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outubro 15, 2008

O Professor sempre está errado (desconheço o autor (a)



Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"

Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!Parabéns Professores!

O Professor sempre está errado (desconheço o autor (a)



Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"

Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!Parabéns Professores!

setembro 30, 2008

Idoso ou Velho?

Como diz meu pai, quando é posta em dúvida a sua capacidade de exercer quaisquer atividade; - Eu sou Idoso, não Velho!

Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.

A idade causa degeneração das células;
A velhice causa degeneração do espírito.

Você é idoso quando ainda sonha,
Você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende,
Você é velho quando já nem ensina.

O idoso se renova a cada dia que começa,
O velho se acaba a cada noite que termina.

O idoso tem planos,
O velho só tem saudades.

O idoso tem seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e a esperança se ilumina.


Adaptado de um texto de Jorge J. de Jesus Ricardo
do Blog Anis com Canela da Suelly Marquez, leitora do
Espaço Melhor Idade

(Me desculpem os leitores, por razões técnicas, apenas agora no final do dia consegui colocar o post, de hoje)

Idoso ou Velho?

Como diz meu pai, quando é posta em dúvida a sua capacidade de exercer quaisquer atividade; - Eu sou Idoso, não Velho!

Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.

A idade causa degeneração das células;
A velhice causa degeneração do espírito.

Você é idoso quando ainda sonha,
Você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende,
Você é velho quando já nem ensina.

O idoso se renova a cada dia que começa,
O velho se acaba a cada noite que termina.

O idoso tem planos,
O velho só tem saudades.

O idoso tem seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e a esperança se ilumina.


Adaptado de um texto de Jorge J. de Jesus Ricardo
do Blog Anis com Canela da Suelly Marquez, leitora do
Espaço Melhor Idade

(Me desculpem os leitores, por razões técnicas, apenas agora no final do dia consegui colocar o post, de hoje)

setembro 18, 2008

Domingo, dia 21/set/2008, o Dia Internacional de Vigília pela Paz





No Brasil, a PAX é responsável por organizar e celebrar este dia há 6 anos.
USE roupa branca o dia todo, onde você estiver, em sinal de UNIÃO ENTRE OS POVOS.
NÃO-VIOLÊNCIA, CESSAR FOGO E DA PAZ PLANETÁRIA.
Acenda uma vela pela PAZ, faça a sua Oração pela PAZ, vista-se de branco o dia todo - 21/set e SEJA A PAZ.



Domingo, dia 21/set/2008, o Dia Internacional de Vigília pela Paz será observado por milhares de religiões e comunidades espirituais em igrejas, templos, mesquitas, parques públicos e casas particulares ao redor do planeta, apoiando o DIA INTERNACIONAL DA PAZ E CESSAR FOGO GLOBAL, designado pela ONU. Em 1981, a Assembléia geral da ONU estabeleceu o Dia Internacional da PAZ e escolheu 21/setembro para esta data.
A intenção deste dia é fazer com que o mundo todo pare em 21/set e observe que é momento de 'cessar fogo e de não violência.' A visão da resolução da ONU para o Dia Internacional da Paz é : Construir PAZ um dia por vez.

Domingo, dia 21/set/2008, o Dia Internacional de Vigília pela Paz





No Brasil, a PAX é responsável por organizar e celebrar este dia há 6 anos.
USE roupa branca o dia todo, onde você estiver, em sinal de UNIÃO ENTRE OS POVOS.
NÃO-VIOLÊNCIA, CESSAR FOGO E DA PAZ PLANETÁRIA.
Acenda uma vela pela PAZ, faça a sua Oração pela PAZ, vista-se de branco o dia todo - 21/set e SEJA A PAZ.



Domingo, dia 21/set/2008, o Dia Internacional de Vigília pela Paz será observado por milhares de religiões e comunidades espirituais em igrejas, templos, mesquitas, parques públicos e casas particulares ao redor do planeta, apoiando o DIA INTERNACIONAL DA PAZ E CESSAR FOGO GLOBAL, designado pela ONU. Em 1981, a Assembléia geral da ONU estabeleceu o Dia Internacional da PAZ e escolheu 21/setembro para esta data.
A intenção deste dia é fazer com que o mundo todo pare em 21/set e observe que é momento de 'cessar fogo e de não violência.' A visão da resolução da ONU para o Dia Internacional da Paz é : Construir PAZ um dia por vez.

agosto 12, 2008

Hoje é dia de comemoração. Nos 2 meses de vida: 1006 visitas ao Blog.






OBRIGADA À TODOS VOCÊS DE:


Americana Imbituba Rio de Janeiro
Apucarana Indaiatuba Salvador
Aracaju Itajuba Santa Maria
Barretos Joao Pessoa Santo Andre
Belem Jundiai Santos
Belo Horizonte Limeira Sao Caetano Do Sul
Blumenau Londrina Sao Jose Dos Campos
Braganca Paulista Lorena Sao Luis
Brasilia Maceio Sao Paulo
Brasilia Manaus Sao Vicente
Campinas Montes Claros Sete Lagoas
Campo Grande Nova Iguacu Sorocaba
Cascavel Osasco Suzano
Caxias Do Sul Passos Taubate
Cuiaba Paulinia Teresina
Curitiba Piracicaba Uberlandia
Florianopolis Pocos de Caldas Vila Velha
Fortaleza Porto Alegre Vitoria
Goiania Porto Velho
Guarulhos Recife
Hortolandia Ribeirao Preto


ARGENTINA, BOLÍVIA, CANADÁ, CHILE, CHINA, GERMANY, ISRAEL, NORWAY, PALESTINIAN TERRITORY, PORTUGAL, SINGAPORE, SPAIN, SWEDEN, SWITZERLAND, TAWAN, UNITED KINGDON, USA E VIETNAM.



clique na imagem, se quiser ampliar

Hoje é dia de comemoração. Nos 2 meses de vida: 1006 visitas ao Blog.






OBRIGADA À TODOS VOCÊS DE:


Americana Imbituba Rio de Janeiro
Apucarana Indaiatuba Salvador
Aracaju Itajuba Santa Maria
Barretos Joao Pessoa Santo Andre
Belem Jundiai Santos
Belo Horizonte Limeira Sao Caetano Do Sul
Blumenau Londrina Sao Jose Dos Campos
Braganca Paulista Lorena Sao Luis
Brasilia Maceio Sao Paulo
Brasilia Manaus Sao Vicente
Campinas Montes Claros Sete Lagoas
Campo Grande Nova Iguacu Sorocaba
Cascavel Osasco Suzano
Caxias Do Sul Passos Taubate
Cuiaba Paulinia Teresina
Curitiba Piracicaba Uberlandia
Florianopolis Pocos de Caldas Vila Velha
Fortaleza Porto Alegre Vitoria
Goiania Porto Velho
Guarulhos Recife
Hortolandia Ribeirao Preto


ARGENTINA, BOLÍVIA, CANADÁ, CHILE, CHINA, GERMANY, ISRAEL, NORWAY, PALESTINIAN TERRITORY, PORTUGAL, SINGAPORE, SPAIN, SWEDEN, SWITZERLAND, TAWAN, UNITED KINGDON, USA E VIETNAM.



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julho 26, 2008

26 de Julho - Dia da vovó

Beijos do Espaço Melhor Idade para todas vocês!

O cheiro de bolo quente, pão de queijo e outros quitutes estão gravados em nossa memória, mesmo que nunca tenhamos convivido com nossa vovó. Isso se explica pela imagem da vovó tradicional, já tão arraigada em nossa mente.

A figura da vovó está, geralmente, associada a uma cadeira de balanço, óculos redondos e tricô. Durante muitos e muitos anos, esse estereótipo ficou gravado em nossa memória: a bondosa velhinha, contadora de lindas histórias e preparadora de deliciosos quitutes.Mas seja qual for o estilo de vovó, moderna ou não, elas estarão sempre vivas em nossos corações.

Com o passar dos anos, essa tradicional vovó foi sendo substituída por outra mais atual. A vovó moderna também desenvolve outras atividades fora do lar. Ela trabalha em lojas, fábricas, escolas, repartições públicas, enfim, ela participa da economia do país. Essa mudança parece simples, mas romper com as tradições não é nada fácil.

As vovós de hoje lutaram para conquistar esse espaço na sociedade. O amor pelos netos não diminuiu, mas sua auto-estima é que aumentou. As vovós modernas sabem que a saúde mental de uma pessoa também depende do lazer e do trabalho, por isso conciliam família a uma vida social mais ativa (visita a amigas, voluntariado em obras sociais etc.). Mas essa modernidade não atinge todas as vovós.

Ainda há muitas tradicionais que optaram por apenas cuidar dos netos. Sem dúvida alguma, o papel que elas desempenham é muito importante, porque desta maneira, suas noras e filhas podem trabalhar tranqüilas, cientes de que seus filhos não poderiam estar em mãos melhores.

Dizem que ser vovó é ser mãe duas vezes, com a vantagem de terem o direito de "estragar" os netos, mimando-os mais do que o necessário. Mas as vovós também ajudam a educar as crianças e a resolver problemas práticos como buscar o neto na escola ou algo parecido. Quem já não desejou um dia estar deitada no colo da vovó recebendo dela um cafuné ou uma palavra de carinho?

Amá-las e respeitá-las, significa celebrar diáriamente a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria.

26 de Julho - Dia da vovó

Beijos do Espaço Melhor Idade para todas vocês!

O cheiro de bolo quente, pão de queijo e outros quitutes estão gravados em nossa memória, mesmo que nunca tenhamos convivido com nossa vovó. Isso se explica pela imagem da vovó tradicional, já tão arraigada em nossa mente.

A figura da vovó está, geralmente, associada a uma cadeira de balanço, óculos redondos e tricô. Durante muitos e muitos anos, esse estereótipo ficou gravado em nossa memória: a bondosa velhinha, contadora de lindas histórias e preparadora de deliciosos quitutes.Mas seja qual for o estilo de vovó, moderna ou não, elas estarão sempre vivas em nossos corações.

Com o passar dos anos, essa tradicional vovó foi sendo substituída por outra mais atual. A vovó moderna também desenvolve outras atividades fora do lar. Ela trabalha em lojas, fábricas, escolas, repartições públicas, enfim, ela participa da economia do país. Essa mudança parece simples, mas romper com as tradições não é nada fácil.

As vovós de hoje lutaram para conquistar esse espaço na sociedade. O amor pelos netos não diminuiu, mas sua auto-estima é que aumentou. As vovós modernas sabem que a saúde mental de uma pessoa também depende do lazer e do trabalho, por isso conciliam família a uma vida social mais ativa (visita a amigas, voluntariado em obras sociais etc.). Mas essa modernidade não atinge todas as vovós.

Ainda há muitas tradicionais que optaram por apenas cuidar dos netos. Sem dúvida alguma, o papel que elas desempenham é muito importante, porque desta maneira, suas noras e filhas podem trabalhar tranqüilas, cientes de que seus filhos não poderiam estar em mãos melhores.

Dizem que ser vovó é ser mãe duas vezes, com a vantagem de terem o direito de "estragar" os netos, mimando-os mais do que o necessário. Mas as vovós também ajudam a educar as crianças e a resolver problemas práticos como buscar o neto na escola ou algo parecido. Quem já não desejou um dia estar deitada no colo da vovó recebendo dela um cafuné ou uma palavra de carinho?

Amá-las e respeitá-las, significa celebrar diáriamente a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria.

junho 20, 2008

100 anos da chegada no Brasil dos Imigrantes Japoneses


'Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen' - Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje (Foto: Reprodução)
Com ou sem contradições, a data existe. 18 de junho de 1908 é considerado o marco da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Eles viajaram 52 dias no navio Kasato Maru e aportaram na cidade de Santos, em São Paulo. Reza a lenda que logo que os 781 imigrantes desembarcaram, fogos de artifício pipocavam no céu.
Na verdade, o barulho todo seria de rojões, tão tradicionais na época de festas juninas pelo país. A 'comemoração' logo deu lugar às dificuldades na adaptação com o clima, trabalho e costumes do Brasil.

As 165 famílias foram distribuídas em seis fazendas paulistas, a maioria de café. A pele e os rostos das mulheres ficavam vermelhos por conta da colheita, as mãos machucadas pelo trabalho. Muitas se revoltaram contra os maridos que aceitaram a 'aventura' de ir ganhar dinheiro do outro lado do mundo.

Os imigrantes realmente acreditavam que conseguiriam ficar ricos por aqui e voltar para o Japão tão logo fizessem suas economias. Ledo engano. As famílias mais acumulavam dívidas do que conseguiam ter lucro e o plano de ir embora ficou distante. O resultado da história é conhecido: a presença nipônica no Brasil não desapareceu, só cresceu e deixou suas marcas na cultura, culinária, economia e tantos outros pontos.

'Jeitinho' e contribuição japonesa
No Japão, o idioma e a escrita são originários da China e foram adaptados. A comida também tem grande influência chinesa. Palavras usadas atualmente, como 'resutoran' (restaurante), vêm de outras línguas (no exemplo, do inglês 'restaurant'). Ou seja, os japoneses também sabem dar um 'jeitinho' em alguns pontos de sua cultura.

Foi isso que eles também fizeram por aqui. Adaptaram seus costumes e tradições e hoje tomam saquê com sal ou comem arroz do tipo japonês ('gohan') com feijão. Na Amazônia, para se adequar ao solo, introduziram a plantação de pimenta-do-reino e da juta.

A contribuição dos japoneses na agricultura, com técnicas próprias, é das mais importantes na história da imigração. Os produtores hortifrutigranjeiros do Cinturão Verde, que fica a leste de São Paulo, são em sua maioria de origem nipônica.

Sushi e sashimi se popularizaram na mesa dos brasileiros.
Mas o ponto que tem sido o maior laço de integração entre Brasil-Japão nos últimos anos é a culinária. Os restaurantes japoneses chegam a ser comparados a churrascarias devido ao número de estabelecimentos.

A aversão ao peixe cru, que os imigrantes comiam no início do movimento migratório, hoje passa longe de muitos brasileiros. E, sim, também houve adaptação. No Japão, o tamanho do sashimi costuma ser maior e quando é feito na frente do cliente, é moldado de acordo com o tamanho de sua boca.

Nas artes e moda, nomes como Tomie Ohtake e Jum Nakao não soam mais tão estranhos aos ouvidos. Da mesma forma que os nomes de personagens de mangas e animes são pronunciados e citados como se fossem pessoas próximas dos fãs da cultura pop japonesa. O movimento inverso também acontece. Artistas, esportistas e muito da cultura brasileira chegam a ser tão cultuados no Japão quanto são por aqui. Samba e futebol nem é preciso comentar. Na leva, vêm a admiração e o fanatismo pelo cantor João Gilberto e tudo o que é música popular brasileira.


Dekasseguis
Japão no Brasil. Brasil no Japão. Os dois mundos existem nos dois países. São mais de 300 mil brasileiros vivendo em terras japonesas e trabalhando em fábricas. Em algumas cidades não parece que você está do outro lado do mundo: tem padaria, restaurante, lojas, escolas e bancos brasileiros.

O movimento dekassegui, que explodiu no começo dos anos 90 e é o inverso ao que os primeiros imigrantes fizeram em 1908, trouxe a oportunidade dos descendentes entenderem mais de onde vêm e como é a cultura que seus antepassados
trouxeram para cá. Ao mesmo tempo, aumentou o dilema sobre a identidade.

No Brasil, que tem olho puxado é japonês, mas quando um descendente vai ao Japão, ele é estrangeiro, não é um “legítimo”. Agora, da mesma forma que os imigrantes japoneses trouxeram e fincaram parte de sua cultura por aqui, os dekasseguis fazem isso por lá. Só que dessa vez esses costumes e tradições são mesclados com o que seus antepassados aprenderam no Brasil. É tudo uma grande e saudável mistura.

100 anos da chegada no Brasil dos Imigrantes Japoneses


'Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen' - Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje (Foto: Reprodução)
Com ou sem contradições, a data existe. 18 de junho de 1908 é considerado o marco da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Eles viajaram 52 dias no navio Kasato Maru e aportaram na cidade de Santos, em São Paulo. Reza a lenda que logo que os 781 imigrantes desembarcaram, fogos de artifício pipocavam no céu.
Na verdade, o barulho todo seria de rojões, tão tradicionais na época de festas juninas pelo país. A 'comemoração' logo deu lugar às dificuldades na adaptação com o clima, trabalho e costumes do Brasil.

As 165 famílias foram distribuídas em seis fazendas paulistas, a maioria de café. A pele e os rostos das mulheres ficavam vermelhos por conta da colheita, as mãos machucadas pelo trabalho. Muitas se revoltaram contra os maridos que aceitaram a 'aventura' de ir ganhar dinheiro do outro lado do mundo.

Os imigrantes realmente acreditavam que conseguiriam ficar ricos por aqui e voltar para o Japão tão logo fizessem suas economias. Ledo engano. As famílias mais acumulavam dívidas do que conseguiam ter lucro e o plano de ir embora ficou distante. O resultado da história é conhecido: a presença nipônica no Brasil não desapareceu, só cresceu e deixou suas marcas na cultura, culinária, economia e tantos outros pontos.

'Jeitinho' e contribuição japonesa
No Japão, o idioma e a escrita são originários da China e foram adaptados. A comida também tem grande influência chinesa. Palavras usadas atualmente, como 'resutoran' (restaurante), vêm de outras línguas (no exemplo, do inglês 'restaurant'). Ou seja, os japoneses também sabem dar um 'jeitinho' em alguns pontos de sua cultura.

Foi isso que eles também fizeram por aqui. Adaptaram seus costumes e tradições e hoje tomam saquê com sal ou comem arroz do tipo japonês ('gohan') com feijão. Na Amazônia, para se adequar ao solo, introduziram a plantação de pimenta-do-reino e da juta.

A contribuição dos japoneses na agricultura, com técnicas próprias, é das mais importantes na história da imigração. Os produtores hortifrutigranjeiros do Cinturão Verde, que fica a leste de São Paulo, são em sua maioria de origem nipônica.

Sushi e sashimi se popularizaram na mesa dos brasileiros.
Mas o ponto que tem sido o maior laço de integração entre Brasil-Japão nos últimos anos é a culinária. Os restaurantes japoneses chegam a ser comparados a churrascarias devido ao número de estabelecimentos.

A aversão ao peixe cru, que os imigrantes comiam no início do movimento migratório, hoje passa longe de muitos brasileiros. E, sim, também houve adaptação. No Japão, o tamanho do sashimi costuma ser maior e quando é feito na frente do cliente, é moldado de acordo com o tamanho de sua boca.

Nas artes e moda, nomes como Tomie Ohtake e Jum Nakao não soam mais tão estranhos aos ouvidos. Da mesma forma que os nomes de personagens de mangas e animes são pronunciados e citados como se fossem pessoas próximas dos fãs da cultura pop japonesa. O movimento inverso também acontece. Artistas, esportistas e muito da cultura brasileira chegam a ser tão cultuados no Japão quanto são por aqui. Samba e futebol nem é preciso comentar. Na leva, vêm a admiração e o fanatismo pelo cantor João Gilberto e tudo o que é música popular brasileira.


Dekasseguis
Japão no Brasil. Brasil no Japão. Os dois mundos existem nos dois países. São mais de 300 mil brasileiros vivendo em terras japonesas e trabalhando em fábricas. Em algumas cidades não parece que você está do outro lado do mundo: tem padaria, restaurante, lojas, escolas e bancos brasileiros.

O movimento dekassegui, que explodiu no começo dos anos 90 e é o inverso ao que os primeiros imigrantes fizeram em 1908, trouxe a oportunidade dos descendentes entenderem mais de onde vêm e como é a cultura que seus antepassados
trouxeram para cá. Ao mesmo tempo, aumentou o dilema sobre a identidade.

No Brasil, que tem olho puxado é japonês, mas quando um descendente vai ao Japão, ele é estrangeiro, não é um “legítimo”. Agora, da mesma forma que os imigrantes japoneses trouxeram e fincaram parte de sua cultura por aqui, os dekasseguis fazem isso por lá. Só que dessa vez esses costumes e tradições são mesclados com o que seus antepassados aprenderam no Brasil. É tudo uma grande e saudável mistura.