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dezembro 11, 2010

Estresse aumenta 75% em dezembro

Entrevistados atribuíram os nervos à flor da pele ao excesso de tarefas no trabalho e aos gastos adicionais do fim do ano.
Sobrecarga de trabalho, contas extras, férias escolares, estradas congestionadas, shoppings lotados e filas nos aeroportos. Se na prática muita gente sabe que o fim de ano é estressante, agora há uma pesquisa que comprova o aumento de ansiedade, irritação e tensão nas pessoas no último mês do ano. Em dezembro, o nível de estresse aumenta, em média, 75% em relação aos outros períodos, segundo um estudo realizado pela International Stress Management Association do Brasil (ISLA-BR) - associação que pesquisa o estresse e suas formas de prevenção.

Cerca de 700 pessoas economicamente ativas, com idade entre 25 a 55 anos, foram ouvidas para elaboração do estudo. Para 60% dos entrevistados, o excesso de tarefas no trabalho é a principal causa do estresse. Já 25% deles atribuíram os nervos à flor da pele aos gastos adicionais. ‘‘As causas disso passam pela sobrecarga de trabalho, trânsito, solidão e gastos’’, explica Ana Maria Rossi, presidente da instituição.

Ansiedade, irritação e tensão são justamente os principais sintomas de um quadro patológico de estresse, afirma o psicólogo Julio Peres, doutor em neurociência e comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). ‘‘Mas cansaço, desânimo, taquicardia, sonolência, fadiga e sudorese também são sintomas’’, afirma o psiquiatra Jair Borges Barbosa Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para evitar as dores de cabeça do final do ano, a comissária de bordo Fabiana Paludo, 24 anos, investe no planejamento. ‘‘Não deixo nada para fazer de última hora e, por isso, não me estresso’’, diz.
A divisão de tarefas também é defendida pela psicoterapeuta Karina Haddad Mussa. ‘‘É preciso planejar o dia, organizar horários, evitar o trânsito e buscar técnicas de relaxamento’’, indica a professora de medicina comportamental da Unifesp.


Equilibrar as finanças é outra maneira de aliviar a ansiedade. ‘‘No final do ano, as pessoas costumam gastar mais, até por conta do espírito natalino’’, diz a especialista em finanças Simone Domingues. ‘‘A tática é colocar tudo na ponta do lápis. É a melhor maneira para evitar o estresse financeiro’’, completa ela.

O estresse, em doses adequadas, não é prejudicial à saúde. ‘‘É uma resposta adaptativa do ser humano. O problema está no nível de ansiedade: em excesso, pode se tornar uma doença’’, diz Peres. Ele atribui o estresse patológico ao modelo social. ‘‘Nos grandes centros, as pessoas estão sozinhas no meio da multidão. A cultura do imediatismo e a fragilidade dos vínculos afetivos também favorecem a ansiedade’’, completa.

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Estresse aumenta 75% em dezembro

Entrevistados atribuíram os nervos à flor da pele ao excesso de tarefas no trabalho e aos gastos adicionais do fim do ano.
Sobrecarga de trabalho, contas extras, férias escolares, estradas congestionadas, shoppings lotados e filas nos aeroportos. Se na prática muita gente sabe que o fim de ano é estressante, agora há uma pesquisa que comprova o aumento de ansiedade, irritação e tensão nas pessoas no último mês do ano. Em dezembro, o nível de estresse aumenta, em média, 75% em relação aos outros períodos, segundo um estudo realizado pela International Stress Management Association do Brasil (ISLA-BR) - associação que pesquisa o estresse e suas formas de prevenção.

Cerca de 700 pessoas economicamente ativas, com idade entre 25 a 55 anos, foram ouvidas para elaboração do estudo. Para 60% dos entrevistados, o excesso de tarefas no trabalho é a principal causa do estresse. Já 25% deles atribuíram os nervos à flor da pele aos gastos adicionais. ‘‘As causas disso passam pela sobrecarga de trabalho, trânsito, solidão e gastos’’, explica Ana Maria Rossi, presidente da instituição.

Ansiedade, irritação e tensão são justamente os principais sintomas de um quadro patológico de estresse, afirma o psicólogo Julio Peres, doutor em neurociência e comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). ‘‘Mas cansaço, desânimo, taquicardia, sonolência, fadiga e sudorese também são sintomas’’, afirma o psiquiatra Jair Borges Barbosa Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para evitar as dores de cabeça do final do ano, a comissária de bordo Fabiana Paludo, 24 anos, investe no planejamento. ‘‘Não deixo nada para fazer de última hora e, por isso, não me estresso’’, diz.
A divisão de tarefas também é defendida pela psicoterapeuta Karina Haddad Mussa. ‘‘É preciso planejar o dia, organizar horários, evitar o trânsito e buscar técnicas de relaxamento’’, indica a professora de medicina comportamental da Unifesp.


Equilibrar as finanças é outra maneira de aliviar a ansiedade. ‘‘No final do ano, as pessoas costumam gastar mais, até por conta do espírito natalino’’, diz a especialista em finanças Simone Domingues. ‘‘A tática é colocar tudo na ponta do lápis. É a melhor maneira para evitar o estresse financeiro’’, completa ela.

O estresse, em doses adequadas, não é prejudicial à saúde. ‘‘É uma resposta adaptativa do ser humano. O problema está no nível de ansiedade: em excesso, pode se tornar uma doença’’, diz Peres. Ele atribui o estresse patológico ao modelo social. ‘‘Nos grandes centros, as pessoas estão sozinhas no meio da multidão. A cultura do imediatismo e a fragilidade dos vínculos afetivos também favorecem a ansiedade’’, completa.

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novembro 06, 2010

Estresse na meia-idade aumenta risco de demência

O estresse faz parte da sua vida? Pois saiba que a presença desse incômodo na meia-idade pode aumentar o risco de mulheres desenvolverem demência, principalmente sob a forma da doença de Alzheimer. 
_______________



Um estudo da Universidade de Gotemburgo,  Suécia equipe acompanhou 1.415 pessoas do sexo feminino, que tinham entre 38 e 60 anos no início da pesquisa. Os níveis de estresse foram avaliados em três anos: 1968, 1974, 1980. O distúrbio psicológico foi definido como uma "sensação de irritação, tensão, nervosismo, ansiedade, medo ou problemas de sono", com duração de um mês ou mais. Durante o período do trabalho, 161 participantes receberam o diagnóstico de demência.

A partir desses dados, os cientistas concluíram que o risco da patologia foi 65% maior em quem sofreu estresse frequente na meia-idade. A chance subiu para 73% quando as voluntárias relataram o problema em duas das avaliações e mais do que o dobro quando os três levantamentos mostraram estresse.

A pesquisadora Lena Johansson informa que o trabalho, divulgado na publicação Brain, confirma as conclusões de estudos semelhantes em animais. Mas, como a maioria que se classificou estressada não desenvolveu a enfermidade, ainda não é possível advertir sobre os perigos do estresse em relação à demência. Portanto, os resultados precisam ser checados em outros testes. 

Fonte: Brain A Journal of Neurology
 

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Estresse na meia-idade aumenta risco de demência

O estresse faz parte da sua vida? Pois saiba que a presença desse incômodo na meia-idade pode aumentar o risco de mulheres desenvolverem demência, principalmente sob a forma da doença de Alzheimer. 
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Um estudo da Universidade de Gotemburgo,  Suécia equipe acompanhou 1.415 pessoas do sexo feminino, que tinham entre 38 e 60 anos no início da pesquisa. Os níveis de estresse foram avaliados em três anos: 1968, 1974, 1980. O distúrbio psicológico foi definido como uma "sensação de irritação, tensão, nervosismo, ansiedade, medo ou problemas de sono", com duração de um mês ou mais. Durante o período do trabalho, 161 participantes receberam o diagnóstico de demência.

A partir desses dados, os cientistas concluíram que o risco da patologia foi 65% maior em quem sofreu estresse frequente na meia-idade. A chance subiu para 73% quando as voluntárias relataram o problema em duas das avaliações e mais do que o dobro quando os três levantamentos mostraram estresse.

A pesquisadora Lena Johansson informa que o trabalho, divulgado na publicação Brain, confirma as conclusões de estudos semelhantes em animais. Mas, como a maioria que se classificou estressada não desenvolveu a enfermidade, ainda não é possível advertir sobre os perigos do estresse em relação à demência. Portanto, os resultados precisam ser checados em outros testes. 

Fonte: Brain A Journal of Neurology
 

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