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julho 06, 2008

Colaboração do leitor - Dr. David Sergio Hornblas

SOBRE HOMENS E ANIMAIS


É insofismável a relação entre homens e animais ao longo da historia. Desde os tempos mais antigos, cavalos, camelos, dromedários e cães contribuíram de forma eficaz – embora penosa – para que o homem construísse edificações, ampliasse fronteiras, cuidasse de rebanhos, obtivesse alimentos sem a necessidade do sacrifício deles.

Essas relações caracterizavam-se pelo compromisso no trabalho, muito embora, relações afetivas davam um tempero especial a esta coexistência. Mas nem sempre harmoniosamente: Muitos animais eram maltratados, mal alimentados e não raramente, morriam de exaustão durante o trabalho. Mas sua contribuição foi inegável.

O tempo passou e muitas atividades se mecanizaram, como lavoura e moendas, libertando alguns animais da extrema penosidade do trabalho que executavam. Também o transporte evoluiu e a caça já não mais integra o cardápio moderno com a mesma importância de outrora.

Contudo, outros animais assumiram compromissos no trabalho para auxílio ao homem. Não através da força física, mas, sobretudo com sua capacidade de aprendizagem, sociabilidade e inteligência que a ciência descobriu como eficientes contribuições a serem oferecidas a pessoas com algum tipo de limitação: cães-guia, golfinhos treinados para interação com crianças psicóticas e autistas, símios e macacos que executam atividades ligadas a situações de emergência, cães que farejam pessoas desaparecidas e drogas, dentre tantas outras. Muito embora esses animais cumpram suas “funções laborais” com grande eficiência, um elemento especial se agrega nessa relação: o afeto que se constrói paulatinamente. Ele transcende a questão do trabalho. Não há movimentos de repulsa, a não ser por maus tratos. E os sentimentos de ambos não são dissimulados. Também há sim, momentos de conflito, cuja intensidade é menor se comparada àquelas que ocorrem entre as pessoas. Uma bronca, um falar mais áspero e até um tapa, que não desenvolvem sentimentos de rancor ou ressentimento duradouros.

A relação com o animal é mais simplificada, pois ele é via de regra fruto de uma opção: Ter um animal é uma escolha. O mesmo nem sempre ocorre com uma criança, exceto as adotadas. Mas com animais de estimação é diferente: São adotados, escolhidos, comprados ou até recolhidos nas ruas. Por motivos diferentes, interesses distintos, maior complexidade e outros níveis de responsabilidade, uma opção foi feita. E deve ser, como todas as relações quer construímos ao longo da vida, plenamente respeitada.

A relação entre o homem e o animal é transparente, desinteressada (Sob o significado dado pelo ser humano) e às vezes até subserviente. Todos já tivemos a oportunidade de observar carroceiros miseráveis pelas ruas, muitas vezes acompanhados de seus fiéis escudeiros. Compartilham tudo: a comida, o frio, a falta de moradia e a solidão. Permanecem juntos até a morte de algum deles. Pouco importa se cheiram bem ou mal, se comem decentemente ou não. O mais importante é a relação de profundo amor que caracteriza esta coexistência.

As relações afetivas não se estabelecem por acaso. O encontro das pessoas ocorre pelos motivos mais variados e muitas vezes sob fortes influências sociais que se modificam em função do espírito de cada época. Além disso, desde a mais tenra idade, recebemos alguns parâmetros durante a etapa de formação de conceitos, que nos leva a criar padrões do que é certo e errado, do bem e do mal, do justo e do injusto, etc. Famílias que por exemplo, tem por hábito a convivência com animais, transferem para seus descendentes este valor. Isso não significa obrigatoriamente que, esta criança venha a reproduzir a mesma situação quando adulta. Mas há uma boa chance para isso. Também é fato que, pais ao limitarem a convivência de seus filhos com animais, vão introduzir um elemento referencial importante, quer pode servir de base para o futuro neste tema. Mas e aqueles que não experimentaram nem uma coisa nem outra? Como poderíamos entender tais comportamentos?

Um dado importante pode estar no construto das relações com outras pessoas. É da natureza humana lidar com trocas e afetos intensos, e às vezes, até desmedidos. Cobranças contínuas. Concessões nem sempre possíveis. E não raro, pessoas podem não estar aptas e preparadas para tamanha intensidade de relações. Recolhem-se a si mesmas e muito afeto a ser compartilhado. Outras conseguem estabelecer uma medida exata entre esses dois tipos de relacionamento. Por essa razão, tem filhos, namorado, maridos, esposas, etc e animais. Conseguem repartir o afeto de forma equilibrada. Outras pessoas não dispõem de tal facilidade. Concentram e dirigem seu afeto em uma única direção o que muitas vezes não é entendido socialmente. E freqüentemente criticado.

Mas tenho uma pista para esse movimento humano: animais domésticos cobram pouco. Na maioria das vezes estão disponíveis. Dão pouco trabalho. Reclamam menos ainda. Não falam.

Além disso, seu ciclo de vida é menor. Com isso as pessoas sofrem e se recompõem mais rapidamente diante da perda, estando inclusive prontas para uma nova relação. Talvez seja este um dos motivos para não haver legislação mais severa para agressores de animais, a não ser multas pecuniárias irrisórias.

No entanto, estuda-se hoje, por intermédio do IBAMA, que maus tratos contra animais, podem se tornar crimes ambientais. Com penas mais severas.

Cuidar de um animal é antes de tudo, cuidar de um ser. De certo que se exige algum trabalho, dedicação e acima de tudo afeto.


David Sergio Hornblas
Psicólogo/psicoterapeuta, especialista em desenvolvimento humano. Professor universitário e pesquisador pelo CNPq/PUC-SP.
Musicista e Escritor Amador.

11 5572-1331
11 9178-0030

Colaboração do leitor - Dr. David Sergio Hornblas

SOBRE HOMENS E ANIMAIS


É insofismável a relação entre homens e animais ao longo da historia. Desde os tempos mais antigos, cavalos, camelos, dromedários e cães contribuíram de forma eficaz – embora penosa – para que o homem construísse edificações, ampliasse fronteiras, cuidasse de rebanhos, obtivesse alimentos sem a necessidade do sacrifício deles.

Essas relações caracterizavam-se pelo compromisso no trabalho, muito embora, relações afetivas davam um tempero especial a esta coexistência. Mas nem sempre harmoniosamente: Muitos animais eram maltratados, mal alimentados e não raramente, morriam de exaustão durante o trabalho. Mas sua contribuição foi inegável.

O tempo passou e muitas atividades se mecanizaram, como lavoura e moendas, libertando alguns animais da extrema penosidade do trabalho que executavam. Também o transporte evoluiu e a caça já não mais integra o cardápio moderno com a mesma importância de outrora.

Contudo, outros animais assumiram compromissos no trabalho para auxílio ao homem. Não através da força física, mas, sobretudo com sua capacidade de aprendizagem, sociabilidade e inteligência que a ciência descobriu como eficientes contribuições a serem oferecidas a pessoas com algum tipo de limitação: cães-guia, golfinhos treinados para interação com crianças psicóticas e autistas, símios e macacos que executam atividades ligadas a situações de emergência, cães que farejam pessoas desaparecidas e drogas, dentre tantas outras. Muito embora esses animais cumpram suas “funções laborais” com grande eficiência, um elemento especial se agrega nessa relação: o afeto que se constrói paulatinamente. Ele transcende a questão do trabalho. Não há movimentos de repulsa, a não ser por maus tratos. E os sentimentos de ambos não são dissimulados. Também há sim, momentos de conflito, cuja intensidade é menor se comparada àquelas que ocorrem entre as pessoas. Uma bronca, um falar mais áspero e até um tapa, que não desenvolvem sentimentos de rancor ou ressentimento duradouros.

A relação com o animal é mais simplificada, pois ele é via de regra fruto de uma opção: Ter um animal é uma escolha. O mesmo nem sempre ocorre com uma criança, exceto as adotadas. Mas com animais de estimação é diferente: São adotados, escolhidos, comprados ou até recolhidos nas ruas. Por motivos diferentes, interesses distintos, maior complexidade e outros níveis de responsabilidade, uma opção foi feita. E deve ser, como todas as relações quer construímos ao longo da vida, plenamente respeitada.

A relação entre o homem e o animal é transparente, desinteressada (Sob o significado dado pelo ser humano) e às vezes até subserviente. Todos já tivemos a oportunidade de observar carroceiros miseráveis pelas ruas, muitas vezes acompanhados de seus fiéis escudeiros. Compartilham tudo: a comida, o frio, a falta de moradia e a solidão. Permanecem juntos até a morte de algum deles. Pouco importa se cheiram bem ou mal, se comem decentemente ou não. O mais importante é a relação de profundo amor que caracteriza esta coexistência.

As relações afetivas não se estabelecem por acaso. O encontro das pessoas ocorre pelos motivos mais variados e muitas vezes sob fortes influências sociais que se modificam em função do espírito de cada época. Além disso, desde a mais tenra idade, recebemos alguns parâmetros durante a etapa de formação de conceitos, que nos leva a criar padrões do que é certo e errado, do bem e do mal, do justo e do injusto, etc. Famílias que por exemplo, tem por hábito a convivência com animais, transferem para seus descendentes este valor. Isso não significa obrigatoriamente que, esta criança venha a reproduzir a mesma situação quando adulta. Mas há uma boa chance para isso. Também é fato que, pais ao limitarem a convivência de seus filhos com animais, vão introduzir um elemento referencial importante, quer pode servir de base para o futuro neste tema. Mas e aqueles que não experimentaram nem uma coisa nem outra? Como poderíamos entender tais comportamentos?

Um dado importante pode estar no construto das relações com outras pessoas. É da natureza humana lidar com trocas e afetos intensos, e às vezes, até desmedidos. Cobranças contínuas. Concessões nem sempre possíveis. E não raro, pessoas podem não estar aptas e preparadas para tamanha intensidade de relações. Recolhem-se a si mesmas e muito afeto a ser compartilhado. Outras conseguem estabelecer uma medida exata entre esses dois tipos de relacionamento. Por essa razão, tem filhos, namorado, maridos, esposas, etc e animais. Conseguem repartir o afeto de forma equilibrada. Outras pessoas não dispõem de tal facilidade. Concentram e dirigem seu afeto em uma única direção o que muitas vezes não é entendido socialmente. E freqüentemente criticado.

Mas tenho uma pista para esse movimento humano: animais domésticos cobram pouco. Na maioria das vezes estão disponíveis. Dão pouco trabalho. Reclamam menos ainda. Não falam.

Além disso, seu ciclo de vida é menor. Com isso as pessoas sofrem e se recompõem mais rapidamente diante da perda, estando inclusive prontas para uma nova relação. Talvez seja este um dos motivos para não haver legislação mais severa para agressores de animais, a não ser multas pecuniárias irrisórias.

No entanto, estuda-se hoje, por intermédio do IBAMA, que maus tratos contra animais, podem se tornar crimes ambientais. Com penas mais severas.

Cuidar de um animal é antes de tudo, cuidar de um ser. De certo que se exige algum trabalho, dedicação e acima de tudo afeto.


David Sergio Hornblas
Psicólogo/psicoterapeuta, especialista em desenvolvimento humano. Professor universitário e pesquisador pelo CNPq/PUC-SP.
Musicista e Escritor Amador.

11 5572-1331
11 9178-0030

junho 17, 2008

SOPAS - Receitas enviadas pelas leitoras do Blog, Sras. Laís Ávilla (58 anos) e Marta Ávilla (43 anos)

Sugestões para serem servidas, naquela sessão de vídeo com os amigos, lembram?
(Post do dia 14/06/2008)

SOPAS - canja de galinha


A sopas têm lugar de destaque na alimentação.
As sopas podem ser servidas como prato único ou como primeiro prato de um almoço ou jantar; é um prato muito consumido no inverno.
A canja de galinha por ser um prato de fácil digestão, também tem um largo uso na nossa medicina tradicional, sendo indicada para a recuperação de enfermos e convalescentes. Apesar de ter o nome de Canja de Galinha, hoje em dia pela dificuldade de se conseguir uma galinha nos centros urbanos, é mais comum prepará-la com um frango.
Ingredientes

1 frango ou galinha
cheiro verde
1 cebola
2 dentes de alho
sal à gosto
1 talo de salsão ou aipo
½ xícara de arroz

Para variar:

Coloque no fundo de cada prato uma colher das de chá de queijo parmesão

Modo de preparar

1. Cozinhe em 2 litros de água o frango ou galinha inteiros, com o cheiro verde, a cebola partida em quatro, os dentes de alho inteiros,e o talo de salsão, até a carne soltar dos ossos.

  • Coe o caldo, salgue e reserve
  • Desfie a carne, acrescente o caldo reservado e leve ao fogo até ferver
  • Acrescente o arroz e deixe ferver por mais 15 minutos ou até o arroz estar bem mole.

Sirva bem quente.

Depois da sopa, que tal o carinho de um chocolate quente?










CHOCOLATE QUENTE
Ingredientes
  • 2 copos de leite desnatado
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho (maizena)
  • 5 colheres (sopa) de achocolatado em pó light
  • 2 colheres (sobremesa) de creme de leite light
  • 1 gota de adoçante
Modo de preparo
  • Misture o leite ainda frio ou em temperatura ambiente com a maizena.
  • Junte o achocolatado e leve para ferver.
  • Espere esfriar um pouco e misture, aos poucos, o creme de leite.
  • Se achar necessário acrescente uma gota de adoçante.

SOPAS - Receitas enviadas pelas leitoras do Blog, Sras. Laís Ávilla (58 anos) e Marta Ávilla (43 anos)

Sugestões para serem servidas, naquela sessão de vídeo com os amigos, lembram?
(Post do dia 14/06/2008)

SOPAS - canja de galinha


A sopas têm lugar de destaque na alimentação.
As sopas podem ser servidas como prato único ou como primeiro prato de um almoço ou jantar; é um prato muito consumido no inverno.
A canja de galinha por ser um prato de fácil digestão, também tem um largo uso na nossa medicina tradicional, sendo indicada para a recuperação de enfermos e convalescentes. Apesar de ter o nome de Canja de Galinha, hoje em dia pela dificuldade de se conseguir uma galinha nos centros urbanos, é mais comum prepará-la com um frango.
Ingredientes

1 frango ou galinha
cheiro verde
1 cebola
2 dentes de alho
sal à gosto
1 talo de salsão ou aipo
½ xícara de arroz

Para variar:

Coloque no fundo de cada prato uma colher das de chá de queijo parmesão

Modo de preparar

1. Cozinhe em 2 litros de água o frango ou galinha inteiros, com o cheiro verde, a cebola partida em quatro, os dentes de alho inteiros,e o talo de salsão, até a carne soltar dos ossos.

  • Coe o caldo, salgue e reserve
  • Desfie a carne, acrescente o caldo reservado e leve ao fogo até ferver
  • Acrescente o arroz e deixe ferver por mais 15 minutos ou até o arroz estar bem mole.

Sirva bem quente.

Depois da sopa, que tal o carinho de um chocolate quente?










CHOCOLATE QUENTE
Ingredientes
  • 2 copos de leite desnatado
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho (maizena)
  • 5 colheres (sopa) de achocolatado em pó light
  • 2 colheres (sobremesa) de creme de leite light
  • 1 gota de adoçante
Modo de preparo
  • Misture o leite ainda frio ou em temperatura ambiente com a maizena.
  • Junte o achocolatado e leve para ferver.
  • Espere esfriar um pouco e misture, aos poucos, o creme de leite.
  • Se achar necessário acrescente uma gota de adoçante.

AZEITE - Colaboração texto e imagem do leitor do Blog Paulo Henrique Cestari ( 78 anos)


Origem

Na Grécia antiga já se falava das oliveiras. Contam eles que durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Possêidon teria, com um golpe de seu tridente, feito surgir um belo e forte cavalo. A Deusa Palas Atenas, teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Do outro lado do mediterrâneo, os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses fundadores de Roma viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.

O uso do azeite na Antiguidade

Na antiguidade o azeite de oliva extra-virgem não era considerado alimento, mas sim, era bem visto pelos seus poderes anti-séptico e a capacidade de impedir a passagem de ar. Era utilizado como conservante, como medicamento, como base de perfumes, cosméticos e, principalmente, como combustível para iluminação. A oliveira é originada do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Siria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do mediterrâneo.Ela surgiu no Mediterrâneo, provavelmente na ilha de Creta, no sul da Grécia.

Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões quando as pessoas untavam seus corpos com ele.

De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite com os negociantes da cidade de Tiro, os quais, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade.

A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deva ter ocorrido através dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.

Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Por todo o seu passado e sua relação com a cultura do azeite de oliva, hoje a Espanha é responsável por quase 70% de toda produção mundial. Esta é uma das principais razões da alta qualidade e do baixo preço do azeite de oliva espanhol.

AZEITE - Colaboração texto e imagem do leitor do Blog Paulo Henrique Cestari ( 78 anos)


Origem

Na Grécia antiga já se falava das oliveiras. Contam eles que durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Possêidon teria, com um golpe de seu tridente, feito surgir um belo e forte cavalo. A Deusa Palas Atenas, teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Do outro lado do mediterrâneo, os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses fundadores de Roma viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.

O uso do azeite na Antiguidade

Na antiguidade o azeite de oliva extra-virgem não era considerado alimento, mas sim, era bem visto pelos seus poderes anti-séptico e a capacidade de impedir a passagem de ar. Era utilizado como conservante, como medicamento, como base de perfumes, cosméticos e, principalmente, como combustível para iluminação. A oliveira é originada do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Siria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do mediterrâneo.Ela surgiu no Mediterrâneo, provavelmente na ilha de Creta, no sul da Grécia.

Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões quando as pessoas untavam seus corpos com ele.

De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite com os negociantes da cidade de Tiro, os quais, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade.

A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deva ter ocorrido através dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.

Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Por todo o seu passado e sua relação com a cultura do azeite de oliva, hoje a Espanha é responsável por quase 70% de toda produção mundial. Esta é uma das principais razões da alta qualidade e do baixo preço do azeite de oliva espanhol.