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abril 14, 2011

Coisas que talvez você não saiba sobre cães - Por Natasha Romanzoti

 Já que o cão é o melhor amigo do homem há cerca de 15.000 anos, você poderia pensar que os seres humanos os conhecem muito bem. Surpreenda-se com essa lista, que mostra que nossos animais de estimação preferidos são muito mais do que acreditamos: 
Eles pegam nossas doenças
 
Em relação ao que nos faz mal, somos muito parecidos. Cerca de 6 milhões de cães são diagnosticados com câncer a cada ano. Eles também têm versões caninas de raras doenças humanas como uma neuronal que leva à incapacidade de caminhar ou controlar os músculos. Cachorros e humanos partilhando as mesmas doenças pode ser uma “boa” coisa: as pesquisas são mais fáceis de executar em animais, dando aos médicos um modelo da doença humana, e aos cães uma chance de cura. 
Eles podem cheirar nossas doenças 

Doenças como câncer, diabetes ou epilepsia podem ser detectadas por cães. Estudos mostram que os animais podem ser treinados para farejar câncer de pulmão, mama, pele, bexiga e próstata. Pesquisadores suspeitam que eles sentem “perfumes” extremamente tênues emitidos por células anormais. Eles também são muito usados para ajudar pessoas doentes. Pacientes com diabetes, por exemplo, cuja saúde pode ser prejudicada quando o açúcar aumenta em seu sangue, podem ser avisadas por cães (que detectam o odor destas flutuações) antes mesmo de sentir os sintomas. Também há casos relatados de cães que podem alertar pessoas epilépticas 45 minutos antes de um ataque começar. 
Eles “pensam” 
Segundo pesquisas, os cães podem ser tão inteligentes quanto crianças de 2 anos. Border collie é a raça de cães no topo da categoria “inteligência”, capaz de entender até 200 palavras. Os poodles, pastores alemães, Golden retrievers e Dobermans completam o “top cinco” de raças mais inteligentes. O popular labrador vem em sétimo. Raças de cães de caça mais antigas, como buldogues e beagles, estão entre os alunos mais lentos do mundo canino. Ao contrário de raças de cães mais novas, projetadas para o companheirismo e a sociabilidade, as raças mais velhas foram criadas para farejar e caçar, com mais músculos do que cérebro. 

Eles podem nos deixar doentes 
Cães podem transportar patógenos aos humanos. A raiva, uma doença neurológica fatal, é a mais famosa. Porém, vacinas exigidas por lei podem interromper sua disseminação. Em alguns casos, alimentos para cães podem causar intoxicação alimentar em humanos, graças à contaminação pela bactéria Salmonella. Agora, o mais apavorante de tudo é um estudo que descobriu que os seres humanos podem contrair a lombriga parasita Toxocara canis apenas através de um afago na pele de seus cães infectados. A lombriga, que cresce nos intestinos de cães, pode crescer na parte de trás do olho de seres humanos, causando cegueira. Também podem se alojar em fígados e pulmões humanos. Essas infecções são raras, ainda assim, veterinários alertam que a higiene é importante para os proprietários de cães; lavar as mãos antes das refeições e após brincar com seu animal de estimação é indispensável. 

Eles também têm inveja 
Estudos sugerem que os cães sabem quando não estão recebendo tratamento justo. Quando cachorros faziam tarefas e não ganhavam nada por isso, mas outros cães sim, os não recompensados começavam a ficar agitados, arranhando-se e evitando o olhar dos cães recompensados. Eles também param de fazer a tarefa muito mais rápido do que se estivessem sozinhos e não fossem recompensados. Porém, eles não são tão invejosos quanto nós: os animais não pareciam se importar se outros cães ganhavam salsicha, enquanto eles só ganhavam pão, e também não ligaram se um outro cão ganhava comida sem fazer nada enquanto eles tinham fazer truques. Ainda assim, as conclusões são boas evidências de que a inveja não é só coisa de primata. 
Mas não se sentem culpados 
Você pode ter sido muito injusto com seu cão. O fato é que, quando ele lhe dá aquele “olhar de pena”, não significa que ele esteja se sentindo culpado ou assumindo seu erro. Ele está apenas respondendo a sua repreensão. Quando os donos de cães repreendiam os animais por terem comido um lanche, eles olhavam com “cara de culpa” independentemente de terem mesmo ou não comido o lanche. Na verdade, os cães que foram injustamente acusados muitas vezes pareciam mais culpados. Ou seja, aquele olhar expressivo não significa nada, só que você está gritando com ele. 
Cães dóceis vivem mais 
Pesquisas afirmam que cães obedientes e de raças dóceis vivem mais. Os estudos compararam o uso de energia, as personalidades, as taxas de crescimento e a expectativa de vida de 56 raças de cães. Depois de controlar fatores como tamanho do corpo, os pesquisadores descobriram que raças agressivas viviam menos. Eles cresciam mais rapidamente, e tinham maiores necessidades de energia. Os resultados sugerem que, a procura de selecionar e cruzar raças com certa personalidade, os humanos inadvertidamente tocaram em características ligadas ao metabolismo e longevidade. 
Eles são a raça de mamíferos mais diversa 

Os cães apresentam uma incrível diversidade de forma corporal. Um estudo constatou que as diferenças entre os crânios de raças de cães são tão pronunciadas como as diferenças entre espécies de mamíferos completamente distintas. Um crânio de Collie, por exemplo, é tão diferente de um crânio de pequinês quanto o crânio de um gato é de uma de morsa. Toda esta diversidade faz dos cães uma espécie excelente para estudar genética. 
Eles fazem parte da nossa vida social 
No passado, as pessoas viam os animais como seres sagrados. O cão tinha um papel espiritual. O cão de três cabeças chamado Cérbero guardava o submundo do mito grego, enquanto os embalsamadores egípcios escolheram o deus cão Anúbis como seu patrono. No folclore maia, os cães levavam os mortos para sua vida no “além”. No Nepal, o Festival de Outono de Tihar tem um dia especial para honrar os cães com guirlandas de flores e alimentos. Hoje em dia, os cães são vistos como simples animais de estimação, porém muito populares e queridos. 80% dos proprietários de cães relataram que interagem com seus cães por mais de duas horas por dia. Muitos relatam que vêem seus animais de estimação como filhos. O melhor amigo do homem pode até mesmo trazer mais amigos aos seus donos. Um estudo de 2000 descobriu que andar com um cachorro pelo menos triplicou o número de interações sociais que uma pessoa tinha. Mais do que isso: os cães incitam contato social mesmo quando o animal parece feroz ou o proprietário não está bem vestido. 

Fonte: LiveScience
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Coisas que talvez você não saiba sobre cães - Por Natasha Romanzoti

 Já que o cão é o melhor amigo do homem há cerca de 15.000 anos, você poderia pensar que os seres humanos os conhecem muito bem. Surpreenda-se com essa lista, que mostra que nossos animais de estimação preferidos são muito mais do que acreditamos: 
Eles pegam nossas doenças
 
Em relação ao que nos faz mal, somos muito parecidos. Cerca de 6 milhões de cães são diagnosticados com câncer a cada ano. Eles também têm versões caninas de raras doenças humanas como uma neuronal que leva à incapacidade de caminhar ou controlar os músculos. Cachorros e humanos partilhando as mesmas doenças pode ser uma “boa” coisa: as pesquisas são mais fáceis de executar em animais, dando aos médicos um modelo da doença humana, e aos cães uma chance de cura. 
Eles podem cheirar nossas doenças 

Doenças como câncer, diabetes ou epilepsia podem ser detectadas por cães. Estudos mostram que os animais podem ser treinados para farejar câncer de pulmão, mama, pele, bexiga e próstata. Pesquisadores suspeitam que eles sentem “perfumes” extremamente tênues emitidos por células anormais. Eles também são muito usados para ajudar pessoas doentes. Pacientes com diabetes, por exemplo, cuja saúde pode ser prejudicada quando o açúcar aumenta em seu sangue, podem ser avisadas por cães (que detectam o odor destas flutuações) antes mesmo de sentir os sintomas. Também há casos relatados de cães que podem alertar pessoas epilépticas 45 minutos antes de um ataque começar. 
Eles “pensam” 
Segundo pesquisas, os cães podem ser tão inteligentes quanto crianças de 2 anos. Border collie é a raça de cães no topo da categoria “inteligência”, capaz de entender até 200 palavras. Os poodles, pastores alemães, Golden retrievers e Dobermans completam o “top cinco” de raças mais inteligentes. O popular labrador vem em sétimo. Raças de cães de caça mais antigas, como buldogues e beagles, estão entre os alunos mais lentos do mundo canino. Ao contrário de raças de cães mais novas, projetadas para o companheirismo e a sociabilidade, as raças mais velhas foram criadas para farejar e caçar, com mais músculos do que cérebro. 

Eles podem nos deixar doentes 
Cães podem transportar patógenos aos humanos. A raiva, uma doença neurológica fatal, é a mais famosa. Porém, vacinas exigidas por lei podem interromper sua disseminação. Em alguns casos, alimentos para cães podem causar intoxicação alimentar em humanos, graças à contaminação pela bactéria Salmonella. Agora, o mais apavorante de tudo é um estudo que descobriu que os seres humanos podem contrair a lombriga parasita Toxocara canis apenas através de um afago na pele de seus cães infectados. A lombriga, que cresce nos intestinos de cães, pode crescer na parte de trás do olho de seres humanos, causando cegueira. Também podem se alojar em fígados e pulmões humanos. Essas infecções são raras, ainda assim, veterinários alertam que a higiene é importante para os proprietários de cães; lavar as mãos antes das refeições e após brincar com seu animal de estimação é indispensável. 

Eles também têm inveja 
Estudos sugerem que os cães sabem quando não estão recebendo tratamento justo. Quando cachorros faziam tarefas e não ganhavam nada por isso, mas outros cães sim, os não recompensados começavam a ficar agitados, arranhando-se e evitando o olhar dos cães recompensados. Eles também param de fazer a tarefa muito mais rápido do que se estivessem sozinhos e não fossem recompensados. Porém, eles não são tão invejosos quanto nós: os animais não pareciam se importar se outros cães ganhavam salsicha, enquanto eles só ganhavam pão, e também não ligaram se um outro cão ganhava comida sem fazer nada enquanto eles tinham fazer truques. Ainda assim, as conclusões são boas evidências de que a inveja não é só coisa de primata. 
Mas não se sentem culpados 
Você pode ter sido muito injusto com seu cão. O fato é que, quando ele lhe dá aquele “olhar de pena”, não significa que ele esteja se sentindo culpado ou assumindo seu erro. Ele está apenas respondendo a sua repreensão. Quando os donos de cães repreendiam os animais por terem comido um lanche, eles olhavam com “cara de culpa” independentemente de terem mesmo ou não comido o lanche. Na verdade, os cães que foram injustamente acusados muitas vezes pareciam mais culpados. Ou seja, aquele olhar expressivo não significa nada, só que você está gritando com ele. 
Cães dóceis vivem mais 
Pesquisas afirmam que cães obedientes e de raças dóceis vivem mais. Os estudos compararam o uso de energia, as personalidades, as taxas de crescimento e a expectativa de vida de 56 raças de cães. Depois de controlar fatores como tamanho do corpo, os pesquisadores descobriram que raças agressivas viviam menos. Eles cresciam mais rapidamente, e tinham maiores necessidades de energia. Os resultados sugerem que, a procura de selecionar e cruzar raças com certa personalidade, os humanos inadvertidamente tocaram em características ligadas ao metabolismo e longevidade. 
Eles são a raça de mamíferos mais diversa 

Os cães apresentam uma incrível diversidade de forma corporal. Um estudo constatou que as diferenças entre os crânios de raças de cães são tão pronunciadas como as diferenças entre espécies de mamíferos completamente distintas. Um crânio de Collie, por exemplo, é tão diferente de um crânio de pequinês quanto o crânio de um gato é de uma de morsa. Toda esta diversidade faz dos cães uma espécie excelente para estudar genética. 
Eles fazem parte da nossa vida social 
No passado, as pessoas viam os animais como seres sagrados. O cão tinha um papel espiritual. O cão de três cabeças chamado Cérbero guardava o submundo do mito grego, enquanto os embalsamadores egípcios escolheram o deus cão Anúbis como seu patrono. No folclore maia, os cães levavam os mortos para sua vida no “além”. No Nepal, o Festival de Outono de Tihar tem um dia especial para honrar os cães com guirlandas de flores e alimentos. Hoje em dia, os cães são vistos como simples animais de estimação, porém muito populares e queridos. 80% dos proprietários de cães relataram que interagem com seus cães por mais de duas horas por dia. Muitos relatam que vêem seus animais de estimação como filhos. O melhor amigo do homem pode até mesmo trazer mais amigos aos seus donos. Um estudo de 2000 descobriu que andar com um cachorro pelo menos triplicou o número de interações sociais que uma pessoa tinha. Mais do que isso: os cães incitam contato social mesmo quando o animal parece feroz ou o proprietário não está bem vestido. 

Fonte: LiveScience
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abril 13, 2011

Você sabia que é proibido alimentar pombos?

A figura do velhinho sentando em um banco na praça alimentando pombos, não existe mais, ou não deveria existir, já que os pombos são uma das pragas urbanas que preocupam autoridades sanitárias e médicos no País. Potencial transmissor de doenças há legislação que proíbe alimentá-los.

"Muitas são reclamações contra vizinhos, geralmente idosos, que alimentam os bichos na calçada em frente da casa ou no quintal", conta Fábio Agostine, médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano, ele explica que se o pombo encontrar abrigo comida e água acaba se instalando. Isso ocorre em telhados, torres de igrejas, marquises e árvores. Comida, quando não tem quem dê, acha com facilidade em restos deixados em locais públicos e abertos. Outro fator que contribui para sua proliferação é a ausência de um predador natural, como o gavião.

O pombo daqui tem origem européia, tendo chegado junto com os portugueses, durante a colonização, para servir de alimento. Foram domesticados há 5.000 anos pelos asiáticos, também para servir de alimento, além de treinados para levar correspondência. Cada fêmea pode ter até dez filhotes por ano. Na cidade, o espécime dura até cinco anos. Na natureza, 20.

PREJUÍZO
Entupimento de calhas, canos. Recentemente uma igreja, em São Bernardo do Campo, precisou trocar todas as calhas, por causa da quantidade de bichos instalados. Foram necessários três meses de trabalho para retirar ninhos, fezes e até pombos mortos que entupiram os canos.

Usar balde d''água ou mangueira, sem jato, para limpar as fezes do pombo é a forma mais adequada para retirar o excremento. Se varrer, os fungos ficam suspensos no ar e podem ser inalados.

Doença transmitida pela ave afeta imunodeficientes
O pombo é transmissor de algumas doenças. A mais grave é a criptococose, causada pelo fungo cryptococcus. No entanto, a maior parte das pessoas, ao entrar em contato com o fungo, não manifesta a enfermidade. Geralmente, os infectados são pacientes imunologicamente debilitados, como portadores de HIV ou câncer.

"Criamos anticorpos e ficamos imunes. É uma doença oportunista, que contamina pessoas com imunidade baixa. Mas já tivemos situações de pessoas fora desse perfil. explica o médico Munik Akar Ayub, professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC. Segundo ele, os pacientes imunologicamente debilitados podem apresentar os seguintes quadros: meningite (inflamação da meninge), encefalite (inflamação do cérebro) e retardo mental. Em alguns casos, leva à morte.

Há outras doenças transmitidas, como salmonelose, causada pela ingestão de ovos ou carne contaminados pela bactéria salmonella, também presente nas fezes de pombos. As penas e ninhos podem agravar quadros alérgicos. "É um rato de asas que transporta sujeira. O vento faz com que as partículas dos fungos se depositem também em objetos e alimentos", alerta o especialista.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Você sabia que é proibido alimentar pombos?

A figura do velhinho sentando em um banco na praça alimentando pombos, não existe mais, ou não deveria existir, já que os pombos são uma das pragas urbanas que preocupam autoridades sanitárias e médicos no País. Potencial transmissor de doenças há legislação que proíbe alimentá-los.

"Muitas são reclamações contra vizinhos, geralmente idosos, que alimentam os bichos na calçada em frente da casa ou no quintal", conta Fábio Agostine, médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano, ele explica que se o pombo encontrar abrigo comida e água acaba se instalando. Isso ocorre em telhados, torres de igrejas, marquises e árvores. Comida, quando não tem quem dê, acha com facilidade em restos deixados em locais públicos e abertos. Outro fator que contribui para sua proliferação é a ausência de um predador natural, como o gavião.

O pombo daqui tem origem européia, tendo chegado junto com os portugueses, durante a colonização, para servir de alimento. Foram domesticados há 5.000 anos pelos asiáticos, também para servir de alimento, além de treinados para levar correspondência. Cada fêmea pode ter até dez filhotes por ano. Na cidade, o espécime dura até cinco anos. Na natureza, 20.

PREJUÍZO
Entupimento de calhas, canos. Recentemente uma igreja, em São Bernardo do Campo, precisou trocar todas as calhas, por causa da quantidade de bichos instalados. Foram necessários três meses de trabalho para retirar ninhos, fezes e até pombos mortos que entupiram os canos.

Usar balde d''água ou mangueira, sem jato, para limpar as fezes do pombo é a forma mais adequada para retirar o excremento. Se varrer, os fungos ficam suspensos no ar e podem ser inalados.

Doença transmitida pela ave afeta imunodeficientes
O pombo é transmissor de algumas doenças. A mais grave é a criptococose, causada pelo fungo cryptococcus. No entanto, a maior parte das pessoas, ao entrar em contato com o fungo, não manifesta a enfermidade. Geralmente, os infectados são pacientes imunologicamente debilitados, como portadores de HIV ou câncer.

"Criamos anticorpos e ficamos imunes. É uma doença oportunista, que contamina pessoas com imunidade baixa. Mas já tivemos situações de pessoas fora desse perfil. explica o médico Munik Akar Ayub, professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC. Segundo ele, os pacientes imunologicamente debilitados podem apresentar os seguintes quadros: meningite (inflamação da meninge), encefalite (inflamação do cérebro) e retardo mental. Em alguns casos, leva à morte.

Há outras doenças transmitidas, como salmonelose, causada pela ingestão de ovos ou carne contaminados pela bactéria salmonella, também presente nas fezes de pombos. As penas e ninhos podem agravar quadros alérgicos. "É um rato de asas que transporta sujeira. O vento faz com que as partículas dos fungos se depositem também em objetos e alimentos", alerta o especialista.

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abril 11, 2011

Quando é o momento de parar de dirigir? por Silvia Masc

O que é motivo de aflição para muitos pais, é de extrema felicidade para os filhos: a maioridade que permite tirar a carteira de motorista. A sensação de liberdade representada pelo carro explica a ansiedade entre os adolescentes.

Enquanto os jovens ficam ansiosos para começar a dirigir, os idosos temem a hora de ter de largar o volante. Quando a experiência está no auge, a saúde ou a família forçam a aposentadoria do motorista.

Lembro de uma amiga, cujo marido já estava na hora de parar, e ele adorava dirigir, mas já estava se tornando algo perigoso, ela muito carinhosa, preocupadíssima como tirar algo que era um prazer muito grande pra ele sem magoá-lo. A providência conforme ela conta, foi divina, de uma maneira meio torta, mas foi a solução - roubaram o carro.  Foi até cômico a felicidade dela ao entrar na delegacia para ao fazer o BO para acionar o seguro, o delegado em tom de suspeita disse que nunca tinha visto alguém tão feliz em ter o carro roubado, ela então contou a razão, e ele entendeu, que não era alguém querendo aplicar um golpe na seguradora.

Foi então que ela fez uma proposta ao marido bem interessante e que ele acatou sem sofrer: com o dinheiro pago pela seguradora, eles criaram o “fundo do táxi”, e agora, quando saem, descem na entrada do prédio, que lhes deu um presente, um ponto de táxi exatamente em frente.

O Brasil tem mais de 52 milhões de motoristas habilitados, desses pelo menos 6 milhões têm mais de 61 anos. O código de transito não determina a idade limite, já que um idoso de 80 anos pode ter melhores condições de dirigir do que uma pessoa de 40.

A hora, muita vezes tem que ser determinada pelos familiares, que deveriam pegar uma "carona" com o idoso e observar, se não há défict de atenção, se o idoso se lembra aonde estacionou, se obedece as leis de trânsito como antes, se não oferece risco à sua ou a vida de outros.


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Quando é o momento de parar de dirigir? por Silvia Masc

O que é motivo de aflição para muitos pais, é de extrema felicidade para os filhos: a maioridade que permite tirar a carteira de motorista. A sensação de liberdade representada pelo carro explica a ansiedade entre os adolescentes.

Enquanto os jovens ficam ansiosos para começar a dirigir, os idosos temem a hora de ter de largar o volante. Quando a experiência está no auge, a saúde ou a família forçam a aposentadoria do motorista.

Lembro de uma amiga, cujo marido já estava na hora de parar, e ele adorava dirigir, mas já estava se tornando algo perigoso, ela muito carinhosa, preocupadíssima como tirar algo que era um prazer muito grande pra ele sem magoá-lo. A providência conforme ela conta, foi divina, de uma maneira meio torta, mas foi a solução - roubaram o carro.  Foi até cômico a felicidade dela ao entrar na delegacia para ao fazer o BO para acionar o seguro, o delegado em tom de suspeita disse que nunca tinha visto alguém tão feliz em ter o carro roubado, ela então contou a razão, e ele entendeu, que não era alguém querendo aplicar um golpe na seguradora.

Foi então que ela fez uma proposta ao marido bem interessante e que ele acatou sem sofrer: com o dinheiro pago pela seguradora, eles criaram o “fundo do táxi”, e agora, quando saem, descem na entrada do prédio, que lhes deu um presente, um ponto de táxi exatamente em frente.

O Brasil tem mais de 52 milhões de motoristas habilitados, desses pelo menos 6 milhões têm mais de 61 anos. O código de transito não determina a idade limite, já que um idoso de 80 anos pode ter melhores condições de dirigir do que uma pessoa de 40.

A hora, muita vezes tem que ser determinada pelos familiares, que deveriam pegar uma "carona" com o idoso e observar, se não há défict de atenção, se o idoso se lembra aonde estacionou, se obedece as leis de trânsito como antes, se não oferece risco à sua ou a vida de outros.


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abril 07, 2011

Vá devagar

Imagem Blog Protocolo
Quanto mais o relógio avança, mais os ponteiros indicam que as horas podem não ser suficientes para tantas tarefas programadas para o dia, a semana, o mês, o ano. Escravos do tempo, esquecemos, muitas vezes, do que é essencial. O criador do blog Zenhabits, Leo Babauta, percebeu, há tempos, que a vida tem variáveis que fogem ao nosso controle. Está tudo certo para um determinado evento e, eis que uma reviravolta acontece. Aceitar o imponderável, mais que sinal de acomodação, significa sabedoria.

Não planeje tanto Esteja aberto ao que a vida pode oferecer. Sim, é preciso pagar as contas, marcar encontros com os amigos, encontrar e dar apoio à família, fazer alguma reserva em dinheiro, cuidar da casa. Cultive o bem estar.

Não se preocupe tanto com o futuro. Será que algo ruim acontece? Existem coisas chegando que temos de prever e preparar-se para? Claro, se houver um furacão enorme vindo em sua direção, você provavelmente deve ficar pronto. Mas por outro lado, basta perceber que o futuro é imprevisível, e se preocupar com isso é um desperdício de tempo. Concentre-se no agora, e você sempre será capaz de lidar com o que vem. 

Não crie expectativas. Esperar que as pessoas reajam do modo como você considera correto, é quase certo que você terá problemas. Esqueça resultados imediatos. Sem muitas expectativas, você vive mais tranquilo. Entenda que as pessoas são diferentes, mesmo que pareçam egoístas, estranhas ou agressivas. Cabe a você se proteger. Não tente entender as formas de agir dos outros. Descubra a sua melhor atitude. 

Não faça escândalo. Se as coisas vão mal, não exagere nas reações. Explosões fora de proporção causam danos, inclusive, à saúde. Tente manter o autocontrole.

Não crie soluções para problemas que não existem. Espere os acontecimentos. Antecipar os problemas é perda de tempo e energia. 

Esteja sempre aberto. Que tal experimentar um dia sem fazer plano algum, apenas para ver o que acontece? Pode parecer assustador, pela sensação de insegurança e falta de controle. O controle, na verdade, é uma falsa sensação. Portanto, abra-se para o novo, para os movimentos que a vida oferece espontâneamente. Pense em criar algo novo, em debruçar-se sobre um projeto. Você pode descobrir-se apaixonado por algo antes impensável.

Entenda que a vida acontece e temos de reagir. Mas ao invés de exagerar, podemos reagir com calma, tomar medidas necessárias, corrigir problemas, e seguir em frente sem ele estragar o nosso dia. Aceite o que acontece. Pode não ser o que você considera ideal, mas é o que a vida lhe deu, o que resultou de suas ações em um mundo de imprevisibilidades. E seja feliz. 


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Vá devagar

Imagem Blog Protocolo
Quanto mais o relógio avança, mais os ponteiros indicam que as horas podem não ser suficientes para tantas tarefas programadas para o dia, a semana, o mês, o ano. Escravos do tempo, esquecemos, muitas vezes, do que é essencial. O criador do blog Zenhabits, Leo Babauta, percebeu, há tempos, que a vida tem variáveis que fogem ao nosso controle. Está tudo certo para um determinado evento e, eis que uma reviravolta acontece. Aceitar o imponderável, mais que sinal de acomodação, significa sabedoria.

Não planeje tanto Esteja aberto ao que a vida pode oferecer. Sim, é preciso pagar as contas, marcar encontros com os amigos, encontrar e dar apoio à família, fazer alguma reserva em dinheiro, cuidar da casa. Cultive o bem estar.

Não se preocupe tanto com o futuro. Será que algo ruim acontece? Existem coisas chegando que temos de prever e preparar-se para? Claro, se houver um furacão enorme vindo em sua direção, você provavelmente deve ficar pronto. Mas por outro lado, basta perceber que o futuro é imprevisível, e se preocupar com isso é um desperdício de tempo. Concentre-se no agora, e você sempre será capaz de lidar com o que vem. 

Não crie expectativas. Esperar que as pessoas reajam do modo como você considera correto, é quase certo que você terá problemas. Esqueça resultados imediatos. Sem muitas expectativas, você vive mais tranquilo. Entenda que as pessoas são diferentes, mesmo que pareçam egoístas, estranhas ou agressivas. Cabe a você se proteger. Não tente entender as formas de agir dos outros. Descubra a sua melhor atitude. 

Não faça escândalo. Se as coisas vão mal, não exagere nas reações. Explosões fora de proporção causam danos, inclusive, à saúde. Tente manter o autocontrole.

Não crie soluções para problemas que não existem. Espere os acontecimentos. Antecipar os problemas é perda de tempo e energia. 

Esteja sempre aberto. Que tal experimentar um dia sem fazer plano algum, apenas para ver o que acontece? Pode parecer assustador, pela sensação de insegurança e falta de controle. O controle, na verdade, é uma falsa sensação. Portanto, abra-se para o novo, para os movimentos que a vida oferece espontâneamente. Pense em criar algo novo, em debruçar-se sobre um projeto. Você pode descobrir-se apaixonado por algo antes impensável.

Entenda que a vida acontece e temos de reagir. Mas ao invés de exagerar, podemos reagir com calma, tomar medidas necessárias, corrigir problemas, e seguir em frente sem ele estragar o nosso dia. Aceite o que acontece. Pode não ser o que você considera ideal, mas é o que a vida lhe deu, o que resultou de suas ações em um mundo de imprevisibilidades. E seja feliz. 


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abril 02, 2011

O vício na terceira idade por Dra. Claudia Finamore


O envelhecimento é o estado final do desenvolvimento humano que todo indivíduo sadio e que não sofreu acidentes irá vivenciar. É uma época de muitas perdas e limitações. Falecimento de amigos e familiares, limitações físicas e de saúde, aposentadoria, situação econômica diminuída. Esses são fatores que podem deixar os idosos mais vulneráveis à depressão e poderão, em alguns casos, conduzir a uma maior suscetibilidade em envolver-se com vícios como o tabaco, o álcool, jogos de azar, entre outros.
Muitos idosos começam a jogar em igrejas e centros comunitários para ocupar o tempo, porém os traços depressivos, a solidão, a falta de ocupação podem transformar algumas horas de lazer em jogo patológico. Esses jogadores perdem o controle sobre quando e quanto jogam. O jogo acaba tendo impacto econômico na vida desses idosos e piora a situação de interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento poderá aumentar.

Atualmente, surgiu a dependência tecnológica pela internet. Os idosos encontram na internet um espaço de lazer e interações relacionais que pode ser útil, porém, se ultrapassado um determinado limite, poderá tornar-se prejudicial. Devido à baixa autoestima, depressão, fobias sociais e solidão, o idoso poderá tornar-se dependente do uso dessa tecnologia e até mesmo envolver-se em situações de risco, vitimados por práticas ardilosas.

O uso de entorpecentes na terceira idade é maior do que se pensa. As drogas lícitas, como o álcool, o tabaco e os tranquilizantes, são as mais consumidas.
Fumar é inconveniente para qualquer pessoa, mas alguns grupos podem ser considerados de maior risco, como as pessoas que já têm doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.

Os idosos se encontram num grupo com grandes riscos para os efeitos danosos do hábito de fumar, pois o tabagismo relaciona-se ao agravamento de várias doenças que adquirem maior significado com o avançar da idade, quando se somam as perdas funcionais próprias do envelhecimento. A maioria dos fumantes inicia o hábito quando jovem e fica rapidamente viciada na nicotina presente no cigarro. Para os idosos, é importante interromper o uso do tabaco para não prejudicar ainda mais as perdas funcionais que ocorrem na terceira idade.

Os idosos podem apresentar níveis de dependência ao álcool tão altos quanto os jovens, e muitas vezes acreditam que, por terem bebido até esse momento, não precisam parar devido ao envelhecimento. Porém, pessoas idosas apresentam menor tolerância aos efeitos dos entorpecentes quando comparadas aos jovens. Isso pode significar maiores prejuízos psíquicos e físicos para o idoso que consome a mesma quantidade de drogas de um jovem.

Pessoas idosas também podem começar a beber ou aumentar o consumo de álcool e/ou medicamentos para induzir o sono, reduzir a sensação de dor física e aliviar a ansiedade, transformando esse uso em vício.
É importante notar que idosos costumam fazer uso de diferentes tipos de medicações prescritas. Efeitos colaterais de muitas dessas medicações podem ser intensificados devido ao consumo concomitante de álcool. Os transtornos depressivos, comuns entre os idosos, tendem a se intensificar com o uso indevido de álcool.

Como a nossa população vem envelhecendo, nós seguramente encararemos um crescente número de pessoas mais maduras procurando sensações físicas e psíquicas através do uso de drogas. Para algumas delas, essa busca é uma forma de lidar com uma série de perdas do passado; para outras, é uma maneira de lidar com dores e sofrimentos físicos e psíquicos relacionados com a idade. Além disso, para outras pessoas ainda, é uma continuação de um padrão de consumo inadequado de substâncias que se iniciou em tempos idos e que permanece na atualidade.

Para se fazer um tratamento visando o controle do tabagismo, do álcool e de demais vícios na terceira idade, é necessário conhecer os motivos pelos quais os idosos mantêm esses hábitos prejudiciais, a influência do ambiente familiar e socioeconômico-cultural sobre eles, os aspectos da dependência, e procurar de maneira criteriosa uma melhor maneira de tratar esse idoso, valorizando a psicoterapia como um eixo importante na condução do tratamento. 

Claudia Finamore é psicóloga e psicanalista, com especialização em psicogeriatria pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Participa dos atendimentos do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). Atendimento clínico com pessoas portadoras de deficiência mental e demência, cuidadores de pessoas que necessitam de cuidados especiais, crianças que apresentam dificuldades escolares e de relacionamento, orientação aos pais, adolescentes, adultos e idosos que tenham o desejo de cuidar do seu sofrimento emocional. Tel.: (11) 5052-0370 CRP 06/84751

O vício na terceira idade por Dra. Claudia Finamore


O envelhecimento é o estado final do desenvolvimento humano que todo indivíduo sadio e que não sofreu acidentes irá vivenciar. É uma época de muitas perdas e limitações. Falecimento de amigos e familiares, limitações físicas e de saúde, aposentadoria, situação econômica diminuída. Esses são fatores que podem deixar os idosos mais vulneráveis à depressão e poderão, em alguns casos, conduzir a uma maior suscetibilidade em envolver-se com vícios como o tabaco, o álcool, jogos de azar, entre outros.
Muitos idosos começam a jogar em igrejas e centros comunitários para ocupar o tempo, porém os traços depressivos, a solidão, a falta de ocupação podem transformar algumas horas de lazer em jogo patológico. Esses jogadores perdem o controle sobre quando e quanto jogam. O jogo acaba tendo impacto econômico na vida desses idosos e piora a situação de interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento poderá aumentar.

Atualmente, surgiu a dependência tecnológica pela internet. Os idosos encontram na internet um espaço de lazer e interações relacionais que pode ser útil, porém, se ultrapassado um determinado limite, poderá tornar-se prejudicial. Devido à baixa autoestima, depressão, fobias sociais e solidão, o idoso poderá tornar-se dependente do uso dessa tecnologia e até mesmo envolver-se em situações de risco, vitimados por práticas ardilosas.

O uso de entorpecentes na terceira idade é maior do que se pensa. As drogas lícitas, como o álcool, o tabaco e os tranquilizantes, são as mais consumidas.
Fumar é inconveniente para qualquer pessoa, mas alguns grupos podem ser considerados de maior risco, como as pessoas que já têm doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.

Os idosos se encontram num grupo com grandes riscos para os efeitos danosos do hábito de fumar, pois o tabagismo relaciona-se ao agravamento de várias doenças que adquirem maior significado com o avançar da idade, quando se somam as perdas funcionais próprias do envelhecimento. A maioria dos fumantes inicia o hábito quando jovem e fica rapidamente viciada na nicotina presente no cigarro. Para os idosos, é importante interromper o uso do tabaco para não prejudicar ainda mais as perdas funcionais que ocorrem na terceira idade.

Os idosos podem apresentar níveis de dependência ao álcool tão altos quanto os jovens, e muitas vezes acreditam que, por terem bebido até esse momento, não precisam parar devido ao envelhecimento. Porém, pessoas idosas apresentam menor tolerância aos efeitos dos entorpecentes quando comparadas aos jovens. Isso pode significar maiores prejuízos psíquicos e físicos para o idoso que consome a mesma quantidade de drogas de um jovem.

Pessoas idosas também podem começar a beber ou aumentar o consumo de álcool e/ou medicamentos para induzir o sono, reduzir a sensação de dor física e aliviar a ansiedade, transformando esse uso em vício.
É importante notar que idosos costumam fazer uso de diferentes tipos de medicações prescritas. Efeitos colaterais de muitas dessas medicações podem ser intensificados devido ao consumo concomitante de álcool. Os transtornos depressivos, comuns entre os idosos, tendem a se intensificar com o uso indevido de álcool.

Como a nossa população vem envelhecendo, nós seguramente encararemos um crescente número de pessoas mais maduras procurando sensações físicas e psíquicas através do uso de drogas. Para algumas delas, essa busca é uma forma de lidar com uma série de perdas do passado; para outras, é uma maneira de lidar com dores e sofrimentos físicos e psíquicos relacionados com a idade. Além disso, para outras pessoas ainda, é uma continuação de um padrão de consumo inadequado de substâncias que se iniciou em tempos idos e que permanece na atualidade.

Para se fazer um tratamento visando o controle do tabagismo, do álcool e de demais vícios na terceira idade, é necessário conhecer os motivos pelos quais os idosos mantêm esses hábitos prejudiciais, a influência do ambiente familiar e socioeconômico-cultural sobre eles, os aspectos da dependência, e procurar de maneira criteriosa uma melhor maneira de tratar esse idoso, valorizando a psicoterapia como um eixo importante na condução do tratamento. 

Claudia Finamore é psicóloga e psicanalista, com especialização em psicogeriatria pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Participa dos atendimentos do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). Atendimento clínico com pessoas portadoras de deficiência mental e demência, cuidadores de pessoas que necessitam de cuidados especiais, crianças que apresentam dificuldades escolares e de relacionamento, orientação aos pais, adolescentes, adultos e idosos que tenham o desejo de cuidar do seu sofrimento emocional. Tel.: (11) 5052-0370 CRP 06/84751

março 23, 2011

Aposentadoria... e agora?



Ronaldo aposentou-se. Apresentou ao público suas razões, em anúncio transmitido pela tevê: “Perdi para o meu corpo”. Mas não havia apenas lamento, desculpas e agradecimentos no discurso do maior artilheiro das copas do mundo. Ele falou de planos.

Embora se possa julgar que o ex-craque – aos 34, condição financeira absurdamente favorecida etc. – não serve de parâmetro, é possível encontrar no episódio similaridades com casos de, digamos, mortais comuns. De alguma maneira, ou de várias maneiras, Ronaldo preparou-se para a aposentadoria. Para os tempos em que deixaria de ouvir milhares a lhe saudarem nos estádios.Ele não pretende usar o (novo) tempo disponível somente para levar os filhos ao colégio bilíngue ou passear de barco por Angra. No pronunciamento, citou uma série de negócios a que pretende estar ligado no futuro – imediato e além.
É o que diz Ronaldo. E é o que se recomenda que se faça – uma preparação. Não só para gente de “menos idade”, “privilegiada”, como ele: a organização prévia é importante para todos. Uma tese de doutorado defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP trata do tema. Em “Fatores de risco à senilidade na transição à aposentadoria”, o psicólogo Juan Canizares estuda efeitos – psíquicos, sociais – do desligamento do emprego.

O médico Wilson Jacob Filho, professor da faculdade e diretor do serviço de geriatria do Hospital das Clínicas, observa que essa aposentadoria ativa necessita ser planejada. “O indivíduo deve, desde sempre, imaginar o que gostaria de fazer quando não estiver mais trabalhando. E, de preferência, ter respostas plurais: para ganhar algum dinheiro seria isso, para ter prazer seria aquilo... Ele deve, enfim, estar ciente que um dia irá se aposentar.”
Modelo antigo
Nosso modelo de aposentadoria foi estabelecido há meio século, época em que se acreditava que iríamos trabalhar por muito tempo (até por volta dos 60) e ficar aposentados por pouco tempo (uma década, mais ou menos). Pois o processo evolutivo, no que têm parte os avanços da ciência, se encarregou de tornar obsoleto esse desenho. “Hoje, uma pessoa de 60 anos tem plenas condições de começar alguma coisa, enquanto no passado ela estava em franca decadência”, avalia Jacob Filho
Não é férias
Erra quem acredita que a temporada pós-trabalho é constituída de uma liberdade que só traz benefícios, conforto. Há o lado positivo, naturalmente. Mas quem trabalhou a vida inteira pode imaginar que deixará de ser produtivo, de verter recursos para a família, para a sociedade. “E, às vezes, é o contrário, essa pessoa mantém a família com o dinheiro da aposentadoria”, pondera a gerontóloga Cláudia Ajzen, professora de psicologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Tudo depende de como ela se aposentou em termos financeiros. Infelizmente, o dinheiro vai reger grande parte desse sossego.”
Atividades adequadas
É consenso que a noção antiga que se tinha do aposentado – o sujeito em pijamas, vivendo repouso permanente – perdeu sentido. A medicina, sobretudo a preventiva, auxilia na manutenção do envelhecimento saudável. Houve também mudanças econômicas, sociais.
“As pessoas têm um valor de participação na comunidade, o que tem de ser estimulado sempre”, considera Marisa Aciolly, professora de gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. “Aos que desejam continuar trabalhando, há empresas que oferecem serviços para idosos, com jornada inferior a oito horas por dia.”
Medo e depressão
Redução de dinheiro, prejuízo social, problemas de autoestima – são essas as contingências mais comuns enfrentadas por aposentados. Vivemos mais, e vivemos um tempo que dá extremo valor àquilo que é associado a comportamentos, e capacidades, dos jovens.
Jacob Filho ressalta que, na tese do psicólogo Juan Canizares, foram percebidos dois tipos de “medos” ligados à aposentadoria. O primeiro, mais usual, a perda de status: caem salários, bonificações. O segundo, a perda de prestígio: vale, principalmente, para posições de destaque, e Ronaldo e o ex-presidente Lula são exemplos notórios.
Se não é planejada, a aposentadoria pode ter implicações de ordem física e mental. Física porque a pessoa diminui o ritmo, move-se menos. Mental porque em geral a atividade cerebral diminui. “A repercussão é a piora da capacidade de raciocínio, cognitiva. O indivíduo passa, simultaneamente, por uma perda de autoestima, que pode ser a base para um estado de depressão.”
O estabelecimento de um plano permite a superação desse período de transição complicado. Que faz até Ronaldo, um célebre crítico da prática da concentração, admitir que sentirá falta do encarceramento involuntário dos jogadores às vésperas das partidas.
Leitura sobre o assunto: Portal da Saúde Unifesp


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março 20, 2011

"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil"

"Cuidados: Uma jonada espiritual de amor, perda e renovação".

Pode vir de surpresa ou não. Mas quando os idosos adoecem, ou se tornam dependentes, alguém terá de assumir os cuidados.Filhos atarefados e envolvidos com sua própria rotina têm de lidar com a nova situação que implica, ainda, em assustadoras despesas médicas. Quanto mais cedo à família pensar no assunto, menos sofrimento.

Lidar com os pais idosos ainda é uma surpresa e grande dificuldade para muitos. Uma das razões está relacionada com o repentino aumento da expectativa de vida. Recentemente se percebeu que a perspectiva de envelhecimento da população brasileira estava crescendo em proporções assustadoras, e nós não nos preparamos para cuidar dos idosos.

É difícil para todos. Portanto, não se sinta culpado se não sabe lidar com a dependência dos pais. "Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte", escreve a jornalista americana Beth Witrogen Mc Leod, autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).

Além do medo do próprio envelhecimento, imaginar que o parente mais velho se aproxima da morte também gera muita ansiedade e frustração. "O ideal é não pensar em perdas, nem antecipar a morte de ninguém. A pessoa pode estar mal e viver mais trinta anos", diz o psicólogo Renato Veras, coordenador da Unati - UERJ.

Nesses momentos difíceis, são muitos os medos irracionais e é preciso descobri-los dentro de si mesmo para conseguir encarar a responsabilidade. "Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história", afirma a sub-coordenadora da Unati, Célia Caldas. "O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro", diz.

Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona concorda. "Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta", completa.

Necessidades que não são apenas de natureza financeira ou material, como atendimento médico e remédios, mas também de natureza socio-espiritual. "Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso", afirma categórica, Célia Caldas.

Lisa Berkman, professora catedrática do departamento de saúde e de comportamento social da Escola de Saúde Pública de Harvard fala sobre a necessidade do idoso não apenas de receber, mas também de poder participar da vida em família. "O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber", explica, no livro Amor e Sobrevivência, de Dean Ornish (Editora Rocco).

Dessa forma, elas são capazes de sentir ainda mais seus verdadeiros valores. "Por isso, os netos são tão importantes", afirma. Dar e receber são preceitos que valem não só para o idoso. "É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais", diz Renato Veras.

"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil", analisa o professor Moragas. Por isso, é hora de encarar a fase difícil como um grande aprendizado. Como já dizia o rabino americano Harold Kushner: "se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino".

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março 16, 2011

Minha sábia e amorosa tia Vera


"Ternura, é quando alguém nos olha e os seus olhos brilham como duas estrelas "(Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)

Quando meu avô faleceu, a minha tia Vera, assumiu os cuidados da minha avó, e já cuidava também da sogra , ambas idosas.
Em uma viagem de férias, me hospedei na casa da tia e após o almoço, me ofereci para lavar a louça, e fui informada que essa tarefa diariamente cabia a vovó e a Dna. Aparecida, (sogra). Na minha ignorância sobre a compreensão dos idosos, achei que elas deveriam ser poupadas, mas como visita, não me manifestei.

Observei também, que enquanto uma lavava a outra enxugava e guardava toda a louça em um único compartimento de um enorme armário de uma cozinha bem planejada, aquilo também me intrigou, pondo em dúvida a organização da casa da minha tia.

Após a lavagem da louça, as duas senhorinhas tomaram banho e foram descansar.
Minha tia então me deu uma grande lição de respeito aos mais velhos, quando para o meu espanto, começou a tirar do armário, toda a louça que as senhoras tinham lavado e aí me explicou.

- Eu não quero privá-las de sentir-se úteis, por outro lado, elas não enxergam mais tão bem, portanto não lavam a louça direito, quando elas dormem, eu faço o processo novamente, sem que elas saibam. Daí a idéia de colocar em um único lugar, para não misturar com a louça limpa dos armários. 

Uma atitude tão simples, mas de um valor imenso, a minha avó e Dna. Aparecida, foram muito felizes na casa da minha tia, sentiam-se úteis, à elas, eram atribuídas tarefas leves, para não dar-lhes a sensação que é comum aos idosos, quando moram com os filhos, de estarem sendo um "peso", pregavam botões, molhavam as plantas e toda manhã, iam até a padaria, o que era motivo de riso, porque uma comprava o pão e a outra saía em seguida para comprar o leite, aos nossos olhos nada prático, mas aos olhos de amor e sabedoria dos meus tios, era a forma correta.
E era tão bonito ouvi-las contarem orgulhosas da colaboração que prestavam.

Uma lição que jamais vou me esquecer.

obrigada tia, obrigada tio


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março 10, 2011

Velhos Rabugentos... (por Silvia Masc)

Quando comento em um grupo que escrevo sobre envelhecimento, com muita freqüência surge em forma de afirmação ou de pergunta, algo assim: - “Por que será que os velhos são tão rabugentos, às vezes manipuladores como crianças e cheios de manias”?
De acordo com o dicionário, rabugento é quem tem mau humor, intolerância, e tende a implicar e se queixar de tudo; irritadiço, ranheta, ranzinza.

Por observação e leitura, tenho a minha opinião; - Os idosos não são rabugentos por definição, e quando são, não é simplesmente porque ficaram idosos, já eram pessoas implicantes antes de se tornarem idosos, ou, estão passando por alguma situação atípica.

Tirando a proposta cômica, vejo esse comportamento, como se no envelhecimento as nossas características passassem a ser moldadas por um caricaturista, onde as peculiaridades ou defeitos se tornam exagerados, o jovem ou adulto implicante ranzinza e ranheta, no futuro, fará com perfeição o personagem do “velho rabugento”. 
Me lembro do Marquinhos, filho de uma amiga, uma criança adorável, mas se estivesse com fome, era o perfeito rabugento, hoje o Marcos, biólogo formado, continua adorável, mas quando o almoço atrasa, ele franze  a testa e resmunga, o comportamento é  igualzinho ao quando tinha 4 ou 5 anos, até são as mesmas as expressões, não creio que quando ele tiver 60 ou 80, isso vá mudar. Aqueles que foram na juventude brincalhões, continuam bem humorados, observo o Sr. Erasmo um amigo da família, aos 91anos, continua uma figura muito agradável, e de fácil convivência, aliás ele e a esposa, Dna. Leny, sempre sorridentes, e com boas histórias pra contar.

Há  aqueles que são rabugentos, e os que estão por alguma adversidade.

Os idosos quando dependentes ou temporariamente dependentes, podem se tornar irritadiços, deprimidos e envergonhados porque ficam expostos a outras pessoas, é preciso ter muita sensibilidade para lidar com essas questões, respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre que confiança se conquista, com carinho, tempo e respeito.

As pessoas idosas tendem a perder a audição, e quando muitas pessoas em seu redor falam ao mesmo tempo, eles se “desligam, ou se irritam. Devemos isolá-los? Não, apenas não forçá-los a ficarem em ambientes barulhentos.

Muitas vezes até com boa intenção, acabamos infantilizando os idosos, oferecendo-lhes, lanchinho, frutinha e leitinho, tudo bem, se eles gostarem disso, mas há muitos que não gostam (minha mãe, adora). Devemos então respeitar essa preferência.

Filhos que não estão muito próximos dos pais, quando telefonam, por exemplo, podem ouvir muitas queixas e quando verificam com quem está mais próximo constatam que são infundadas, entendem como ações de manipulação, manha etc. Será que não é carência? Vontade de ter os filhos mais próximos?

Nós os filhos, também temos a nossas implicâncias com eles e muitas vezes, tentamos interferir, nos hábitos, na maneira com que eles se vestem e até na casa onde nossos pais moram, é possível que aquele peixe (bibelô) que eles colocam na mesa da sala, não seja do nosso agrado, mas é casa deles, e lá eles colocam o que bem entenderem, como fazemos na nossa casa.

Nós, não gostamos de almoçar em pleno domingo as 12:00 hr, mas eles se acostumaram com isso, que tal nesse dia, tomar um café mais leve para almoçar mais cedo?

E aquela camiseta para nós horrorosa que o nosso pai adora? Concordo que se formos levá-los à um lugar que exija uma roupa mais formal é natural que tenhamos que intervir, eu, quando encontro alguma resistência por parte dos meu pai nesse sentido, não digo que a roupa está HO-RRO-RO-SA sigo uma receita que costuma dar muito certo, pego uma peça  mais adequada, e digo - Coloque essa, quero que todos vejam que você, é o velhinho mais lindo e elegante da festa, é infalível... idosos adoram um elogio, ache a sua maneira de convencê-lo (a), sem constrangê-los.

E as manias? Quem não as tem? Se não for algo que vá colocá-los em risco, ou prejudicar quem está por perto, feche os olhos e relaxe, rir das situações para nós estranhas, é a melhor maneira de não gerar estresse, e não nos tornarmos rabugentos, mau humorados, intolerantes, implicantes, irritadiços, ranhetas e ranzinzas. 

Agora vai um recadinho para aqueles intolerantes de plantão, velhos ou não - Bom humor faz com que as pessoas queiram ficar ao seu lado e 80% da boa qualidade ou não, do seu envelhecimento, vai depender de como você leva a sua vida, isso já foi cientificamente provado.


E você, o que pensa sobre isso?

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Velhos Rabugentos... (por Silvia Masc)

Quando comento em um grupo que escrevo sobre envelhecimento, com muita freqüência surge em forma de afirmação ou de pergunta, algo assim: - “Por que será que os velhos são tão rabugentos, às vezes manipuladores como crianças e cheios de manias”?
De acordo com o dicionário, rabugento é quem tem mau humor, intolerância, e tende a implicar e se queixar de tudo; irritadiço, ranheta, ranzinza.

Por observação e leitura, tenho a minha opinião; - Os idosos não são rabugentos por definição, e quando são, não é simplesmente porque ficaram idosos, já eram pessoas implicantes antes de se tornarem idosos, ou, estão passando por alguma situação atípica.

Tirando a proposta cômica, vejo esse comportamento, como se no envelhecimento as nossas características passassem a ser moldadas por um caricaturista, onde as peculiaridades ou defeitos se tornam exagerados, o jovem ou adulto implicante ranzinza e ranheta, no futuro, fará com perfeição o personagem do “velho rabugento”. 
Me lembro do Marquinhos, filho de uma amiga, uma criança adorável, mas se estivesse com fome, era o perfeito rabugento, hoje o Marcos, biólogo formado, continua adorável, mas quando o almoço atrasa, ele franze  a testa e resmunga, o comportamento é  igualzinho ao quando tinha 4 ou 5 anos, até são as mesmas as expressões, não creio que quando ele tiver 60 ou 80, isso vá mudar. Aqueles que foram na juventude brincalhões, continuam bem humorados, observo o Sr. Erasmo um amigo da família, aos 91anos, continua uma figura muito agradável, e de fácil convivência, aliás ele e a esposa, Dna. Leny, sempre sorridentes, e com boas histórias pra contar.

Há  aqueles que são rabugentos, e os que estão por alguma adversidade.

Os idosos quando dependentes ou temporariamente dependentes, podem se tornar irritadiços, deprimidos e envergonhados porque ficam expostos a outras pessoas, é preciso ter muita sensibilidade para lidar com essas questões, respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre que confiança se conquista, com carinho, tempo e respeito.

As pessoas idosas tendem a perder a audição, e quando muitas pessoas em seu redor falam ao mesmo tempo, eles se “desligam, ou se irritam. Devemos isolá-los? Não, apenas não forçá-los a ficarem em ambientes barulhentos.

Muitas vezes até com boa intenção, acabamos infantilizando os idosos, oferecendo-lhes, lanchinho, frutinha e leitinho, tudo bem, se eles gostarem disso, mas há muitos que não gostam (minha mãe, adora). Devemos então respeitar essa preferência.

Filhos que não estão muito próximos dos pais, quando telefonam, por exemplo, podem ouvir muitas queixas e quando verificam com quem está mais próximo constatam que são infundadas, entendem como ações de manipulação, manha etc. Será que não é carência? Vontade de ter os filhos mais próximos?

Nós os filhos, também temos a nossas implicâncias com eles e muitas vezes, tentamos interferir, nos hábitos, na maneira com que eles se vestem e até na casa onde nossos pais moram, é possível que aquele peixe (bibelô) que eles colocam na mesa da sala, não seja do nosso agrado, mas é casa deles, e lá eles colocam o que bem entenderem, como fazemos na nossa casa.

Nós, não gostamos de almoçar em pleno domingo as 12:00 hr, mas eles se acostumaram com isso, que tal nesse dia, tomar um café mais leve para almoçar mais cedo?

E aquela camiseta para nós horrorosa que o nosso pai adora? Concordo que se formos levá-los à um lugar que exija uma roupa mais formal é natural que tenhamos que intervir, eu, quando encontro alguma resistência por parte dos meu pai nesse sentido, não digo que a roupa está HO-RRO-RO-SA sigo uma receita que costuma dar muito certo, pego uma peça  mais adequada, e digo - Coloque essa, quero que todos vejam que você, é o velhinho mais lindo e elegante da festa, é infalível... idosos adoram um elogio, ache a sua maneira de convencê-lo (a), sem constrangê-los.

E as manias? Quem não as tem? Se não for algo que vá colocá-los em risco, ou prejudicar quem está por perto, feche os olhos e relaxe, rir das situações para nós estranhas, é a melhor maneira de não gerar estresse, e não nos tornarmos rabugentos, mau humorados, intolerantes, implicantes, irritadiços, ranhetas e ranzinzas. 

Agora vai um recadinho para aqueles intolerantes de plantão, velhos ou não - Bom humor faz com que as pessoas queiram ficar ao seu lado e 80% da boa qualidade ou não, do seu envelhecimento, vai depender de como você leva a sua vida, isso já foi cientificamente provado.


E você, o que pensa sobre isso?

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março 03, 2011

O futuro de quase todos nós

Entre muitas leituras sobre o assunto Longevidade , fui coletando algumas observações, feitas e ditas por pessoas extremamente capacitadas e envolvidas na questão  do envelhecimento de uma forma digna e respeitosa, deixo aqui, as que mais me chamaram à atenção, entendo que mesmo para nós mais jovens, é algo que poderíamos ter como reflexão. 

"Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte". -  Beth Witrogen Mc Leod

"É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais".  Renato Veras

"Se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino". - Harold Kushner

"O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber". - Dean Ornish

"Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso" -  Célia Caldas

"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil". - Ricardo Moragas

"Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta". - Ricardo Moragas

"Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história - Célia Caldas

Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. - Ricardo Moragas

"O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro".- Célia Caldas


- Beth Witrogen Mc Leod – autora do livro autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).
- Renato Veras. – Psicólogo e Coordenador da UNATI - UERJ
- Harold Kushner – Rabino
- Dean Ornish - autor do livro Amor e Sobrevivência, (Editora Rocco).
- Célia Caldas – Coordenadora da UNATI - UERJ
- Ricardo Moragas - O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona






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