrem mudanças naturais na intensidade de percepção do sabor, portanto a tendência da pessoa idosa é adicionar mais açúcar, sal e outros condimentos para temperar os alimentos até alcançar um sabor que agrada ao paladar, o que pode acabar representando um abuso na quantidade.

A orientação para evitar o uso desses alimentos à mesa contribui para o controle do consumo de sal e de açúcar.

Uma mastigação adequada dos alimentos associada aos cuidados freqüentes com a higiene da boca, incluindo a escovação da língua, ajuda a perceber melhor o sabor dos alimentos, evitando o exagero no uso dos temperos.

A adição de outros temperos como cheiro verde, alho, cebola e ervas, pode ajudar a diminuir a utilização de sal no preparo dos alimentos, contribuindo para a redução do seu consumo. As pessoas acabam por se acostumar ao sabor dos alimentos preparados com pouco sal, mas isso leva algum tempo. Essa informação deve ser discutida com a pessoa idosa para ajudá-la na redução do consumo de sal.

Orientar a pessoa idosa a comer devagar, mastigando bem os alimentos

A digestão inicia na boca. Mastigar adequadamente os alimentos estimula a produção de saliva e mantém os alimentos em contato com a superfície da língua por mais tempo, favorecendo a percepção do sabor. Facilita tanto a digestão mecânica, feita pelos dentes ou pela prótese dentária, como a enzimática, pelo contato e atuação da saliva nos alimentos.
A mastigação adequada também contribui para diminuir a sensação de fome, no caso de pessoas idosas que precisam reduzir a quantidade de alimentos ingeridos.

Cuidar bem da saúde bucal, favorecendo o prazer à mesa

As condições de saúde bucal influenciam na auto-estima, na fala, na percepção do paladar, na digestão e na deglutição.
A higiene correta da boca, após as refeições, é uma conduta que precisa ser reforçada com a pessoa idosa para favorecer a saúde bucal.
O cuidado com a saúde bucal auxilia na preservação da capacidade mastigatória, evitando que as refeições sejam restritas a alimentos facilmente mastigáveis.
A capacidade mastigatória da pessoa idosa interfere na seleção dos alimentos e na maneira de prepará-los. Assim, a preservação da saúde bucal permite maior flexibilidade no planejamento das refeições e mais prazer com a alimentação.

Manter o hábito de visitar regularmente o dentista permite que sejam verificadas as condições da boca, bem como a funcionalidade das próteses dentárias (sua vida útil) e a conduta mais adequada, visando à preservação da capacidade mastigatória e da saúde bucal.

Estimular a busca e o consumo da água entre as refeições

A ingestão de líquidos pelas pessoas idosas precisa ser incentivada, pois são freqüentes os casos de desidratação.

O baixo consumo de água pelas pessoas idosas muitas vezes é justificado com base nas argumentações “não sinto sede”; “não gosto de água”; “água não tem gosto de nada”; “bebo chás e café no lugar da água”; “a posição do filtro me dificulta buscar a água, pois é muito alto para mim”.

A busca da água deve ser garantida, mesmo quando não houver manifestação de sede.

Portanto, a primeira estratégia é despertar a pessoa idosa para os benefícios que a água traz para a saúde (o intestino funciona melhor, mantém a boca mais úmida, mantém a hidratação do corpo, entre outras vantagens). Para incentivar a ingestão de água, é essencial que o ambiente facilite o acesso da pessoa idosa aos utensílios (caneca ou copo ou xícara) e ao filtro, estando tudo a uma altura adequada à desta pessoa.

É importante incentivar o consumo da água em pequenas quantidades, várias vezes ao dia, entre as refeições. Entretanto, em casos cuja recomendação médica restringe a ingestão de líquidos, a quantidade diária de água para a pessoa idosa deve ser calculada e sua ingestão monitorada.

Estar atento à temperatura de consumo dos alimentos

A temperatura em que os alimentos são consumidos é importante, especialmente na terceira idade.

Temperaturas muito quentes ou muito frias devem ser evitadas porque pode haver mais sensibilidade térmica, em função de mudanças que ocorrem nos tecidos da boca com o passar dos anos.

a. Alimentos consumidos quentes

Devem estar numa temperatura suportável para a pessoa idosa, não sendo excessivamente quentes, para evitar que queimem a boca.

b. Alimentos consumidos frios

Não se deve deixar o alimento resfriando por muito tempo antes de consumir para evitar que ocorram condições favoráveis para o crescimento de bactérias ou produção de toxinas que provocam doenças.
Para a pessoa idosa, alimentos como sorvetes ou tortas geladas devem ser retirados da geladeira um pouco antes do momento do consumo.Para uma conservação adequada dos alimentos mantidos na geladeira ou no freezer, é importante saber utilizar esses equipamentos, de forma a garantir o bom funcionamento para que a temperatura dos alimentos seja preservada.
Embora a temperatura fria ajude a conservar os alimentos por mais tempo, durante o armazenamento prolongado nessas condições, os produtos estão sujeitos a sofrer alterações que os tornam impróprios para consumo. Por isso, deve-se estar atento também à data de validade dos produtos mantidos sob refrigeração ou congelamento.

Saborear refeições saudáveis

No momento do consumo, as preparações selecionadas para compor o cardápio da pessoa idosa, além de atender aos princípios da alimentação saudável, devem ser apresentadas de forma atrativa à mesa.
A proposta é despertar o desejo de saborear refeições saudáveis e que gerem satisfação ao serem consumidas, pois o ato de se alimentar deve conferir prazer.
Estimular a variação da disposição dos alimentos nas travessas que serão levadas à mesa, assegurando a combinação de diferentes cores, texturas, tipos de cortes e de sabor, é uma das formas de evitar a monotonia alimentar.
Alimentar-se com prazer está associado ao aproveitamento da diversidade de alimentos, respeitando a acessibilidade e a cultura regional, a busca de novas receitas ou adaptação das disponíveis para adequar-se às peculiaridades de cada pessoa idosa, preservando as características sensoriais que motivam o consumo de uma refeição.

No próximo post, falaremos sobre:
- Orientações especiais para auxiliar a autonomia na alimentação, da pessoa idosa
- Fontes de pesquisa.
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outubro 19, 2010

Educação Nutricional Para Idosos

 clip_image003Em 2025, haverá, no mundo, mais de 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, e no Brasil a estimativa é de que, nesse mesmo ano, 34 milhões de pessoas serão idosas..

Todos esses dados nos levam a pensar na importância da qualidade de vida para essa população que enfrenta modificações em sua saúde física, com alterações fisiológicas naturais do envelhecimento, como diminuição da mobilidade, aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e doenças cardiovasculares, diminuição da autonomia e da necessidade energética, além da perda de dentes, dificuldades na deglutição, diminuição do paladar, olfato e apetite, que podem causar sérios problemas nutricionais quando não acompanhados com cuidado.
.

Para que esses idosos possam envelhecer e viver com saúde e evitar carências nutricionais que possam levar a maiores conseqüências em sua saúde e qualidade de vida, a educação nutricional é de extrema importância, trabalhando principalmente nos aspectos que podem causar maiores riscos à saúde desses idosos. Para que ela seja efetiva, o acompanhamento por parte da família e dos cuidadores se torna fundamental.
.
Vários estudos comprovam que a educação nutricional para idosos é capaz de prevenir deficiências e doenças, além de gerar mudanças biopsicossociais satisfatórias nestas pessoas.
.
E como é feita essa educação nutricional? Em primeiro lugar é importante que cuidadores e a família tenham sensibilidade em perceber quais são as dificuldades apresentadas pelo idoso ao se alimentar. Devido ao risco aumentado ou até mesmo o desenvolvimento de hipertensão, diabetes ou outras doenças cardiovasculares que são mais comuns nessa faixa etária, é importante evitar alimentos com excesso de sal ou temperos com elevado teor de sódio.

O idoso apresenta uma leve inapetência que pode ser causada pela perda parcial do paladar, e nesses casos é importante trabalhar com ervas frescas ou secas naturais, temperos naturais como alho, cebola, açafrão, gengibre, limão, e ervas aromáticas.

Evitar o consumo excessivo de açúcar estimulando o consumo de frutas in natura e adequadas à capacidade de mastigação e deglutição. Modificações na consistência desses alimentos tem se tornado uma prática eficaz, como cozinhar ou assar frutas com especiarias, como canela e cravo, que dão a sensação de estar ingerindo alguma preparação doce.

Oferecer hortaliças cozidas é uma estratégia eficaz para se aumentar o consumo de fibras.
Oferecer vitaminas e alimentos líquidos com maior consistência também auxilia o idoso na deglutição,
elevando ao aumento do consumo alimentar para aqueles que estão com alguma dificuldade em se alimentar.

É importante sempre se lembrar que o consumo de gorduras e açúcares simples deve ser reduzido e deve haver estimulo ao consumo de frutas, hortaliças, fibras, água, carboidratos, proteínas e gorduras benéficas através de alimentos coloridos, de boa aparência, aroma e sabor, e com refeições feitas em lugares tranqüilos e com calma.
.
Além disso, estimular o idoso a participar do processo de preparo de suas refeições auxilia no estimulo e aumento do interesse pela refeição, além de gerar conhecimento sobre os alimentos, sua forma de preparo e os benefícios que eles podem causar. Dessa forma, oficinas que ensinam preparações com baixo custo e elevado valor nutricional adaptadas às pessoas dessa idade também são uma estratégia eficaz na educação nutricional, levando a momentos de prazer e autoconhecimento através de práticas simples como degustação e discussão dessas receitas e seus benefícios.
.
Quando se trata de idosos, o mais importante é se lembrar que o principal foco do trabalho deve ser no aumento da qualidade de vida, saúde e bem estar dessas pessoas, para que elas possam usufruir sua velhice com alegria, vigor e disposição. Nesse aspecto, a nutrição tem um papel fundamental no prolongamento de uma vida saudável, pois colabora na prevenção de doenças e aumento da saúde, além do prazer, conforto, bem-estar e equilíbrio.

Fonte: Nutricionista Jamila Vital 


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Educação Nutricional Para Idosos

 clip_image003Em 2025, haverá, no mundo, mais de 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, e no Brasil a estimativa é de que, nesse mesmo ano, 34 milhões de pessoas serão idosas..

Todos esses dados nos levam a pensar na importância da qualidade de vida para essa população que enfrenta modificações em sua saúde física, com alterações fisiológicas naturais do envelhecimento, como diminuição da mobilidade, aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e doenças cardiovasculares, diminuição da autonomia e da necessidade energética, além da perda de dentes, dificuldades na deglutição, diminuição do paladar, olfato e apetite, que podem causar sérios problemas nutricionais quando não acompanhados com cuidado.
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Para que esses idosos possam envelhecer e viver com saúde e evitar carências nutricionais que possam levar a maiores conseqüências em sua saúde e qualidade de vida, a educação nutricional é de extrema importância, trabalhando principalmente nos aspectos que podem causar maiores riscos à saúde desses idosos. Para que ela seja efetiva, o acompanhamento por parte da família e dos cuidadores se torna fundamental.
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Vários estudos comprovam que a educação nutricional para idosos é capaz de prevenir deficiências e doenças, além de gerar mudanças biopsicossociais satisfatórias nestas pessoas.
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E como é feita essa educação nutricional? Em primeiro lugar é importante que cuidadores e a família tenham sensibilidade em perceber quais são as dificuldades apresentadas pelo idoso ao se alimentar. Devido ao risco aumentado ou até mesmo o desenvolvimento de hipertensão, diabetes ou outras doenças cardiovasculares que são mais comuns nessa faixa etária, é importante evitar alimentos com excesso de sal ou temperos com elevado teor de sódio.

O idoso apresenta uma leve inapetência que pode ser causada pela perda parcial do paladar, e nesses casos é importante trabalhar com ervas frescas ou secas naturais, temperos naturais como alho, cebola, açafrão, gengibre, limão, e ervas aromáticas.

Evitar o consumo excessivo de açúcar estimulando o consumo de frutas in natura e adequadas à capacidade de mastigação e deglutição. Modificações na consistência desses alimentos tem se tornado uma prática eficaz, como cozinhar ou assar frutas com especiarias, como canela e cravo, que dão a sensação de estar ingerindo alguma preparação doce.

Oferecer hortaliças cozidas é uma estratégia eficaz para se aumentar o consumo de fibras.
Oferecer vitaminas e alimentos líquidos com maior consistência também auxilia o idoso na deglutição,
elevando ao aumento do consumo alimentar para aqueles que estão com alguma dificuldade em se alimentar.

É importante sempre se lembrar que o consumo de gorduras e açúcares simples deve ser reduzido e deve haver estimulo ao consumo de frutas, hortaliças, fibras, água, carboidratos, proteínas e gorduras benéficas através de alimentos coloridos, de boa aparência, aroma e sabor, e com refeições feitas em lugares tranqüilos e com calma.
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Além disso, estimular o idoso a participar do processo de preparo de suas refeições auxilia no estimulo e aumento do interesse pela refeição, além de gerar conhecimento sobre os alimentos, sua forma de preparo e os benefícios que eles podem causar. Dessa forma, oficinas que ensinam preparações com baixo custo e elevado valor nutricional adaptadas às pessoas dessa idade também são uma estratégia eficaz na educação nutricional, levando a momentos de prazer e autoconhecimento através de práticas simples como degustação e discussão dessas receitas e seus benefícios.
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Quando se trata de idosos, o mais importante é se lembrar que o principal foco do trabalho deve ser no aumento da qualidade de vida, saúde e bem estar dessas pessoas, para que elas possam usufruir sua velhice com alegria, vigor e disposição. Nesse aspecto, a nutrição tem um papel fundamental no prolongamento de uma vida saudável, pois colabora na prevenção de doenças e aumento da saúde, além do prazer, conforto, bem-estar e equilíbrio.

Fonte: Nutricionista Jamila Vital 


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