março 20, 2011
"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil"
fevereiro 11, 2011
janeiro 30, 2011
Perfil ideal e funções de um cuidador.
CUIDADOR INFORMAL (FAMILIAR): pessoas de ambos os sexos, pertencentes à família, que devem ser alfabetizadas, gozar de boa saúde física e mental, possuir noções básicas sobre o cuidado do idoso e uma compreensão do processo de envelhecimento humano.
Nos dois perfis, o cuidador deve ter treinamento específico com conhecimentos teóricos e práticos, possuir domínio e equilíbrio emocional, ser comunicativo, paciente, receptivo, ter facilidade de relacionamento humano, iniciativa, capacidade de compreender os momentos difíceis vividos pelo idoso, deve adaptar-se às mudanças sofridas por ele e a família, ter tolerância diante de situações de frustração pessoal, motivação, empatia por idosos e sabedoria para vivenciar a finitude humana.
As funções do cuidador
Envolvem o acompanhamento nas atividades diárias como alimentação, higiene pessoal, vestuário quando o idoso for dependente, prevenção de quedas e acidentes domésticos, a promoção do bem-estar do idoso, o acompanhamento aos compromissos como médicos, dentistas, fisioterapia, igreja, visitas, banco, etc, a estimulação da autonomia e da independência do idoso.
- O cuidador é essencial para a melhoria da qualidade de vida do idoso que apresenta um grau maior ou menor de dependência. E´a “âncora” para o idoso.
- O cuidador é uma pessoa de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor ao ser humano, de solidariedade e de doação. Seus préstimos têm sempre um cunho de ajuda e apoio, com relações afetivas e compromissos positivos.
- O cuidador deve ter facilidade de trabalhar em equipe, saber lidar com as limitações e dificuldades do idoso dependente, acreditar na importância do seu trabalho, ter capacidade para atividades lúdicas como dançar, contar histórias, inventar jogos, ter capacidade para suportar perdas e a vivência da morte, manter a capacidade e o preparo físico, emocional e espiritual; demonstrar educação, boas-maneiras e discrição, obedecer às normas e conduzir-se com moralidade. A qualificação e o treinamento para a função são essenciais.
Fonte de Pesquisa: Seminário Velhice FragilizadaSESC- SÃO PAULO-NOV 2006
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.
Perfil ideal e funções de um cuidador.
CUIDADOR INFORMAL (FAMILIAR): pessoas de ambos os sexos, pertencentes à família, que devem ser alfabetizadas, gozar de boa saúde física e mental, possuir noções básicas sobre o cuidado do idoso e uma compreensão do processo de envelhecimento humano.
Nos dois perfis, o cuidador deve ter treinamento específico com conhecimentos teóricos e práticos, possuir domínio e equilíbrio emocional, ser comunicativo, paciente, receptivo, ter facilidade de relacionamento humano, iniciativa, capacidade de compreender os momentos difíceis vividos pelo idoso, deve adaptar-se às mudanças sofridas por ele e a família, ter tolerância diante de situações de frustração pessoal, motivação, empatia por idosos e sabedoria para vivenciar a finitude humana.
As funções do cuidador
Envolvem o acompanhamento nas atividades diárias como alimentação, higiene pessoal, vestuário quando o idoso for dependente, prevenção de quedas e acidentes domésticos, a promoção do bem-estar do idoso, o acompanhamento aos compromissos como médicos, dentistas, fisioterapia, igreja, visitas, banco, etc, a estimulação da autonomia e da independência do idoso.
- O cuidador é essencial para a melhoria da qualidade de vida do idoso que apresenta um grau maior ou menor de dependência. E´a “âncora” para o idoso.
- O cuidador é uma pessoa de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor ao ser humano, de solidariedade e de doação. Seus préstimos têm sempre um cunho de ajuda e apoio, com relações afetivas e compromissos positivos.
- O cuidador deve ter facilidade de trabalhar em equipe, saber lidar com as limitações e dificuldades do idoso dependente, acreditar na importância do seu trabalho, ter capacidade para atividades lúdicas como dançar, contar histórias, inventar jogos, ter capacidade para suportar perdas e a vivência da morte, manter a capacidade e o preparo físico, emocional e espiritual; demonstrar educação, boas-maneiras e discrição, obedecer às normas e conduzir-se com moralidade. A qualificação e o treinamento para a função são essenciais.
Fonte de Pesquisa: Seminário Velhice FragilizadaSESC- SÃO PAULO-NOV 2006
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agosto 23, 2010
Faltam orientações sobre o assunto para quem cuida
O tema foi debatido em mesa redonda durante o último Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, realizado em Belo Horizonte. O esquema de revezamento estabelecido na casa da professora é a melhor maneira de uma família cuidar de seus idosos, segundo Sônia Maria da Rocha, professora de pós-graduação em Enfermagem da UniversidadeFederal de Santa Catarina, que coordenou a discussão sobre esse assunto no congresso.
Desde que o pai da professora de inglês Nara Cunha sofreu um derrame, em setembro passado, a vida dela e de suas três irmãs tornou-se uma rotina de cuidados, realizados em regime de revezamento, conforme a disponibilidade de cada uma delas. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, 10% da população brasileira já chegou à terceira idade e cerca de 20% desses idosos têm algum comprometimento e necessitam de cuidados."Com o aumento da expetativa de vida, cuidar de um idoso se tornará algo tão comum quanto ter filhos. Ainda assim, esse tema é pouco explorado.
Assim, ninguém se sente sobrecarregado e o idoso tem a atenção de que necessita. "Um cuidador sobrecarregado dificilmente solicita ajuda.
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.
Faltam orientações sobre o assunto para quem cuida
O tema foi debatido em mesa redonda durante o último Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, realizado em Belo Horizonte. O esquema de revezamento estabelecido na casa da professora é a melhor maneira de uma família cuidar de seus idosos, segundo Sônia Maria da Rocha, professora de pós-graduação em Enfermagem da UniversidadeFederal de Santa Catarina, que coordenou a discussão sobre esse assunto no congresso.
Desde que o pai da professora de inglês Nara Cunha sofreu um derrame, em setembro passado, a vida dela e de suas três irmãs tornou-se uma rotina de cuidados, realizados em regime de revezamento, conforme a disponibilidade de cada uma delas. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, 10% da população brasileira já chegou à terceira idade e cerca de 20% desses idosos têm algum comprometimento e necessitam de cuidados."Com o aumento da expetativa de vida, cuidar de um idoso se tornará algo tão comum quanto ter filhos. Ainda assim, esse tema é pouco explorado.
Assim, ninguém se sente sobrecarregado e o idoso tem a atenção de que necessita. "Um cuidador sobrecarregado dificilmente solicita ajuda.
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fevereiro 02, 2010
A comunicação com o idoso - por Leny Carvalho e Silvia Masc

Conversando um dia desses com a querida Beth do Mãe Gaia, surgiu o assunto sobre as limitações que a idade avançada impõe, entre eles as dificuldades na comunicação, ela falava sobre a mãe dela, e eu sobre a minha, dessa conversa surgiu a sugestão de escrever sobre o assunto. Eu não poderia fazê-lo sem mencionar uma pessoa muito especial de quem vou contar um pouquinho pra vocês.
Tenho o prazer de ser amiga e confidente, de uma pessoa especialíssima que amo muito. Ela cuida do seu esposo idoso com carinho e dedicação ímpar.
Fico admirada, com tanta sabedoria, vinda de alguém que não tem formação em geriatria, gerontologia ou enfermagem, eu diria que ela se formou na Universidade do amor, da intuição, da generosidade e do bom senso, aliás é doutora nesses requisitos.
Todos nós sabemos, o quanto é desgastante, porém nunca a ouvi se queixar, é evidente o carinho com que ela o faz, sempre sorridente, tranformando em um privilégio, o que chamaríamos de tarefa e para alguns um fardo.
Recentemente, falávamos sobre a dificuldade de entendimento e compreensão dos idosos, fato que já percebo na minha mãe, que aos quase 90 anos, apresenta dificuldade no entendimento à algumas perguntas ou em algumas conversas.
A Sra. Leny, contou-me sobre a conduta dela diante dessa questão, ao longo de nossas várias conversas e também do que observei na última vez que estive tomando um lanche delicioso em sua casa. É possivel que ela nem tenha a dimensão do quanto me ensina , e por isso quero agradecê-la e compartilhar com vocês um pouco do que aprendo com ela.
Registrei em forma de dicas, o que aprendi, nessa questão da comunicação com as pessoas idosas.
• Use frases curtas e objetivas.
• Repetir a fala, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes.
• Fale de frente, sem cobrir a boca, não se vire ou se afaste enquanto fala.
• Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois a pessoa pode necessitar de um tempo maior para entender o que foi falado e responder.
• Não interrompa a pessoa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
• Sempre que a pessoa demonstrar não ter entendido o que foi falado , repita o que falou com calma evitando constrangimento.
• Procure falar de forma clara e pausada e aumente o tom de voz somente se isso realmente for necessário.
• Verifique a necessidade e condições de próteses dentárias e/ou auditivas que possam estar dificultando a comunicação.
• Converse e cante com a pessoa, pois essas atividades estimulam o uso da voz.
• A música ajuda a pessoa cuidada a recordar pessoas, sentimentos e situações que ocorreram com ela, ajudando na sua comunicação.
• O toque, o olhar, o beijo, o carinho são outras formas de comunicação que ajudam o na compreensão do idoso e ser compreendido por ele.
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.
A comunicação com o idoso - por Leny Carvalho e Silvia Masc

Conversando um dia desses com a querida Beth do Mãe Gaia, surgiu o assunto sobre as limitações que a idade avançada impõe, entre eles as dificuldades na comunicação, ela falava sobre a mãe dela, e eu sobre a minha, dessa conversa surgiu a sugestão de escrever sobre o assunto. Eu não poderia fazê-lo sem mencionar uma pessoa muito especial de quem vou contar um pouquinho pra vocês.
Tenho o prazer de ser amiga e confidente, de uma pessoa especialíssima que amo muito. Ela cuida do seu esposo idoso com carinho e dedicação ímpar.
Fico admirada, com tanta sabedoria, vinda de alguém que não tem formação em geriatria, gerontologia ou enfermagem, eu diria que ela se formou na Universidade do amor, da intuição, da generosidade e do bom senso, aliás é doutora nesses requisitos.
Todos nós sabemos, o quanto é desgastante, porém nunca a ouvi se queixar, é evidente o carinho com que ela o faz, sempre sorridente, tranformando em um privilégio, o que chamaríamos de tarefa e para alguns um fardo.
Recentemente, falávamos sobre a dificuldade de entendimento e compreensão dos idosos, fato que já percebo na minha mãe, que aos quase 90 anos, apresenta dificuldade no entendimento à algumas perguntas ou em algumas conversas.
A Sra. Leny, contou-me sobre a conduta dela diante dessa questão, ao longo de nossas várias conversas e também do que observei na última vez que estive tomando um lanche delicioso em sua casa. É possivel que ela nem tenha a dimensão do quanto me ensina , e por isso quero agradecê-la e compartilhar com vocês um pouco do que aprendo com ela.
Registrei em forma de dicas, o que aprendi, nessa questão da comunicação com as pessoas idosas.
• Use frases curtas e objetivas.
• Repetir a fala, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes.
• Fale de frente, sem cobrir a boca, não se vire ou se afaste enquanto fala.
• Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois a pessoa pode necessitar de um tempo maior para entender o que foi falado e responder.
• Não interrompa a pessoa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
• Sempre que a pessoa demonstrar não ter entendido o que foi falado , repita o que falou com calma evitando constrangimento.
• Procure falar de forma clara e pausada e aumente o tom de voz somente se isso realmente for necessário.
• Verifique a necessidade e condições de próteses dentárias e/ou auditivas que possam estar dificultando a comunicação.
• Converse e cante com a pessoa, pois essas atividades estimulam o uso da voz.
• A música ajuda a pessoa cuidada a recordar pessoas, sentimentos e situações que ocorreram com ela, ajudando na sua comunicação.
• O toque, o olhar, o beijo, o carinho são outras formas de comunicação que ajudam o na compreensão do idoso e ser compreendido por ele.
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janeiro 28, 2010
A hora de rearrumar a estrutura familiar para dar conta dos idosos em casa
Filhos atarefados e envolvidos com sua própria rotina têm de lidar com a nova situação que implica, ainda, em assustadoras despesas médicas. Quanto mais cedo à família pensar no assunto, menos sofrimento.
Lidar com os pais idosos ainda é uma surpresa e grande dificuldade para muitos. Uma das razões está relacionada com o repentino aumento da expectativa de vida. Recentemente se percebeu que a perspectiva de envelhecimento da população brasileira estava crescendo em proporções assustadoras, e nós não nos preparamos para cuidar dos idosos.
É difícil para todos. Portanto, não se sinta culpado se não sabe lidar com a dependência dos pais. "Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte", escreve a jornalista americana Beth Witrogen Mc Leod, autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).
Além do medo do próprio envelhecimento, imaginar que o parente mais velho se aproxima da morte também gera muita ansiedade e frustração. "O ideal é não pensar em perdas, nem antecipar a morte de ninguém. A pessoa pode estar mal e viver mais trinta anos", diz o psicólogo Renato Veras, coordenador da Unati - UERJ.
Nesses momentos difíceis, são muitos os medos irracionais e é preciso descobri-los dentro de si mesmo para conseguir encarar a responsabilidade. "Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história", afirma a sub-coordenadora da Unati, Célia Caldas. "O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro", diz.
Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona concorda. "Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta", completa.
Necessidades que não são apenas de natureza financeira ou material, como atendimento médico e remédios, mas também de natureza socio-espiritual. "Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso", afirma categórica, Célia Caldas.
Lisa Berkman, professora catedrática do departamento de saúde e de comportamento social da Escola de Saúde Pública de Harvard fala sobre a necessidade do idoso não apenas de receber, mas também de poder participar da vida em família. "O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber", explica, no livro Amor e Sobrevivência, de Dean Ornish (Editora Rocco).
Dessa forma, elas são capazes de sentir ainda mais seus verdadeiros valores. "Por isso, os netos são tão importantes", afirma. Dar e receber são preceitos que valem não só para o idoso. "É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais", diz Renato Veras.
"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil", analisa o professor Moragas. Por isso, é hora de encarar a fase difícil como um grande aprendizado. Como já dizia o rabino americano Harold Kushner: "se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino".
A hora de rearrumar a estrutura familiar para dar conta dos idosos em casa
Filhos atarefados e envolvidos com sua própria rotina têm de lidar com a nova situação que implica, ainda, em assustadoras despesas médicas. Quanto mais cedo à família pensar no assunto, menos sofrimento.
Lidar com os pais idosos ainda é uma surpresa e grande dificuldade para muitos. Uma das razões está relacionada com o repentino aumento da expectativa de vida. Recentemente se percebeu que a perspectiva de envelhecimento da população brasileira estava crescendo em proporções assustadoras, e nós não nos preparamos para cuidar dos idosos.
É difícil para todos. Portanto, não se sinta culpado se não sabe lidar com a dependência dos pais. "Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte", escreve a jornalista americana Beth Witrogen Mc Leod, autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).
Além do medo do próprio envelhecimento, imaginar que o parente mais velho se aproxima da morte também gera muita ansiedade e frustração. "O ideal é não pensar em perdas, nem antecipar a morte de ninguém. A pessoa pode estar mal e viver mais trinta anos", diz o psicólogo Renato Veras, coordenador da Unati - UERJ.
Nesses momentos difíceis, são muitos os medos irracionais e é preciso descobri-los dentro de si mesmo para conseguir encarar a responsabilidade. "Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história", afirma a sub-coordenadora da Unati, Célia Caldas. "O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro", diz.
Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona concorda. "Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta", completa.
Necessidades que não são apenas de natureza financeira ou material, como atendimento médico e remédios, mas também de natureza socio-espiritual. "Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso", afirma categórica, Célia Caldas.
Lisa Berkman, professora catedrática do departamento de saúde e de comportamento social da Escola de Saúde Pública de Harvard fala sobre a necessidade do idoso não apenas de receber, mas também de poder participar da vida em família. "O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber", explica, no livro Amor e Sobrevivência, de Dean Ornish (Editora Rocco).
Dessa forma, elas são capazes de sentir ainda mais seus verdadeiros valores. "Por isso, os netos são tão importantes", afirma. Dar e receber são preceitos que valem não só para o idoso. "É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais", diz Renato Veras.
"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil", analisa o professor Moragas. Por isso, é hora de encarar a fase difícil como um grande aprendizado. Como já dizia o rabino americano Harold Kushner: "se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino".
outubro 19, 2009
Cuidar à distância
A tarefa de ajudar na saúde e no conforto de pai, mãe ou outros parentes de idade avançada e que moram longe parece difícil e desgastante. Mas para quem não abre mão de estar próximo emocionalmente, mesmo a quilômetros de distancia, o trabalho tem suas recompensas.Com a mobilidade geográfica de filhos netos, sobrinhos, irmãos e outros parentes, a situação é cada vez mais comum. Tanto que a American Association for Retired People (AARP, algo como Associação Americana para Aposentados), dos Estados Unidos, lançou uma cartilha de dicas para ajudar a tornar mais fácil e prazerosa a administração desses cuidados.
O que vale lá, também se aplica a realidades brasileiras.
- Tenha anotados dados sobre o plano de saúde - o tipo de plano, o contrato, o número de identificação, o telefone de contato - e o número de seguridade social.
- Informe-se sobre as implicações financeiras e legais do tratamento. Colete informações pelo telefone e pela internet. Elabore, junto com outros familiares, uma lista de serviços de saúde e de assistência no local em que o ente mora.
- Mantenha uma conta conjunta para o caso de emergências, um de vocês pode sacar dinheiro ou realizar um pagamento para o outro.
- Faça uma lista de contatos: família, amigos, vizinhos e quem mais possa ajudar. Na sua próxima visita, apresente-se a essas pessoas e guarde o telefone e o endereço de cada uma. Se, em algum momento, você não conseguir estar em contato com seu parente, ligar para essas pessoas pode deixá-lo mais tranqüilo.
- Use essa rede de contatos para os casos de emergência, mas também veja a possibilidade de receber ajuda em tarefas corriqueiras, como levar ao médico para uma consulta de rotina ou até mesmo verificar se é necessário repor algum item na casa da pessoa que requer cuidados.
Encontrar pessoas na mesma situação que você ajuda a manter a calma e achar soluções quando for preciso. Comunidades de apoio, universidades abertas à terceira idade, cursos de cuidadores de idosos são algumas instituições que podem fornecer sugestões interessantes. Pesquise na internet uma na sua região.
Um dos mais atuantes centros de apoio e cuidado com o idoso é a Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes (APAZ).
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)- também é uma referência em especialistas em cuidados com idosos.
Considere os sentimentos e pontos de vista da mãe, pai ou do parente que está sendo cuidado. Lidar com questões de saúde e fragilidade pode ser frustrante. É importante manter um foco positivo. Caso sinta necessidade de intervir, explique que os serviços e cuidados vão ajudá-lo a se manter independente. Esclareça como eles funcionam, mas considere, sempre, a opinião dele/a (s).
Cuide das suas próprias necessidades. Aprenda a buscar ajuda e aconselhamento quando precisar. Tenha tempo para você mesmo. O mais importante é garantir a você o crédito por ter feito o melhor que pôde.
E quando for visitar, não deixe de observar o estado físico e emocional do seu parente.
Fonte: Cuidando a distância (em inglês)
longevidade
Cuidar à distância
A tarefa de ajudar na saúde e no conforto de pai, mãe ou outros parentes de idade avançada e que moram longe parece difícil e desgastante. Mas para quem não abre mão de estar próximo emocionalmente, mesmo a quilômetros de distancia, o trabalho tem suas recompensas.Com a mobilidade geográfica de filhos netos, sobrinhos, irmãos e outros parentes, a situação é cada vez mais comum. Tanto que a American Association for Retired People (AARP, algo como Associação Americana para Aposentados), dos Estados Unidos, lançou uma cartilha de dicas para ajudar a tornar mais fácil e prazerosa a administração desses cuidados.
O que vale lá, também se aplica a realidades brasileiras.
- Tenha anotados dados sobre o plano de saúde - o tipo de plano, o contrato, o número de identificação, o telefone de contato - e o número de seguridade social.
- Informe-se sobre as implicações financeiras e legais do tratamento. Colete informações pelo telefone e pela internet. Elabore, junto com outros familiares, uma lista de serviços de saúde e de assistência no local em que o ente mora.
- Mantenha uma conta conjunta para o caso de emergências, um de vocês pode sacar dinheiro ou realizar um pagamento para o outro.
- Faça uma lista de contatos: família, amigos, vizinhos e quem mais possa ajudar. Na sua próxima visita, apresente-se a essas pessoas e guarde o telefone e o endereço de cada uma. Se, em algum momento, você não conseguir estar em contato com seu parente, ligar para essas pessoas pode deixá-lo mais tranqüilo.
- Use essa rede de contatos para os casos de emergência, mas também veja a possibilidade de receber ajuda em tarefas corriqueiras, como levar ao médico para uma consulta de rotina ou até mesmo verificar se é necessário repor algum item na casa da pessoa que requer cuidados.
Encontrar pessoas na mesma situação que você ajuda a manter a calma e achar soluções quando for preciso. Comunidades de apoio, universidades abertas à terceira idade, cursos de cuidadores de idosos são algumas instituições que podem fornecer sugestões interessantes. Pesquise na internet uma na sua região.
Um dos mais atuantes centros de apoio e cuidado com o idoso é a Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes (APAZ).
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)- também é uma referência em especialistas em cuidados com idosos.
Considere os sentimentos e pontos de vista da mãe, pai ou do parente que está sendo cuidado. Lidar com questões de saúde e fragilidade pode ser frustrante. É importante manter um foco positivo. Caso sinta necessidade de intervir, explique que os serviços e cuidados vão ajudá-lo a se manter independente. Esclareça como eles funcionam, mas considere, sempre, a opinião dele/a (s).
Cuide das suas próprias necessidades. Aprenda a buscar ajuda e aconselhamento quando precisar. Tenha tempo para você mesmo. O mais importante é garantir a você o crédito por ter feito o melhor que pôde.
E quando for visitar, não deixe de observar o estado físico e emocional do seu parente.
Fonte: Cuidando a distância (em inglês)
longevidade
agosto 26, 2009
Decisão em família - Por Maria Fernanda Schardong

O que levar em conta na hora de decidir quem vai cuidar dos parentes mais velhos
Um parente doente é caso sério de família. Os cuidados com a saúde de um ente idoso exigem tempo, atenção e, principalmente, dinheiro. A grande dúvida, quase sempre, é entre contratar um profissional ou delegar a tarefa a alguém da própria família.
A enfermeira Neide Aparecida da Rosa, especializada em Gerontologia, ministra cursos para cuidadores de idosos. Ela afirma que a procura por estes cursos tem aumentado. "Com o acesso à tecnologia, as pessoas começaram a abrir os olhos com relação ao envelhecimento. Além da redução de integrantes nas famílias, já que, hoje em dia, pais e filhos trabalham fora, surge também a necessidade de um cuidador capacitado que garanta o bem estar do idoso", explica.
Atualmente, o cuidador deixa de ser um familiar, e dá lugar a profissionais qualificados e direcionados para esses pacientes. De acordo com Neide, na maioria dos casos, a falta de tempo da família é o que faz essa procura por profissionais crescer. "Hoje, o cuidador de idosos está sofrendo uma transformação, está deixando de ser o profissional que faz tudo (limpa casa, cuida das crianças, lava roupa) para focar seus conhecimentos nos mais velhos", explica.
Os idosos que necessitam de cuidados especiais são aqueles que apresentam algumas dificuldades. "As limitações vão desde uma simples dificuldade de caminhar até o desenvolvimento de patologias graves", afirma a enfermeira. E assim, a conscientização da importância do papel do cuidador, por parte da família, é essencial para o bem estar do idoso.
Entretanto, o preço que se paga por esses serviços, ainda é alto. Elizabeth Senne é veterana no assunto. Já cuidou da mãe, da tia e, atualmente, reserva cuidados a uma outra tia. "O custo é alto, com certeza. Minha tia tem quatro empregadas que se revezam entre si. E, além do salário destas profissionais, o gasto com remédios todo mês ajuda a aumentar as despesas mensais" conta.
Para quem não pode contar com o apoio de um profissional, o mais importante é cuidar de sua própria saúde. "No começo, fiquei doente, não entendia porque aquilo estava acontecendo, e não tinha nenhuma paciência. Hoje, não, estou mais tranquila, e aprendendo a lidar melhor com a realidade", relata Elizabeth.
LONGEVIDADEDecisão em família - Por Maria Fernanda Schardong

O que levar em conta na hora de decidir quem vai cuidar dos parentes mais velhos
Um parente doente é caso sério de família. Os cuidados com a saúde de um ente idoso exigem tempo, atenção e, principalmente, dinheiro. A grande dúvida, quase sempre, é entre contratar um profissional ou delegar a tarefa a alguém da própria família.
A enfermeira Neide Aparecida da Rosa, especializada em Gerontologia, ministra cursos para cuidadores de idosos. Ela afirma que a procura por estes cursos tem aumentado. "Com o acesso à tecnologia, as pessoas começaram a abrir os olhos com relação ao envelhecimento. Além da redução de integrantes nas famílias, já que, hoje em dia, pais e filhos trabalham fora, surge também a necessidade de um cuidador capacitado que garanta o bem estar do idoso", explica.
Atualmente, o cuidador deixa de ser um familiar, e dá lugar a profissionais qualificados e direcionados para esses pacientes. De acordo com Neide, na maioria dos casos, a falta de tempo da família é o que faz essa procura por profissionais crescer. "Hoje, o cuidador de idosos está sofrendo uma transformação, está deixando de ser o profissional que faz tudo (limpa casa, cuida das crianças, lava roupa) para focar seus conhecimentos nos mais velhos", explica.
Os idosos que necessitam de cuidados especiais são aqueles que apresentam algumas dificuldades. "As limitações vão desde uma simples dificuldade de caminhar até o desenvolvimento de patologias graves", afirma a enfermeira. E assim, a conscientização da importância do papel do cuidador, por parte da família, é essencial para o bem estar do idoso.
Entretanto, o preço que se paga por esses serviços, ainda é alto. Elizabeth Senne é veterana no assunto. Já cuidou da mãe, da tia e, atualmente, reserva cuidados a uma outra tia. "O custo é alto, com certeza. Minha tia tem quatro empregadas que se revezam entre si. E, além do salário destas profissionais, o gasto com remédios todo mês ajuda a aumentar as despesas mensais" conta.
Para quem não pode contar com o apoio de um profissional, o mais importante é cuidar de sua própria saúde. "No começo, fiquei doente, não entendia porque aquilo estava acontecendo, e não tinha nenhuma paciência. Hoje, não, estou mais tranquila, e aprendendo a lidar melhor com a realidade", relata Elizabeth.
LONGEVIDADEagosto 05, 2009
Wath is that? (Mostre aos seus filhos, netos...)
Para cuidar de idosos, como eles merecem, é preciso cultivar, ao longo da vida, aquilo que faz parte da Natureza da Criação: ser verdadeiro, amoroso e PACIENTE. Ser verdadeiro, dizer a verdade e agir de acordo com a verdade.É verdade que um dia envelheceremos. Cultivar um coração generoso, de grande bondade e compaixão. O amor torna-nos mais sensíveis e gratos.
Praticar a tolerância, paciência, persistência, pois tudo tem um tempo de amadurecimento, de espera.
beijos, Maria A. Guimarães .
Para reflexão....
Wath is that? (Mostre aos seus filhos, netos...)
Para cuidar de idosos, como eles merecem, é preciso cultivar, ao longo da vida, aquilo que faz parte da Natureza da Criação: ser verdadeiro, amoroso e PACIENTE. Ser verdadeiro, dizer a verdade e agir de acordo com a verdade.É verdade que um dia envelheceremos. Cultivar um coração generoso, de grande bondade e compaixão. O amor torna-nos mais sensíveis e gratos.
Praticar a tolerância, paciência, persistência, pois tudo tem um tempo de amadurecimento, de espera.
beijos, Maria A. Guimarães .
Para reflexão....
agosto 02, 2009
Cuidando do Portador da DA
Cuidar de uma pessoa portadora de *DA pode ser difícil em alguns momentos. Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador. Frente à DA e a todos os problemas inerentes a ela, contamos atualmente com uma poderosa arma: a INFORMAÇÃO. Somente com o conhecimento do que é e do que será, teremos condições de enfrentar tão árdua tarefa. Portanto, VAMOS UNIR FORÇAS!! Para facilitar o seu trabalho, selecionamos algumas “dicas” que podem auxiliá-lo no seu dia-a-dia:
* Doença de Alzheimer
• Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade: uma rotina pode facilitar as atividades que você deverá fazer e, ao mesmo tempo, estruturar um novo sistema de vida. A rotina pode representar segurança para o portador; porém, embora ela possa ajudar, é importante manter a normalidade da vida familiar; procure tratar o portador da mesma forma como o tratava antes da doença;
• Incentive a independência: é necessário que o portador receba estímulos à sua independência. Faça com ele e não por ele, respeite e preserve sua capacidade atual de realizar atividades de vida diária. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando não houver nenhuma capacidade para execução de determinada tarefa. Isto o ajudará a manter a auto-estima, o respeito próprio e, conseqüentemente, diminuirá a ansiedade do familiar;
• Ajude o portador a manter sua dignidade: lembre-se que a pessoa de quem você cuida é ainda um indivíduo com sentimentos. O que você ou outros familiares fazem ou falam em sua presença pode perturbá-lo. Evite discutir sobre as condições do portador na sua presença;
• Evite confrontos: qualquer tipo de conflito pode causar estresse desnecessário em você e/ou no portador. Evite chamar atenção e mantenha a calma de maneira que a situação não piore. Lembre-se que por mais que pareça proposital, é a doença que ocasiona momentos de agitação, agressividade, etc. NÃO é culpa do portador. Tente identificar qual ou quais fatores podem ser responsáveis pela alteração apresentada e, a partir daí, trabalhe para eliminá-los;
• Faça perguntas simples: mantenha uma conversa simples, sem incluir vários pensamentos, idéias ou escolhas; as perguntas devem possibilitar respostas como “sim” ou “não”; perguntar “você quer laranja?” é melhor do que “que fruta você gostaria de comer?”.
• Mantenha seu senso de humor: procure rir com (e não rir do) o portador de DA. Algumas situações podem parecer engraçadas para você, mas não são para ele. Mantenha um humor saudável e respeitoso, ele ajuda a diminuir o estresse.
• Torne a casa segura: a dificuldade motora e a perda de memória podem aumentar a possibilidade de quedas. Por isso, você deve trazer o máximo de segurança para sua casa: verifique tapetes, mesas de centro, móveis com quina, objetos de decoração, escadas, banheiras, janelas, piscinas, etc.
• Encoraje o exercício e a saúde física: em alguns casos, o exercício físico pode colaborar para que o portador mantenha suas habilidades físicas e mentais por um tempo maior. O exercício apropriado depende da condição de cada pessoa. Consulte o médico para melhores informações.
• Ajude a manter as habilidades pessoais: algumas atividades podem incentivar a dignidade e o respeito próprio, dando propósito e significado à vida. Uma pessoa que antes foi uma dona de casa, um motorista, um professor ou um executivo pode ter maior satisfação usando algumas das habilidades relacionadas ao seu serviço anterior. Lembre-se, entretanto, que a DA é progressiva e os gostos ou habilidades das pessoas acometidas pela doença fatalmente mudarão com o tempo. Conhecer estes detalhes exigirá de você, familiar/cuidador, maior observação para que, dessa forma, seja possível um planejamento de atividades compatíveis com o grau de dependência apresentado pelo portador.
• Mantenha a comunicação: com o avanço da doença, a comunicação entre você e o portador pode tornar-se mais difícil. As seguintes dicas poderão ajudá-lo:
- tenha certeza de que a atenção do portador não está sendo prejudicada por outros fatores;
- fale clara e pausadamente, frente a frente e olhando nos seus olhos;
- demonstre amor através do contato físico;
- preste atenção na linguagem corporal – pessoas que perdem a comunicação verbal, comunicam-se muito com os gestos;
- procure identificar as lembranças ou palavras-chave que podem ajudá-lo a comunicar-se efetivamente com o portador.
• Use artifícios de memória: para alguns portadores, o uso de artifícios de memória pode ajudá-lo a lembrar de ações cotidianas e prevenir confusões como, por exemplo: mostre fotografias dos familiares com seus nomes para ajudá-lo a reconhecer quem é quem no ambiente familiar, coloque placas indicativas nas portas identificando o quarto, o banheiro, etc. Lembre-se, porém, que com o avançar da doença estes artifícios não mais terão o resultado esperado.
LONGEVIDADE
Cuidando do Portador da DA
Cuidar de uma pessoa portadora de *DA pode ser difícil em alguns momentos. Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador. Frente à DA e a todos os problemas inerentes a ela, contamos atualmente com uma poderosa arma: a INFORMAÇÃO. Somente com o conhecimento do que é e do que será, teremos condições de enfrentar tão árdua tarefa. Portanto, VAMOS UNIR FORÇAS!! Para facilitar o seu trabalho, selecionamos algumas “dicas” que podem auxiliá-lo no seu dia-a-dia:
* Doença de Alzheimer
• Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade: uma rotina pode facilitar as atividades que você deverá fazer e, ao mesmo tempo, estruturar um novo sistema de vida. A rotina pode representar segurança para o portador; porém, embora ela possa ajudar, é importante manter a normalidade da vida familiar; procure tratar o portador da mesma forma como o tratava antes da doença;
• Incentive a independência: é necessário que o portador receba estímulos à sua independência. Faça com ele e não por ele, respeite e preserve sua capacidade atual de realizar atividades de vida diária. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando não houver nenhuma capacidade para execução de determinada tarefa. Isto o ajudará a manter a auto-estima, o respeito próprio e, conseqüentemente, diminuirá a ansiedade do familiar;
• Ajude o portador a manter sua dignidade: lembre-se que a pessoa de quem você cuida é ainda um indivíduo com sentimentos. O que você ou outros familiares fazem ou falam em sua presença pode perturbá-lo. Evite discutir sobre as condições do portador na sua presença;
• Evite confrontos: qualquer tipo de conflito pode causar estresse desnecessário em você e/ou no portador. Evite chamar atenção e mantenha a calma de maneira que a situação não piore. Lembre-se que por mais que pareça proposital, é a doença que ocasiona momentos de agitação, agressividade, etc. NÃO é culpa do portador. Tente identificar qual ou quais fatores podem ser responsáveis pela alteração apresentada e, a partir daí, trabalhe para eliminá-los;
• Faça perguntas simples: mantenha uma conversa simples, sem incluir vários pensamentos, idéias ou escolhas; as perguntas devem possibilitar respostas como “sim” ou “não”; perguntar “você quer laranja?” é melhor do que “que fruta você gostaria de comer?”.
• Mantenha seu senso de humor: procure rir com (e não rir do) o portador de DA. Algumas situações podem parecer engraçadas para você, mas não são para ele. Mantenha um humor saudável e respeitoso, ele ajuda a diminuir o estresse.
• Torne a casa segura: a dificuldade motora e a perda de memória podem aumentar a possibilidade de quedas. Por isso, você deve trazer o máximo de segurança para sua casa: verifique tapetes, mesas de centro, móveis com quina, objetos de decoração, escadas, banheiras, janelas, piscinas, etc.
• Encoraje o exercício e a saúde física: em alguns casos, o exercício físico pode colaborar para que o portador mantenha suas habilidades físicas e mentais por um tempo maior. O exercício apropriado depende da condição de cada pessoa. Consulte o médico para melhores informações.
• Ajude a manter as habilidades pessoais: algumas atividades podem incentivar a dignidade e o respeito próprio, dando propósito e significado à vida. Uma pessoa que antes foi uma dona de casa, um motorista, um professor ou um executivo pode ter maior satisfação usando algumas das habilidades relacionadas ao seu serviço anterior. Lembre-se, entretanto, que a DA é progressiva e os gostos ou habilidades das pessoas acometidas pela doença fatalmente mudarão com o tempo. Conhecer estes detalhes exigirá de você, familiar/cuidador, maior observação para que, dessa forma, seja possível um planejamento de atividades compatíveis com o grau de dependência apresentado pelo portador.
• Mantenha a comunicação: com o avanço da doença, a comunicação entre você e o portador pode tornar-se mais difícil. As seguintes dicas poderão ajudá-lo:
- tenha certeza de que a atenção do portador não está sendo prejudicada por outros fatores;
- fale clara e pausadamente, frente a frente e olhando nos seus olhos;
- demonstre amor através do contato físico;
- preste atenção na linguagem corporal – pessoas que perdem a comunicação verbal, comunicam-se muito com os gestos;
- procure identificar as lembranças ou palavras-chave que podem ajudá-lo a comunicar-se efetivamente com o portador.
• Use artifícios de memória: para alguns portadores, o uso de artifícios de memória pode ajudá-lo a lembrar de ações cotidianas e prevenir confusões como, por exemplo: mostre fotografias dos familiares com seus nomes para ajudá-lo a reconhecer quem é quem no ambiente familiar, coloque placas indicativas nas portas identificando o quarto, o banheiro, etc. Lembre-se, porém, que com o avançar da doença estes artifícios não mais terão o resultado esperado.
LONGEVIDADE
fevereiro 16, 2009
UNIFESP RECRUTA CUIDADORES DE PACIENTES COM DOENÇA DE ALZHEIMER E OUTRAS DEMÊNCIAS.
O voluntário não deverá ter asma; doença pulmonar obstrutiva crônica; síndrome de Cushing (desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue) e diabetes mellitus; e nem fazer uso de corticóide tópico, nasal ou qualquer forma de apresentação nos 30 dias anteriores ou álcool (mais do que cinco doses por semana) e drogas de abuso. Também não poderá ser praticante de yoga, meditação e técnicas de relaxamento progressivo antes do início da pesquisa.
O uso de tranquilizantes será permitido, desde que o voluntário já venha fazendo uso deste tipo de medicamento e não o abandone durante o experimento.
Os interessados deverão entrar em contato com Sueli, na Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, pelo telefone (11) 5082-2382, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
