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julho 29, 2010

Idosos que comem peixe têm menor risco de problemas oculares, diz estudo

Idosos que comem peixes gordurosos pelo menos uma vez por semana podem ter menor risco de perda severa da visão provocada por degeneração macular relacionada à idade (DMRI), sugere um novo estudo.
Os resultados, relatados na revista Ophthalmology, não provam que consumir peixe diminua o risco de desenvolver estágios avançados de degeneração macular ligada à velhice. 

Mas o estudo comprova evidências de estudos anteriores que mostram que os consumidores de peixes tendem a ter taxas mais baixas do problema que pessoas que raramente comem esse tipo de carne.
Os pesquisadores também apoiam a teoria de que os ácidos graxos ômega 3 - encontrados em maior quantidade nos peixes 'gordos', como salmão, cavala e atum branco - podem afetar o desenvolvimento ou a progressão da DMRI. 

A doença é causada pelo crescimento anormal dos vasos sanguíneos atrás da retina ou por uma avaria nas células sensíveis dentro da retina, o que pode causar deficiência visual grave. A DMRI é a principal causa de cegueira em idosos.
Ainda não há cura para a doença, mas certos tratamentos podem prevenir ou retardar a perda visual grave.
Um teste clínico do governo americano descobriu que uma combinação específica de alta dose de antioxidantes - vitaminas C e E, betacaroteno e zinco - pode retardar a progressão da DMRI em fase intermediária. Atualmente, os médicos têm prescrito essa dieta para os pacientes.
Se peixe ou suplementos como ômega 3 podem parar a progressão da degeneração macular ainda não está claro. Mas um teste nos EUA está avaliando se adicionar óleo de peixe e antioxidantes luteína e zeaxantina à dieta original pode trazer benefícios adicionais. 

Para o estudo atual, Bonnielin K. Swenor e colegas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, analisaram dados de 2.520 adultos com idades entre 65 e 84 anos que se submeteram a exames oftalmológicos e preencheram questionários detalhados sobre a dieta que mantêm.
Quinze por cento apresentavam estágio inicial ou intermediário de DMRI, enquanto pouco menos de 3% estavam em estágio avançado da doença. 

A equipe de Bonnielin não encontrou relação clara entre o consumo de peixe dos participantes e os risco da doença. No entanto, havia uma ligação entre a maior ingestão de peixes ricos em ômega 3 e as chances de DMRI avançada. 

Os participantes do estudo que consumiam uma ou mais porções desses peixes por semana eram 60% menos propensos a ter degeneração macular avançada do que aqueles que ingeriam, em média, menos de uma porção por semana.
Fatores como sexo, raça e hábitos como tabagismo também foram levados em conta. Mulheres parecem ter maior risco de DMRI que os homens, enquanto os brancos têm maior probabilidade que os afroamericanos; assim como fumantes em relação aos não-fumantes. 

Ainda assim, os resultados não provam que os peixes ricos em ômega 3 concedem esse benefício.
"Embora a pesquisa atual indique que uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3 pode reduzir o risco de DMRI tardia em alguns pacientes, novas pesquisas ainda são necessárias", disse Bonnielin por e-mail.
Ela salientou que esse estudo foi "transversal", o que significa que os participantes foram avaliados em um determinado período, em vez de serem acompanhados por um longo tempo, para ver se os consumidores de peixe eram menos propensos a desenvolver DMRI. Portanto, não é claro se os hábitos alimentares precederam o desenvolvimento da doença ocular. 

O estudo também contou com a memória das pessoas para recordar e relatar seus hábitos alimentares, método que está sujeito a erro.
Também não está claro, disse Bonnielin, por que o maior consumo de peixes ricos em ômega 3 estaria relacionado a um menor risco de DMRI avançada, mas não em estágios mais iniciais.
Por enquanto, ela sugere que pessoas com a doença discutam suas "opções alimentares" com o oftalmologista.
Em geral, no entanto, comer peixes regularmente é considerado um hábito saudável. A American Heart Association, por exemplo, recomenda que todos os adultos consumam peixe, de preferência variedades gordurosas, pelo menos duas vezes por semana, para potenciais benefícios à saúde do coração.


Ácidos graxos como ômega 3, são encontrados no salmão no atum branco e na cavala.

Fonte: Estadão


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Idosos que comem peixe têm menor risco de problemas oculares, diz estudo

Idosos que comem peixes gordurosos pelo menos uma vez por semana podem ter menor risco de perda severa da visão provocada por degeneração macular relacionada à idade (DMRI), sugere um novo estudo.
Os resultados, relatados na revista Ophthalmology, não provam que consumir peixe diminua o risco de desenvolver estágios avançados de degeneração macular ligada à velhice. 

Mas o estudo comprova evidências de estudos anteriores que mostram que os consumidores de peixes tendem a ter taxas mais baixas do problema que pessoas que raramente comem esse tipo de carne.
Os pesquisadores também apoiam a teoria de que os ácidos graxos ômega 3 - encontrados em maior quantidade nos peixes 'gordos', como salmão, cavala e atum branco - podem afetar o desenvolvimento ou a progressão da DMRI. 

A doença é causada pelo crescimento anormal dos vasos sanguíneos atrás da retina ou por uma avaria nas células sensíveis dentro da retina, o que pode causar deficiência visual grave. A DMRI é a principal causa de cegueira em idosos.
Ainda não há cura para a doença, mas certos tratamentos podem prevenir ou retardar a perda visual grave.
Um teste clínico do governo americano descobriu que uma combinação específica de alta dose de antioxidantes - vitaminas C e E, betacaroteno e zinco - pode retardar a progressão da DMRI em fase intermediária. Atualmente, os médicos têm prescrito essa dieta para os pacientes.
Se peixe ou suplementos como ômega 3 podem parar a progressão da degeneração macular ainda não está claro. Mas um teste nos EUA está avaliando se adicionar óleo de peixe e antioxidantes luteína e zeaxantina à dieta original pode trazer benefícios adicionais. 

Para o estudo atual, Bonnielin K. Swenor e colegas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, analisaram dados de 2.520 adultos com idades entre 65 e 84 anos que se submeteram a exames oftalmológicos e preencheram questionários detalhados sobre a dieta que mantêm.
Quinze por cento apresentavam estágio inicial ou intermediário de DMRI, enquanto pouco menos de 3% estavam em estágio avançado da doença. 

A equipe de Bonnielin não encontrou relação clara entre o consumo de peixe dos participantes e os risco da doença. No entanto, havia uma ligação entre a maior ingestão de peixes ricos em ômega 3 e as chances de DMRI avançada. 

Os participantes do estudo que consumiam uma ou mais porções desses peixes por semana eram 60% menos propensos a ter degeneração macular avançada do que aqueles que ingeriam, em média, menos de uma porção por semana.
Fatores como sexo, raça e hábitos como tabagismo também foram levados em conta. Mulheres parecem ter maior risco de DMRI que os homens, enquanto os brancos têm maior probabilidade que os afroamericanos; assim como fumantes em relação aos não-fumantes. 

Ainda assim, os resultados não provam que os peixes ricos em ômega 3 concedem esse benefício.
"Embora a pesquisa atual indique que uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3 pode reduzir o risco de DMRI tardia em alguns pacientes, novas pesquisas ainda são necessárias", disse Bonnielin por e-mail.
Ela salientou que esse estudo foi "transversal", o que significa que os participantes foram avaliados em um determinado período, em vez de serem acompanhados por um longo tempo, para ver se os consumidores de peixe eram menos propensos a desenvolver DMRI. Portanto, não é claro se os hábitos alimentares precederam o desenvolvimento da doença ocular. 

O estudo também contou com a memória das pessoas para recordar e relatar seus hábitos alimentares, método que está sujeito a erro.
Também não está claro, disse Bonnielin, por que o maior consumo de peixes ricos em ômega 3 estaria relacionado a um menor risco de DMRI avançada, mas não em estágios mais iniciais.
Por enquanto, ela sugere que pessoas com a doença discutam suas "opções alimentares" com o oftalmologista.
Em geral, no entanto, comer peixes regularmente é considerado um hábito saudável. A American Heart Association, por exemplo, recomenda que todos os adultos consumam peixe, de preferência variedades gordurosas, pelo menos duas vezes por semana, para potenciais benefícios à saúde do coração.


Ácidos graxos como ômega 3, são encontrados no salmão no atum branco e na cavala.

Fonte: Estadão


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julho 07, 2010

Subnutrição é fator de risco de morte em idosos.

Minha mãe tem 89 anos, estávamos observando que a cada dia, ela ingeria uma quantidade menor de alimentos, fato preocupante considerando que ela tem diabete e não pode manter intervalos grandes  entre as refeições, quando isso acontece ela passa a ter tremores.
Consultamos uma nutricionista e nos foi explicado que a diminuição na ingesta de alimentos, é um fator normal nos idosos.

Os dentes não trituram como antes, porque perdem “o corte”, então eles aumentam o número de vezes que mastigam, dando assim uma sensação de saciez,já que o suco gástrico também diminui.


Passamos então a oferecer alimentos mais moles, carne moída,  vegetais cozidos, ou ralados quando crús, peixes sem espinhas, frango desfiado, purês de batata, de cenoura, de mandioquinha, gelatinas, vitaminas de frutas e sucos, frutas mais moles, mingau de aveia e o arroz está sendo mais cozido.
Foi prescrito também um suplemento alimentar para os dias que ela se sente mais inapetente. Está dando resultados, ela se sente mais disposta e alegre, e até ganhou mais peso, estava muito magrinha.

A única coisa que ela não aceita, é pão umidecido no leite, disse ela – Enquanto eu puder, não quero perder a elegância... rs



Uma outra coisa que observamos, é que há dias, que ela precisa ser servida, e quando isso acontece, respeitamos as preferências dela, apontando e falando o nome do prato, perguntamos se ela aceita, colocamos porções pequenas, ela repete o prato, mas se colocamos o equivalente a essas 2 porções de uma só vez, ela olha, mexe remexe e come quase nada. 
Ficamos atentos também aos alimentos que alteram o intestino. 

Deixo as dicas porque lendo a notícia abaixo no jornal Estadão fiquei assustada com os percentuais apresentados, e o 2º. Parágrafo, me leva a crer, que a falta de informação é um fator importante, pode ser que não funcione para todos já que possuimos as nossas individualidades e devem ser respeitadas.  Considero importante que o cuidador, ou a família, observe atentamente a pessoa cuidada.

"Levantamento feito pela nutricionista Luciana Silva Ferreira, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), aponta que os idosos subnutridos têm 500% mais chances de morrer do que aqueles que não apresentam sintomas de falta de alimentação, segundo a agência de notícias da USP.

 Independente de outros fatores de risco, como renda insuficiente, fratura de quadril, depressão, tabagismo, força muscular reduzida, diabetes melito, doenças cardiovasculares e pulmonares, a subnutrição foi o fator mais fortemente associado ao óbito", disse Luciana.De acordo com a nutricionista, a subnutrição se destaca entre as doenças crônicas não transmissíveis por atuar tanto como causa como consequência de outras doenças".

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Subnutrição é fator de risco de morte em idosos.

Minha mãe tem 89 anos, estávamos observando que a cada dia, ela ingeria uma quantidade menor de alimentos, fato preocupante considerando que ela tem diabete e não pode manter intervalos grandes  entre as refeições, quando isso acontece ela passa a ter tremores.
Consultamos uma nutricionista e nos foi explicado que a diminuição na ingesta de alimentos, é um fator normal nos idosos.

Os dentes não trituram como antes, porque perdem “o corte”, então eles aumentam o número de vezes que mastigam, dando assim uma sensação de saciez,já que o suco gástrico também diminui.


Passamos então a oferecer alimentos mais moles, carne moída,  vegetais cozidos, ou ralados quando crús, peixes sem espinhas, frango desfiado, purês de batata, de cenoura, de mandioquinha, gelatinas, vitaminas de frutas e sucos, frutas mais moles, mingau de aveia e o arroz está sendo mais cozido.
Foi prescrito também um suplemento alimentar para os dias que ela se sente mais inapetente. Está dando resultados, ela se sente mais disposta e alegre, e até ganhou mais peso, estava muito magrinha.

A única coisa que ela não aceita, é pão umidecido no leite, disse ela – Enquanto eu puder, não quero perder a elegância... rs



Uma outra coisa que observamos, é que há dias, que ela precisa ser servida, e quando isso acontece, respeitamos as preferências dela, apontando e falando o nome do prato, perguntamos se ela aceita, colocamos porções pequenas, ela repete o prato, mas se colocamos o equivalente a essas 2 porções de uma só vez, ela olha, mexe remexe e come quase nada. 
Ficamos atentos também aos alimentos que alteram o intestino. 

Deixo as dicas porque lendo a notícia abaixo no jornal Estadão fiquei assustada com os percentuais apresentados, e o 2º. Parágrafo, me leva a crer, que a falta de informação é um fator importante, pode ser que não funcione para todos já que possuimos as nossas individualidades e devem ser respeitadas.  Considero importante que o cuidador, ou a família, observe atentamente a pessoa cuidada.

"Levantamento feito pela nutricionista Luciana Silva Ferreira, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), aponta que os idosos subnutridos têm 500% mais chances de morrer do que aqueles que não apresentam sintomas de falta de alimentação, segundo a agência de notícias da USP.

 Independente de outros fatores de risco, como renda insuficiente, fratura de quadril, depressão, tabagismo, força muscular reduzida, diabetes melito, doenças cardiovasculares e pulmonares, a subnutrição foi o fator mais fortemente associado ao óbito", disse Luciana.De acordo com a nutricionista, a subnutrição se destaca entre as doenças crônicas não transmissíveis por atuar tanto como causa como consequência de outras doenças".

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